Figuras de Linguagem – Portuguesando https://portuguesando.com.br Língua Portuguesa Fri, 16 May 2025 18:15:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 Parônimos: Palavras Parecidas, Significados Diferentes https://portuguesando.com.br/paronimos-palavras-parecidas-significados-diferentes/ Tue, 20 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=797 A língua portuguesa é repleta de sutilezas e particularidades que podem confundir até mesmo os falantes mais experientes. Entre essas peculiaridades, encontramos os parônimos, palavras que frequentemente causam dúvidas e são responsáveis por diversos equívocos na comunicação escrita e falada. Neste artigo, vamos explorar o que são os parônimos, como identificá-los e como utilizá-los corretamente em nosso dia a dia.

O que são parônimos?

Parônimos são palavras que apresentam grafia e pronúncia semelhantes, porém possuem significados completamente diferentes. Essa semelhança na forma como são escritas e pronunciadas é justamente o que causa confusão entre os falantes da língua portuguesa, levando a erros comuns tanto na escrita quanto na fala.

De acordo com o site Brasil Escola, “palavras parônimas são pares de palavras quase homônimas, com pouca diferença no som e na grafia”. Essa definição nos ajuda a compreender que os parônimos são palavras que, apesar de parecerem muito com outras, carregam sentidos distintos e são utilizadas em contextos específicos.

É importante não confundir parônimos com homônimos. Enquanto os parônimos são palavras semelhantes na grafia e na pronúncia, os homônimos são palavras que têm pronúncia e/ou grafia idênticas, mas significados diferentes. Os homônimos ainda se dividem em homógrafos (mesma grafia, pronúncia diferente), homófonos (mesma pronúncia, grafia diferente) e homônimos perfeitos (mesma grafia e pronúncia).

Exemplos comuns de parônimos

Para compreender melhor o conceito de parônimos, vamos analisar alguns exemplos comuns que frequentemente causam confusão:

Comprimento e Cumprimento

  • Comprimento: refere-se à medida de algo de uma extremidade à outra. Exemplo: O comprimento da sala é de 5 metros.
  • Cumprimento: ato de cumprimentar alguém ou de cumprir algo. Exemplo: Ele fez um cumprimento formal ao chegar à reunião.

Descrição e Discrição

  • Descrição: ato de descrever algo ou alguém. Exemplo: A descrição do suspeito ajudou a polícia a identificá-lo.
  • Discrição: qualidade de quem é discreto, reservado. Exemplo: Ele agiu com discrição ao tratar do assunto delicado.

Eminente e Iminente

  • Eminente: aquilo que se destaca, que é ilustre ou importante. Exemplo: O eminente professor recebeu um prêmio por sua contribuição à ciência.
  • Iminente: algo que está prestes a acontecer. Exemplo: O desabamento do prédio era iminente devido às rachaduras na estrutura.

Inflação e Infração

  • Inflação: aumento generalizado de preços. Exemplo: A inflação deste mês superou as expectativas dos economistas.
  • Infração: violação de uma lei ou regra. Exemplo: O motorista cometeu uma infração ao ultrapassar o sinal vermelho.

Absolver e Absorver

  • Absolver: perdoar, inocentar. Exemplo: O juiz decidiu absolver o réu por falta de provas.
  • Absorver: aspirar, sorver. Exemplo: O papel toalha consegue absorver o líquido derramado.

Cavaleiro e Cavalheiro

  • Cavaleiro: pessoa que monta a cavalo ou que pertencia a uma ordem militar na Idade Média. Exemplo: O cavaleiro participou do torneio de equitação.
  • Cavalheiro: homem gentil, educado. Exemplo: Ele se comportou como um verdadeiro cavalheiro durante o jantar.

Tráfego e Tráfico

  • Tráfego: movimento de veículos, trânsito. Exemplo: O tráfego na avenida principal está congestionado neste horário.
  • Tráfico: comércio ilegal. Exemplo: As autoridades combatem o tráfico de drogas na região.

A importância de conhecer os parônimos

Conhecer e saber utilizar corretamente os parônimos é fundamental para uma comunicação clara e eficaz. O uso inadequado dessas palavras pode gerar ambiguidades, mal-entendidos e até mesmo alterar completamente o sentido de uma mensagem.

No ambiente acadêmico e profissional, o domínio dos parônimos é ainda mais relevante, pois demonstra conhecimento linguístico e cuidado com a precisão da comunicação. Em redações, relatórios, e-mails e outros documentos formais, o uso correto dessas palavras contribui para a qualidade do texto e para a credibilidade do autor.

Além disso, em concursos públicos, vestibulares e outras avaliações, questões sobre parônimos são frequentes, testando a capacidade do candidato de distinguir palavras semelhantes e aplicá-las adequadamente em diferentes contextos.

Como evitar confusões com parônimos

Para evitar confusões no uso de parônimos, algumas estratégias podem ser úteis:

  1. Consulte o dicionário: em caso de dúvida, sempre verifique o significado exato de cada palavra no dicionário.
  2. Contextualize: analise o contexto em que a palavra será utilizada para determinar qual parônimo é o mais adequado.
  3. Pratique a leitura: quanto mais você lê, mais familiarizado fica com o uso correto das palavras.
  4. Faça exercícios específicos: resolver questões sobre parônimos ajuda a fixar as diferenças entre as palavras.
  5. Crie associações: relacione cada parônimo a uma situação ou frase específica para lembrar mais facilmente do seu significado.

Conclusão

Os parônimos representam um aspecto fascinante e desafiador da língua portuguesa. Compreender suas diferenças e saber utilizá-los corretamente é essencial para uma comunicação precisa e eficaz. Ao dominar o uso dos parônimos, você enriquece seu vocabulário e aprimora sua capacidade de expressão, evitando equívocos que podem comprometer a clareza de suas mensagens.

Lembre-se de que o estudo da língua é um processo contínuo, e a prática regular é a melhor forma de consolidar o conhecimento sobre parônimos e outras particularidades do português.

Atividade: Teste seus conhecimentos sobre parônimos

Agora que você já conhece o que são parônimos e como utilizá-los corretamente, vamos praticar com alguns exercícios. Leia atentamente cada questão e escolha a alternativa que completa corretamente as frases com os parônimos adequados.

1. Complete as frases com os parônimos EMINENTE ou IMINENTE:

a) O palestrante __________ chegará em breve para a conferência. b) O acidente era __________ devido às más condições da estrada. c) Aquele professor é considerado uma autoridade __________ no assunto. d) O risco de enchente é __________ com as fortes chuvas previstas.

2. Escolha entre TRÁFEGO ou TRÁFICO:

a) O __________ de veículos aumenta consideravelmente nos horários de pico. b) As autoridades intensificaram o combate ao __________ de animais silvestres. c) O __________ na internet cresceu durante a pandemia. d) O __________ de influência é considerado crime em muitos países.

3. Preencha com DESCRIÇÃO ou DISCRIÇÃO:

a) A __________ detalhada do suspeito ajudou na investigação. b) Ele tratou do assunto com __________, sem chamar atenção. c) A __________ da paisagem no livro é belíssima. d) A situação exige __________ por parte de todos os envolvidos.

4. Complete com COMPRIMENTO ou CUMPRIMENTO:

a) O __________ do tecido não é suficiente para fazer a cortina. b) Ele fez um __________ formal ao entrar na sala. c) Qual é o __________ do rio Amazonas? d) O __________ das normas é obrigatório para todos os funcionários.

5. Escolha entre CAVALEIRO ou CAVALHEIRO:

a) O __________ ajudou a senhora a carregar as compras. b) O __________ participou da competição de hipismo. c) Todo __________ deve ceder seu lugar a uma pessoa idosa. d) O __________ medieval usava armadura nas batalhas.

6. Complete as frases com ABSOLVER ou ABSORVER:

a) O papel toalha consegue __________ o líquido derramado. b) O juiz decidiu __________ o réu por falta de provas. c) A pele pode __________ vitamina D através da exposição ao sol. d) A igreja pode __________ os pecados dos fiéis através da confissão.

7. Escolha entre INFLAÇÃO ou INFRAÇÃO:

a) A __________ do mês superou as expectativas dos economistas. b) O motorista cometeu uma __________ ao estacionar em local proibido. c) O controle da __________ é fundamental para a estabilidade econômica. d) A multa por __________ de trânsito aumentou significativamente.

8. Complete com EMIGRAR ou IMIGRAR:

a) Muitos brasileiros decidiram __________ para Portugal em busca de melhores condições de vida. b) Os refugiados tentam __________ para países da Europa. c) Meus avós decidiram __________ do Japão após a Segunda Guerra Mundial. d) É difícil __________ para outro país sem conhecer o idioma local.

9. Escolha entre RATIFICAR ou RETIFICAR:

a) O diretor precisou __________ o erro no relatório antes da publicação. b) O Brasil decidiu __________ o acordo internacional sobre mudanças climáticas. c) É necessário __________ as informações incorretas no cadastro. d) O presidente vai __________ sua posição durante a reunião de amanhã.

10. Complete com MANDADO ou MANDATO:

a) O juiz expediu um __________ de busca e apreensão. b) O __________ do presidente termina no próximo ano. c) O advogado recebeu um __________ judicial para representar seu cliente. d) O __________ parlamentar tem duração de quatro anos.

Gabarito

1. EMINENTE ou IMINENTE:

a) O palestrante eminente chegará em breve para a conferência. b) O acidente era iminente devido às más condições da estrada. c) Aquele professor é considerado uma autoridade eminente no assunto. d) O risco de enchente é iminente com as fortes chuvas previstas.

2. TRÁFEGO ou TRÁFICO:

a) O tráfego de veículos aumenta consideravelmente nos horários de pico. b) As autoridades intensificaram o combate ao tráfico de animais silvestres. c) O tráfego na internet cresceu durante a pandemia. d) O tráfico de influência é considerado crime em muitos países.

3. DESCRIÇÃO ou DISCRIÇÃO:

a) A descrição detalhada do suspeito ajudou na investigação. b) Ele tratou do assunto com discrição, sem chamar atenção. c) A descrição da paisagem no livro é belíssima. d) A situação exige discrição por parte de todos os envolvidos.

4. COMPRIMENTO ou CUMPRIMENTO:

a) O comprimento do tecido não é suficiente para fazer a cortina. b) Ele fez um cumprimento formal ao entrar na sala. c) Qual é o comprimento do rio Amazonas? d) O cumprimento das normas é obrigatório para todos os funcionários.

5. CAVALEIRO ou CAVALHEIRO:

a) O cavalheiro ajudou a senhora a carregar as compras. b) O cavaleiro participou da competição de hipismo. c) Todo cavalheiro deve ceder seu lugar a uma pessoa idosa. d) O cavaleiro medieval usava armadura nas batalhas.

6. ABSOLVER ou ABSORVER:

a) O papel toalha consegue absorver o líquido derramado. b) O juiz decidiu absolver o réu por falta de provas. c) A pele pode absorver vitamina D através da exposição ao sol. d) A igreja pode absolver os pecados dos fiéis através da confissão.

7. INFLAÇÃO ou INFRAÇÃO:

a) A inflação do mês superou as expectativas dos economistas. b) O motorista cometeu uma infração ao estacionar em local proibido. c) O controle da inflação é fundamental para a estabilidade econômica. d) A multa por infração de trânsito aumentou significativamente.

8. EMIGRAR ou IMIGRAR:

a) Muitos brasileiros decidiram emigrar para Portugal em busca de melhores condições de vida. b) Os refugiados tentam imigrar para países da Europa. c) Meus avós decidiram emigrar do Japão após a Segunda Guerra Mundial. d) É difícil imigrar para outro país sem conhecer o idioma local.

9. RATIFICAR ou RETIFICAR:

a) O diretor precisou retificar o erro no relatório antes da publicação. b) O Brasil decidiu ratificar o acordo internacional sobre mudanças climáticas. c) É necessário retificar as informações incorretas no cadastro. d) O presidente vai ratificar sua posição durante a reunião de amanhã.

10. MANDADO ou MANDATO:

a) O juiz expediu um mandado de busca e apreensão. b) O mandato do presidente termina no próximo ano. c) O advogado recebeu um mandado judicial para representar seu cliente. d) O mandato parlamentar tem duração de quatro anos.

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A Chave para o Amanhã: Uma Crônica Sobre Estudos e o Futuro Profissional https://portuguesando.com.br/a-chave-para-o-amanha-uma-cronica-sobre-estudos-e-o-futuro-profissional/ Sun, 18 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=791 O sinal estridente da escola ecoou pelos corredores, anunciando o fim de mais um dia de aulas. Para Lucas, um adolescente do segundo ano do ensino médio, com seus fones de ouvido quase sempre presentes e os olhos frequentemente grudados na tela do celular, aquele som era a libertação para o que realmente importava: o universo dos jogos online e as infinitas rolagens nas redes sociais. A palavra “futuro” soava como um eco distante, uma preocupação para os “adultos”, não para ele, que ainda tinha tantas fases para passar em seu jogo favorito. As aulas? Ah, as aulas… Eram como longas cenas de um filme que ele era obrigado a assistir, com alguns momentos de interesse, mas, na maioria das vezes, uma contagem regressiva para a liberdade.

Matemática parecia um emaranhado de números e símbolos sem sentido prático. História, uma coleção de datas e nomes que mais pareciam um teste de memória do que uma lição de vida. Português até que ia, mas as análises sintáticas eram um mistério que ele preferia não desvendar. “Para que serve tudo isso?”, resmungava para si mesmo, enquanto guardava o material na mochila de qualquer jeito. A pressão dos pais, os discursos dos professores sobre o ENEM e a escolha da profissão formavam um ruído de fundo em sua vida, uma melodia que ele tentava abafar com o volume máximo de suas músicas preferidas.

Certo dia, a escola promoveu uma feira de profissões. Lucas, inicialmente, planejava apenas pegar alguns brindes e escapar para o pátio, mas algo o deteve. Viu um estande de desenvolvimento de games, sua grande paixão. Lá, um jovem programador, não muito mais velho que ele, explicava com entusiasmo como a lógica matemática era a base para criar as mecânicas dos jogos, como a física era essencial para simular movimentos realistas e como uma boa narrativa, aprendida nas aulas de português e literatura, tornava um jogo inesquecível. Pela primeira vez, Lucas vislumbrou uma conexão entre aquelas matérias “chatas” e algo que ele amava.

Intrigado, começou a prestar mais atenção nas aulas. Descobriu que a professora de história não falava apenas de reis mortos, mas de como as sociedades evoluíram, cometeram erros e acertos, lições valiosas para entender o mundo atual e, quem sabe, o mercado de trabalho. Percebeu que o professor de química, ao explicar as reações, estava, na verdade, desvendando os segredos da matéria que compõe tudo ao nosso redor, inclusive a tecnologia dos seus consoles. Até a temida matemática começou a fazer mais sentido quando ele a aplicou em pequenos projetos de programação que começou a desenvolver por conta própria, inspirado pela feira.

Não foi uma transformação da noite para o dia. Houve dias de frustração, de vontade de desistir e voltar para a zona de conforto dos jogos. Mas a semente da curiosidade havia sido plantada. Ele começou a participar mais, a perguntar, a pesquisar além do que era ensinado. Descobriu que o conhecimento não era um fardo, mas uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas que ele nem imaginava que existiam. Viu colegas que, assim como ele antes, encaravam os estudos como uma obrigação, mas também viu outros que, com dedicação, já traçavam planos ambiciosos para o futuro, buscando estágios, cursos complementares e se preparando para os vestibulares com afinco.

Lucas entendeu, finalmente, que o estudo não era um obstáculo para a diversão ou um fardo inútil. Era a chave. A chave que destrancava portas para futuros que ele nem sonhava, que o capacitava a transformar sua paixão por games, ou qualquer outra que viesse a ter, em uma profissão real e gratificante. O “para que serve tudo isso?” deu lugar a um “como posso usar isso ao meu favor?”.

O futuro profissional, antes uma névoa distante, começou a ganhar contornos mais nítidos. Não era sobre ter todas as respostas imediatamente, mas sobre estar preparado para buscá-las. E a preparação começava ali, naquelas salas de aula, com aqueles professores e aquelas matérias que, agora, pareciam peças de um grande quebra-cabeça que ele estava ansioso para montar. O estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo, tijolo por tijolo, conhecimento por conhecimento, para edificar o profissional que ele queria ser. E essa construção, ele percebeu, era a aventura mais emocionante de todas, com fases desafiadoras, mas com recompensas que nenhum jogo online poderia oferecer: a realização de seus próprios sonhos.

Parte I: Questões de Múltipla Escolha

Instruções: Leia atentamente cada questão e assinale a alternativa correta.

1. Qual era a principal atividade de Lucas fora da escola no início da crônica? a) Praticar esportes com os amigos. b) Dedicar-se a cursos de idiomas. c) Jogar online e usar redes sociais. d) Ajudar seus pais em tarefas domésticas. e) Ler livros de aventura.

2. Como Lucas inicialmente percebia as aulas e os estudos? a) Como uma oportunidade de aprender coisas novas e interessantes. b) Como um fardo e uma obrigação, contando os minutos para a liberdade. c) Como um desafio estimulante para seu intelecto. d) Como um momento de socialização com os colegas. e) Como algo fácil e que não exigia muito esforço.

3. Qual evento na escola começou a mudar a perspectiva de Lucas sobre os estudos? a) Uma palestra sobre a importância do ENEM. b) Uma conversa séria com seus pais sobre o futuro. c) A feira de profissões, especialmente o estande de desenvolvimento de games. d) Um projeto em grupo sobre história antiga. e) A chegada de um novo professor de matemática.

4. No estande de desenvolvimento de games, o que o jovem programador explicou que surpreendeu Lucas? a) Que para ser programador não era necessário estudar muito. b) Que a matemática, a física e a narrativa eram fundamentais para criar jogos. c) Que o mercado de games estava saturado e era difícil conseguir emprego. d) Que os melhores jogos eram criados por pessoas que não gostavam da escola. e) Que apenas o conhecimento de inglês era suficiente para desenvolver games.

5. Após a feira de profissões, qual foi uma das primeiras matérias que Lucas começou a ver com outros olhos? a) Educação Física, pois percebeu a importância da saúde. b) Artes, pois descobriu um talento para o desenho. c) Química, ao entender sua relação com a tecnologia. d) Geografia, ao se interessar por diferentes culturas. e) Filosofia, ao questionar o sentido da vida.

6. A transformação de Lucas em relação aos estudos aconteceu: a) Instantaneamente, após a visita à feira de profissões. b) De forma gradual, com momentos de dúvida e persistência. c) Apenas por pressão dos pais e professores. d) Somente quando ele começou a tirar notas boas. e) Depois que ele decidiu qual faculdade queria cursar.

7. O que Lucas descobriu sobre o conhecimento ao começar a se dedicar mais aos estudos? a) Que era algo muito difícil e acessível para poucos. b) Que era um fardo necessário para conseguir um bom emprego. c) Que era uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas para o futuro. d) Que era menos importante do que ter bons contatos. e) Que a maior parte do que se aprendia na escola não tinha utilidade prática.

8. Qual foi a principal mudança na pergunta que Lucas fazia a si mesmo sobre os estudos? a) De “Isso é muito chato?” para “Isso é divertido?”. b) De “Preciso mesmo estudar isso?” para “Meus amigos estão estudando isso?”. c) De “Para que serve tudo isso?” para “Como posso usar isso ao meu favor?”. d) De “Vou conseguir passar de ano?” para “Vou tirar a maior nota?”. e) De “Quando essa aula vai acabar?” para “O que vou aprender hoje?”.

9. Segundo a crônica, o estudo é fundamental principalmente para: a) Apenas passar no vestibular e entrar na faculdade. b) Construir a si mesmo e edificar o profissional que se deseja ser. c) Acumular diplomas e certificados. d) Agradar aos pais e à sociedade. e) Ter um assunto para conversar com as pessoas.

10. A “chave” mencionada no título e no final da crônica simboliza: a) A chave da escola que Lucas queria pegar para sair mais cedo. b) A chave para desbloquear novas fases em seus jogos online. c) O estudo, como meio para alcançar um futuro profissional gratificante. d) O segredo para ficar rico rapidamente sem muito esforço. e) A amizade com colegas que o ajudavam a entender as matérias.

Parte II: Questões Abertas

Instruções: Leia atentamente cada questão e responda de forma clara e completa, utilizando informações da crônica para embasar suas respostas.

11. Descreva a rotina e os interesses de Lucas antes da feira de profissões. Como ele via a escola nesse período?

12. Explique qual foi o impacto da feira de profissões na vida de Lucas. Qual descoberta específica o fez começar a mudar sua atitude em relação aos estudos?

13. A crônica menciona que Lucas começou a ver conexões entre as matérias escolares e seus interesses, como o desenvolvimento de games. Cite um exemplo dessa conexão mencionada no texto e explique sua importância.

14. A transformação de Lucas foi imediata ou gradual? Justifique sua resposta com base em informações do texto.

15. Além de Lucas, a crônica menciona outros tipos de estudantes. Quais são eles e como suas atitudes em relação aos estudos se comparam com a de Lucas antes e depois de sua mudança?

16. Qual era a pergunta que Lucas costumava fazer sobre os estudos e como essa pergunta mudou após sua transformação? O que essa mudança de perspectiva revela sobre sua nova compreensão do conhecimento?

17. A crônica afirma que “o estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo”. O que essa frase significa no contexto da história de Lucas?

18. Em sua opinião, qual é a principal mensagem que a crônica “A Chave para o Amanhã” tenta transmitir aos estudantes do ensino médio? Justifique.

19. Você se identifica com alguma parte da trajetória de Lucas? Se sim, qual e por quê? Se não, explique como sua experiência com os estudos difere da dele.

20. Se você pudesse dar um conselho a Lucas no início da crônica, qual seria? E que conselho você daria a um colega que hoje se sente como Lucas se sentia antes da feira de profissões?

Gabarito da Atividade: A Chave para o Amanhã

Parte I: Questões de Múltipla Escolha

  1. c) Jogar online e usar redes sociais.
  2. b) Como um fardo e uma obrigação, contando os minutos para a liberdade.
  3. c) A feira de profissões, especialmente o estande de desenvolvimento de games.
  4. b) Que a matemática, a física e a narrativa eram fundamentais para criar jogos.
  5. c) Química, ao entender sua relação com a tecnologia. (Nota: A crônica também menciona História e Matemática, mas a Química é citada com o exemplo da tecnologia dos consoles, o que demonstra uma nova perspectiva sobre a matéria em si).
  6. b) De forma gradual, com momentos de dúvida e persistência.
  7. c) Que era uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas para o futuro.
  8. c) De “Para que serve tudo isso?” para “Como posso usar isso ao meu favor?”.
  9. b) Construir a si mesmo e edificar o profissional que se deseja ser.
  10. c) O estudo, como meio para alcançar um futuro profissional gratificante.

Parte II: Questões Abertas (Sugestões de Respostas Esperadas)

11. Descreva a rotina e os interesses de Lucas antes da feira de profissões. Como ele via a escola nesse período?Resposta Esperada: Antes da feira, Lucas passava o tempo com fones de ouvido, celular, jogos online e redes sociais. Ele via a escola como uma obrigação, um fardo, e as aulas como algo chato do qual queria se livrar o mais rápido possível, sem ver sentido prático no que aprendia.

12. Explique qual foi o impacto da feira de profissões na vida de Lucas. Qual descoberta específica o fez começar a mudar sua atitude em relação aos estudos?Resposta Esperada: A feira de profissões teve um grande impacto, pois foi lá que Lucas viu uma conexão entre seus interesses (games) e o conteúdo escolar. A descoberta específica foi ao ouvir um jovem programador explicar como a lógica matemática, a física e a narrativa (Português/Literatura) eram essenciais para criar jogos.

13. A crônica menciona que Lucas começou a ver conexões entre as matérias escolares e seus interesses, como o desenvolvimento de games. Cite um exemplo dessa conexão mencionada no texto e explique sua importância.Resposta Esperada: Um exemplo é a conexão entre a matemática e a lógica de programação para criar mecânicas de jogos, ou a física para simular movimentos realistas. A importância é que Lucas percebeu a aplicabilidade prática do que aprendia, motivando-o a se interessar mais pelas aulas.

14. A transformação de Lucas foi imediata ou gradual? Justifique sua resposta com base em informações do texto.Resposta Esperada: A transformação foi gradual. O texto diz: “Não foi uma transformação da noite para o dia. Houve dias de frustração, de vontade de desistir e voltar para a zona de conforto dos jogos. Mas a semente da curiosidade havia sido plantada.”

15. Além de Lucas, a crônica menciona outros tipos de estudantes. Quais são eles e como suas atitudes em relação aos estudos se comparam com a de Lucas antes e depois de sua mudança?Resposta Esperada: A crônica menciona colegas que continuavam encarando os estudos como uma obrigação (semelhante a Lucas antes) e outros que, com dedicação, já traçavam planos ambiciosos, buscando estágios e se preparando para vestibulares (semelhante a Lucas depois de sua mudança, ou até mais adiantados).

16. Qual era a pergunta que Lucas costumava fazer sobre os estudos e como essa pergunta mudou após sua transformação? O que essa mudança de perspectiva revela sobre sua nova compreensão do conhecimento?Resposta Esperada: Antes, Lucas perguntava “Para que serve tudo isso?”. Depois, passou a perguntar “Como posso usar isso ao meu favor?”. Essa mudança revela que ele deixou de ver o estudo como algo imposto e inútil e passou a enxergá-lo como uma ferramenta valiosa e aplicável para seus objetivos e futuro.

17. A crônica afirma que “o estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo”. O que essa frase significa no contexto da história de Lucas?Resposta Esperada: Significa que o valor do estudo vai além das conquistas formais (notas, diploma). Para Lucas, passou a ser um processo de desenvolvimento pessoal, de adquirir conhecimentos e habilidades que o moldariam como indivíduo e como o profissional que ele desejava ser, capacitando-o a realizar seus sonhos.

18. Em sua opinião, qual é a principal mensagem que a crônica “A Chave para o Amanhã” tenta transmitir aos estudantes do ensino médio? Justifique.Resposta Esperada: (Resposta pessoal, mas deve girar em torno da importância de encontrar sentido e relevância nos estudos, conectando-os com interesses pessoais e objetivos futuros. A mensagem é que o estudo é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal e profissional, abrindo portas e possibilitando a realização de sonhos.) A justificativa deve se basear em elementos da crônica.

19. Você se identifica com alguma parte da trajetória de Lucas? Se sim, qual e por quê? Se não, explique como sua experiência com os estudos difere da dele.Resposta Esperada: (Resposta pessoal. O aluno pode se identificar com a fase de desinteresse de Lucas, com o momento da descoberta, ou com a dedicação posterior. Se não houver identificação, deve explicar as diferenças em sua própria trajetória escolar.)

20. Se você pudesse dar um conselho a Lucas no início da crônica, qual seria? E que conselho você daria a um colega que hoje se sente como Lucas se sentia antes da feira de profissões?Resposta Esperada: (Resposta pessoal. O conselho para Lucas poderia ser para tentar encontrar conexões entre o que aprende e o que gosta, ou para ser mais curioso. O conselho para um colega poderia ser similar, incentivando-o a explorar diferentes áreas, conversar com profissionais e buscar entender a aplicação do conhecimento.)

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A linguagem digital: um retrato da oralidade escrita https://portuguesando.com.br/a-linguagem-digital-um-retrato-da-oralidade-escrita/ Sat, 10 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=767 Com a popularização das redes sociais, as interações digitais passaram a simular a fala informal. Isso fez com que muitas expressões típicas da oralidade ganhassem nova vida na forma escrita — às vezes com grafias criativas, abreviações e até estrangeirismos. É nesse contexto que surgem as gírias da internet.


Exemplos populares de gírias digitais:

  1. Cringe – Vergonhoso, cafona, algo que causa constrangimento.
    • Exemplo: “Usar calça skinny agora é tão cringe.”
  2. Flopar – Fracassar, não ter sucesso.
    • Exemplo: “O post da marca flopou e quase ninguém curtiu.”
  3. TBT (Throwback Thursday) – Publicação de lembrança às quintas-feiras.
    • Exemplo: “Hoje é dia de TBT da viagem!”
  4. Shippar – Torcer por um casal fictício ou real.
    • Exemplo: “Eu shippo muito esses dois personagens.”
  5. Stalkear – Vasculhar as redes sociais de alguém.
    • Exemplo: “Fui stalkear o perfil do novo colega de trabalho.”
  6. Lacrar – Arrasar, mandar bem, causar impacto.
    • Exemplo: “Ela lacrou no discurso de formatura.”
  7. Cancelado – Alguém que sofreu rejeição pública por comportamento considerado inadequado.
    • Exemplo: “O ator foi cancelado após declarações polêmicas.”

O que essas gírias nos mostram?

Essas expressões revelam:

  • A influência de outras línguas, especialmente o inglês.
  • A criatividade linguística nas redes sociais.
  • A fluidez entre oralidade e escrita.
  • O surgimento de novas normas dentro de grupos sociais específicos.

Embora sejam informais, essas gírias mostram a vitalidade do idioma e a forma como ele acompanha mudanças culturais, tecnológicas e comportamentais.


Atividade: Complete as frases com a gíria da internet mais apropriada

  1. O vídeo promocional não teve visualizações e acabou ________.
  2. Toda quinta-feira, ela posta uma foto antiga com a hashtag ________.
  3. A nova série é tão boa que já comecei a ________ o casal principal.
  4. Ele foi ________ por causa dos comentários ofensivos nas redes.
  5. Fui ________ o Instagram da professora e vi que ela ama gatos.
  6. O discurso foi tão bom que ela ________ e todos aplaudiram de pé.
  7. Acham que usar emojis demais é ________?

Gabarito comentado:

  1. flopando – Expressa fracasso, ausência de repercussão.
  2. TBT – Hashtag popular de lembranças, usada às quintas-feiras.
  3. shippando – Gíria para torcer por um casal.
  4. cancelado – Refere-se à rejeição pública ou boicote.
  5. stalkeando – Ação de investigar alguém nas redes sociais.
  6. lacrou – Usada para descrever uma performance impactante.
  7. cringe – Refere-se a algo considerado brega ou constrangedor.

A presença das gírias da internet no nosso vocabulário diário é um sinal da evolução natural da língua. Ao reconhecê-las e entender seus usos, nos aproximamos das transformações culturais do nosso tempo — e também aprendemos a valorizar a diversidade linguística do português.

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10 Erros de Português que Você Vê Todo Dia (E Nem Sempre Percebe) https://portuguesando.com.br/10-erros-de-portugues-que-voce-ve-todo-dia-e-nem-sempre-percebe/ Mon, 05 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=744 Você já deve ter escutado ou até mesmo escrito frases como “fazem dez anos”, “menas coisas” ou “há dez anos atrás”. A língua portuguesa, com sua riqueza e complexidade, é repleta de armadilhas que passam despercebidas até pelos mais atentos.

Neste artigo, vamos revelar 10 erros de português que estão por toda parte — nas redes sociais, em conversas informais, e até em conteúdos profissionais — e mostrar como evitá-los de forma leve, clara e sem complicações. Afinal, escrever (e falar) bem não precisa ser um tormento, mas pode ser um prazer!


1. “Fazem dez anos” ❌

Erro comum:

“Fazem dez anos que não nos vemos.”

Forma correta:

“Faz dez anos que não nos vemos.”

📝 O verbo fazer, quando indica tempo decorrido, é impessoal e deve sempre ficar no singular.


2. “Menas” ❌

Erro comum:

“Ela tem menas chances de passar.”

Forma correta:

“Ela tem menos chances de passar.”

📝 A palavra menas simplesmente não existe na norma culta da língua. Menos é invariável: serve para masculino, feminino, singular e plural.


3. “Com certeza absoluta” ❌

Erro comum:

“Eu tenho certeza absoluta que ele vai vencer!”

Forma correta:

“Eu tenho certeza absoluta de que ele vai vencer!”

📝 A expressão “certeza de que” é exigida. O “de” é fundamental nesse caso.


4. “A gente vamos” ❌

Erro comum:

“A gente vamos resolver isso amanhã.”

Forma correta:

“A gente vai resolver isso amanhã.”

📝 “A gente” é uma expressão equivalente a nós, mas o verbo fica no singular, pois a construção é considerada singular na norma padrão.


5. “Seje” e “Esteja” usados incorretamente ❌

Erro comum:

“Espero que você seje feliz.”

Forma correta:

“Espero que você seja feliz.”

📝 O verbo ser no presente do subjuntivo é:

  • Eu seja
  • Tu sejas
  • Ele seja
  • Nós sejamos
  • Vós sejais
  • Eles sejam

Não existe “seje” ou “esteje”!


6. “Onde” usado para tempo ou abstrações ❌

Erro comum:

“Na época onde tudo era mais simples…”

Forma correta:

“Na época em que tudo era mais simples…”

📝 A palavra “onde” deve ser usada apenas para indicar lugar físico. Se for tempo ou situações abstratas, use “em que”.


7. “Há … atrás” ❌

Erro comum:

“Isso aconteceu há dois anos atrás.”

Forma correta:

“Isso aconteceu há dois anos.”

📝 Redundância! O verbo “há” (no sentido de tempo decorrido) já indica passado, então não é necessário (nem correto) acrescentar “atrás”.


8. “Ao meu ver” ❌

Erro comum:

“Ao meu ver, a decisão foi precipitada.”

Forma correta:

A meu ver, a decisão foi precipitada.”

📝 A preposição “a” não se contrai com o pronome possessivo “meu”. Logo, o correto é a meu ver.


9. Uso errado de “mal” e “mau” ❌

Erro comum:

“Ele estava muito mau ontem.”

Forma correta:

“Ele estava muito mal ontem.”

📝 Mal é o oposto de bem.
Mau é o oposto de bom.
Dica: se puder trocar por “bem”, use “mal”.


10. Plural de palavras compostas ❌

Erro comum:

“Os guarda-chuvas estão na sala.”

Forma correta:

“Os guardas-chuva estão na sala.”

📝 Em compostos como guarda-chuva, guarda funciona como verbo e chuva como objeto direto. Assim, apenas o segundo termo permanece invariável.

Outros exemplos:

  • Guarda-roupa → os guarda-roupas
  • Couve-flor → as couves-flores
  • Beija-flor → os beija-flores

✅ DICA BÔNUS: Leia, observe e revise

O melhor caminho para evitar esses deslizes é manter uma leitura constante e revisar seus textos com atenção. Além disso, permita-se errar — e aprender com os erros. O importante é evoluir e se expressar com mais clareza e confiança.


✍ Atividade Interativa: Corrija os Erros!

Leia as frases abaixo e identifique qual erro está presente em cada uma. Depois, reescreva-as corretamente.

  1. A gente vamos na feira amanhã.
  2. Fazem três meses que ela viajou.
  3. Naquele tempo onde tudo era mais simples…
  4. Ele estava mau ontem.
  5. Isso aconteceu há cinco anos atrás.

📘 Gabarito Explicativo

  1. Erro: Verbo no plural com “a gente”.
    ✔ Correto: A gente vai na feira amanhã.
  2. Erro: Verbo “fazer” impessoal usado no plural.
    ✔ Correto: Faz três meses que ela viajou.
  3. Erro: Uso incorreto de “onde” para tempo.
    ✔ Correto: Naquele tempo em que tudo era mais simples…
  4. Erro: Uso de “mau” em vez de “mal”.
    ✔ Correto: Ele estava mal ontem.
  5. Erro: Redundância “há … atrás”.
    ✔ Correto: Isso aconteceu há cinco anos.

💬 E aí, quantos desses erros você já viu — ou até cometeu?

Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos, professores ou colegas de trabalho! Vamos espalhar o bom uso da nossa língua de forma leve, divertida e sem julgamentos. ✨

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Figuras de Linguagem: Como Elas Deixam o Texto Mais Expressivo https://portuguesando.com.br/figuras-de-linguagem-como-elas-deixam-o-texto-mais-expressivo/ Sat, 03 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=731 Você já ouviu alguém dizer “estou nas nuvens” ou “morreu de tanto rir”? Essas expressões, carregadas de criatividade, são exemplos de figuras de linguagem, um dos recursos mais fascinantes da Língua Portuguesa.

Mais do que simples ornamentos, as figuras de linguagem transformam o texto em arte, dão vida às palavras e permitem que sentimentos e ideias sejam comunicados com intensidade, leveza ou impacto.

Neste artigo, você vai entender por que as figuras de linguagem são essenciais para a expressividade textual — e por que dominar esse conteúdo vai muito além de passar em uma prova.


O que são figuras de linguagem?

São recursos estilísticos usados para ampliar o sentido das palavras, dar ênfase a uma ideia, provocar emoção ou tornar a comunicação mais rica. Elas surgem principalmente na linguagem literária, mas também estão no nosso dia a dia.

Existem várias categorias, mas as principais são:

  • Figuras de palavras (tropos)
  • Figuras de pensamento
  • Figuras de som (fonológicas)
  • Figuras de construção (sintáticas)

As mais usadas (e cobradas)

A seguir, veja as figuras mais recorrentes e como elas atuam na construção do sentido:

1. Metáfora

Associação subjetiva entre duas ideias sem uso de conectivos comparativos.
🖋 “Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

2. Comparação

Aproxima dois elementos com palavras como “como”, “tal qual”, “assim como”.
🖋 “Ela é forte como um leão.”

3. Personificação (prosopopeia)

Atribui características humanas a seres inanimados ou abstratos.
🖋 “A lua sorriu para mim.”

4. Hipérbole

Exagero expressivo para dar ênfase.
🖋 “Esperei uma eternidade.”

5. Eufemismo

Suaviza uma ideia negativa.
🖋 “Ele partiu dessa para uma melhor.”

6. Ironia

Diz-se o oposto do que se pensa, com intenção crítica ou humorística.
🖋 “Que ótimo! Quebrei o celular novinho.”

7. Polissíndeto

Repetição intencional de conjunções para enfatizar ou criar ritmo.
🖋 “E gritou, e chorou, e correu, e caiu.”
➡ O polissíndeto reforça a sucessão das ações e imprime dramaticidade ou tensão ao texto.


Por que dominar esse conteúdo?

  • Melhora a escrita criativa
  • Enriquece redações e análises literárias
  • Ajuda a interpretar textos com mais profundidade
  • É conteúdo certo em vestibulares, ENEM e concursos

Atividade: Identifique e interprete

Leia as frases a seguir e identifique qual figura de linguagem está presente em cada uma. Em seguida, reflita sobre o efeito de sentido que ela provoca.


1. “O tempo é um ladrão que rouba a juventude.”
2. “Chorou rios de lágrimas.”
3. “Ele é um poço de paciência.”
4. “A esperança é a última que morre.”
5. “Nossa, que alegria! Levei um fora!”
6. “Estava mais perdido que cego em tiroteio.”
7. “O coração dele bate forte como um tambor.”
8. “E correu, e gritou, e chorou, e caiu.”


✅ Gabarito Explicativo

1. Personificação (ou prosopopeia)
🟢 O tempo recebe uma ação humana: “roubar”. Isso dá vida ao conceito abstrato e intensifica o impacto da passagem do tempo.

2. Hipérbole
🟢 “Rios de lágrimas” exagera o volume de choro para transmitir uma emoção forte, intensa.

3. Metáfora
🟢 “Poço de paciência” não é literal. Trata-se de uma comparação implícita, onde “poço” simboliza profundidade e abundância de paciência.

4. Personificação
🟢 A “esperança” é tratada como um ser vivo que morre, o que reforça sua persistência emocional.

5. Ironia
🟢 A frase expressa “alegria” com sarcasmo, pois o “fora” é uma situação negativa. O efeito é crítico e irônico.

6. Comparação
🟢 A expressão faz uma analogia explícita usando “como”: comparação cômica para reforçar a ideia de desorientação.

7. Comparação
🟢 A batida do coração é comparada ao som de um tambor, criando uma imagem sonora que enfatiza a emoção.

8. Polissíndeto
🟢 A repetição da conjunção “e” enfatiza a sucessão das ações e intensifica a dramaticidade da cena.


✨ Conclusão

As figuras de linguagem não apenas embelezam o texto — elas transformam a forma como nos comunicamos. Ao compreender e aplicar esses recursos, você ganha mais poder de expressão, seja em uma redação nota 1000, em um poema ou até em um meme bem escrito.


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