Interpretação de Texto – Portuguesando https://portuguesando.com.br Língua Portuguesa Wed, 14 May 2025 18:29:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 A Chave para o Amanhã: Uma Crônica Sobre Estudos e o Futuro Profissional https://portuguesando.com.br/a-chave-para-o-amanha-uma-cronica-sobre-estudos-e-o-futuro-profissional/ Sun, 18 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=791 O sinal estridente da escola ecoou pelos corredores, anunciando o fim de mais um dia de aulas. Para Lucas, um adolescente do segundo ano do ensino médio, com seus fones de ouvido quase sempre presentes e os olhos frequentemente grudados na tela do celular, aquele som era a libertação para o que realmente importava: o universo dos jogos online e as infinitas rolagens nas redes sociais. A palavra “futuro” soava como um eco distante, uma preocupação para os “adultos”, não para ele, que ainda tinha tantas fases para passar em seu jogo favorito. As aulas? Ah, as aulas… Eram como longas cenas de um filme que ele era obrigado a assistir, com alguns momentos de interesse, mas, na maioria das vezes, uma contagem regressiva para a liberdade.

Matemática parecia um emaranhado de números e símbolos sem sentido prático. História, uma coleção de datas e nomes que mais pareciam um teste de memória do que uma lição de vida. Português até que ia, mas as análises sintáticas eram um mistério que ele preferia não desvendar. “Para que serve tudo isso?”, resmungava para si mesmo, enquanto guardava o material na mochila de qualquer jeito. A pressão dos pais, os discursos dos professores sobre o ENEM e a escolha da profissão formavam um ruído de fundo em sua vida, uma melodia que ele tentava abafar com o volume máximo de suas músicas preferidas.

Certo dia, a escola promoveu uma feira de profissões. Lucas, inicialmente, planejava apenas pegar alguns brindes e escapar para o pátio, mas algo o deteve. Viu um estande de desenvolvimento de games, sua grande paixão. Lá, um jovem programador, não muito mais velho que ele, explicava com entusiasmo como a lógica matemática era a base para criar as mecânicas dos jogos, como a física era essencial para simular movimentos realistas e como uma boa narrativa, aprendida nas aulas de português e literatura, tornava um jogo inesquecível. Pela primeira vez, Lucas vislumbrou uma conexão entre aquelas matérias “chatas” e algo que ele amava.

Intrigado, começou a prestar mais atenção nas aulas. Descobriu que a professora de história não falava apenas de reis mortos, mas de como as sociedades evoluíram, cometeram erros e acertos, lições valiosas para entender o mundo atual e, quem sabe, o mercado de trabalho. Percebeu que o professor de química, ao explicar as reações, estava, na verdade, desvendando os segredos da matéria que compõe tudo ao nosso redor, inclusive a tecnologia dos seus consoles. Até a temida matemática começou a fazer mais sentido quando ele a aplicou em pequenos projetos de programação que começou a desenvolver por conta própria, inspirado pela feira.

Não foi uma transformação da noite para o dia. Houve dias de frustração, de vontade de desistir e voltar para a zona de conforto dos jogos. Mas a semente da curiosidade havia sido plantada. Ele começou a participar mais, a perguntar, a pesquisar além do que era ensinado. Descobriu que o conhecimento não era um fardo, mas uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas que ele nem imaginava que existiam. Viu colegas que, assim como ele antes, encaravam os estudos como uma obrigação, mas também viu outros que, com dedicação, já traçavam planos ambiciosos para o futuro, buscando estágios, cursos complementares e se preparando para os vestibulares com afinco.

Lucas entendeu, finalmente, que o estudo não era um obstáculo para a diversão ou um fardo inútil. Era a chave. A chave que destrancava portas para futuros que ele nem sonhava, que o capacitava a transformar sua paixão por games, ou qualquer outra que viesse a ter, em uma profissão real e gratificante. O “para que serve tudo isso?” deu lugar a um “como posso usar isso ao meu favor?”.

O futuro profissional, antes uma névoa distante, começou a ganhar contornos mais nítidos. Não era sobre ter todas as respostas imediatamente, mas sobre estar preparado para buscá-las. E a preparação começava ali, naquelas salas de aula, com aqueles professores e aquelas matérias que, agora, pareciam peças de um grande quebra-cabeça que ele estava ansioso para montar. O estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo, tijolo por tijolo, conhecimento por conhecimento, para edificar o profissional que ele queria ser. E essa construção, ele percebeu, era a aventura mais emocionante de todas, com fases desafiadoras, mas com recompensas que nenhum jogo online poderia oferecer: a realização de seus próprios sonhos.

Parte I: Questões de Múltipla Escolha

Instruções: Leia atentamente cada questão e assinale a alternativa correta.

1. Qual era a principal atividade de Lucas fora da escola no início da crônica? a) Praticar esportes com os amigos. b) Dedicar-se a cursos de idiomas. c) Jogar online e usar redes sociais. d) Ajudar seus pais em tarefas domésticas. e) Ler livros de aventura.

2. Como Lucas inicialmente percebia as aulas e os estudos? a) Como uma oportunidade de aprender coisas novas e interessantes. b) Como um fardo e uma obrigação, contando os minutos para a liberdade. c) Como um desafio estimulante para seu intelecto. d) Como um momento de socialização com os colegas. e) Como algo fácil e que não exigia muito esforço.

3. Qual evento na escola começou a mudar a perspectiva de Lucas sobre os estudos? a) Uma palestra sobre a importância do ENEM. b) Uma conversa séria com seus pais sobre o futuro. c) A feira de profissões, especialmente o estande de desenvolvimento de games. d) Um projeto em grupo sobre história antiga. e) A chegada de um novo professor de matemática.

4. No estande de desenvolvimento de games, o que o jovem programador explicou que surpreendeu Lucas? a) Que para ser programador não era necessário estudar muito. b) Que a matemática, a física e a narrativa eram fundamentais para criar jogos. c) Que o mercado de games estava saturado e era difícil conseguir emprego. d) Que os melhores jogos eram criados por pessoas que não gostavam da escola. e) Que apenas o conhecimento de inglês era suficiente para desenvolver games.

5. Após a feira de profissões, qual foi uma das primeiras matérias que Lucas começou a ver com outros olhos? a) Educação Física, pois percebeu a importância da saúde. b) Artes, pois descobriu um talento para o desenho. c) Química, ao entender sua relação com a tecnologia. d) Geografia, ao se interessar por diferentes culturas. e) Filosofia, ao questionar o sentido da vida.

6. A transformação de Lucas em relação aos estudos aconteceu: a) Instantaneamente, após a visita à feira de profissões. b) De forma gradual, com momentos de dúvida e persistência. c) Apenas por pressão dos pais e professores. d) Somente quando ele começou a tirar notas boas. e) Depois que ele decidiu qual faculdade queria cursar.

7. O que Lucas descobriu sobre o conhecimento ao começar a se dedicar mais aos estudos? a) Que era algo muito difícil e acessível para poucos. b) Que era um fardo necessário para conseguir um bom emprego. c) Que era uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas para o futuro. d) Que era menos importante do que ter bons contatos. e) Que a maior parte do que se aprendia na escola não tinha utilidade prática.

8. Qual foi a principal mudança na pergunta que Lucas fazia a si mesmo sobre os estudos? a) De “Isso é muito chato?” para “Isso é divertido?”. b) De “Preciso mesmo estudar isso?” para “Meus amigos estão estudando isso?”. c) De “Para que serve tudo isso?” para “Como posso usar isso ao meu favor?”. d) De “Vou conseguir passar de ano?” para “Vou tirar a maior nota?”. e) De “Quando essa aula vai acabar?” para “O que vou aprender hoje?”.

9. Segundo a crônica, o estudo é fundamental principalmente para: a) Apenas passar no vestibular e entrar na faculdade. b) Construir a si mesmo e edificar o profissional que se deseja ser. c) Acumular diplomas e certificados. d) Agradar aos pais e à sociedade. e) Ter um assunto para conversar com as pessoas.

10. A “chave” mencionada no título e no final da crônica simboliza: a) A chave da escola que Lucas queria pegar para sair mais cedo. b) A chave para desbloquear novas fases em seus jogos online. c) O estudo, como meio para alcançar um futuro profissional gratificante. d) O segredo para ficar rico rapidamente sem muito esforço. e) A amizade com colegas que o ajudavam a entender as matérias.

Parte II: Questões Abertas

Instruções: Leia atentamente cada questão e responda de forma clara e completa, utilizando informações da crônica para embasar suas respostas.

11. Descreva a rotina e os interesses de Lucas antes da feira de profissões. Como ele via a escola nesse período?

12. Explique qual foi o impacto da feira de profissões na vida de Lucas. Qual descoberta específica o fez começar a mudar sua atitude em relação aos estudos?

13. A crônica menciona que Lucas começou a ver conexões entre as matérias escolares e seus interesses, como o desenvolvimento de games. Cite um exemplo dessa conexão mencionada no texto e explique sua importância.

14. A transformação de Lucas foi imediata ou gradual? Justifique sua resposta com base em informações do texto.

15. Além de Lucas, a crônica menciona outros tipos de estudantes. Quais são eles e como suas atitudes em relação aos estudos se comparam com a de Lucas antes e depois de sua mudança?

16. Qual era a pergunta que Lucas costumava fazer sobre os estudos e como essa pergunta mudou após sua transformação? O que essa mudança de perspectiva revela sobre sua nova compreensão do conhecimento?

17. A crônica afirma que “o estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo”. O que essa frase significa no contexto da história de Lucas?

18. Em sua opinião, qual é a principal mensagem que a crônica “A Chave para o Amanhã” tenta transmitir aos estudantes do ensino médio? Justifique.

19. Você se identifica com alguma parte da trajetória de Lucas? Se sim, qual e por quê? Se não, explique como sua experiência com os estudos difere da dele.

20. Se você pudesse dar um conselho a Lucas no início da crônica, qual seria? E que conselho você daria a um colega que hoje se sente como Lucas se sentia antes da feira de profissões?

Gabarito da Atividade: A Chave para o Amanhã

Parte I: Questões de Múltipla Escolha

  1. c) Jogar online e usar redes sociais.
  2. b) Como um fardo e uma obrigação, contando os minutos para a liberdade.
  3. c) A feira de profissões, especialmente o estande de desenvolvimento de games.
  4. b) Que a matemática, a física e a narrativa eram fundamentais para criar jogos.
  5. c) Química, ao entender sua relação com a tecnologia. (Nota: A crônica também menciona História e Matemática, mas a Química é citada com o exemplo da tecnologia dos consoles, o que demonstra uma nova perspectiva sobre a matéria em si).
  6. b) De forma gradual, com momentos de dúvida e persistência.
  7. c) Que era uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas para o futuro.
  8. c) De “Para que serve tudo isso?” para “Como posso usar isso ao meu favor?”.
  9. b) Construir a si mesmo e edificar o profissional que se deseja ser.
  10. c) O estudo, como meio para alcançar um futuro profissional gratificante.

Parte II: Questões Abertas (Sugestões de Respostas Esperadas)

11. Descreva a rotina e os interesses de Lucas antes da feira de profissões. Como ele via a escola nesse período?Resposta Esperada: Antes da feira, Lucas passava o tempo com fones de ouvido, celular, jogos online e redes sociais. Ele via a escola como uma obrigação, um fardo, e as aulas como algo chato do qual queria se livrar o mais rápido possível, sem ver sentido prático no que aprendia.

12. Explique qual foi o impacto da feira de profissões na vida de Lucas. Qual descoberta específica o fez começar a mudar sua atitude em relação aos estudos?Resposta Esperada: A feira de profissões teve um grande impacto, pois foi lá que Lucas viu uma conexão entre seus interesses (games) e o conteúdo escolar. A descoberta específica foi ao ouvir um jovem programador explicar como a lógica matemática, a física e a narrativa (Português/Literatura) eram essenciais para criar jogos.

13. A crônica menciona que Lucas começou a ver conexões entre as matérias escolares e seus interesses, como o desenvolvimento de games. Cite um exemplo dessa conexão mencionada no texto e explique sua importância.Resposta Esperada: Um exemplo é a conexão entre a matemática e a lógica de programação para criar mecânicas de jogos, ou a física para simular movimentos realistas. A importância é que Lucas percebeu a aplicabilidade prática do que aprendia, motivando-o a se interessar mais pelas aulas.

14. A transformação de Lucas foi imediata ou gradual? Justifique sua resposta com base em informações do texto.Resposta Esperada: A transformação foi gradual. O texto diz: “Não foi uma transformação da noite para o dia. Houve dias de frustração, de vontade de desistir e voltar para a zona de conforto dos jogos. Mas a semente da curiosidade havia sido plantada.”

15. Além de Lucas, a crônica menciona outros tipos de estudantes. Quais são eles e como suas atitudes em relação aos estudos se comparam com a de Lucas antes e depois de sua mudança?Resposta Esperada: A crônica menciona colegas que continuavam encarando os estudos como uma obrigação (semelhante a Lucas antes) e outros que, com dedicação, já traçavam planos ambiciosos, buscando estágios e se preparando para vestibulares (semelhante a Lucas depois de sua mudança, ou até mais adiantados).

16. Qual era a pergunta que Lucas costumava fazer sobre os estudos e como essa pergunta mudou após sua transformação? O que essa mudança de perspectiva revela sobre sua nova compreensão do conhecimento?Resposta Esperada: Antes, Lucas perguntava “Para que serve tudo isso?”. Depois, passou a perguntar “Como posso usar isso ao meu favor?”. Essa mudança revela que ele deixou de ver o estudo como algo imposto e inútil e passou a enxergá-lo como uma ferramenta valiosa e aplicável para seus objetivos e futuro.

17. A crônica afirma que “o estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo”. O que essa frase significa no contexto da história de Lucas?Resposta Esperada: Significa que o valor do estudo vai além das conquistas formais (notas, diploma). Para Lucas, passou a ser um processo de desenvolvimento pessoal, de adquirir conhecimentos e habilidades que o moldariam como indivíduo e como o profissional que ele desejava ser, capacitando-o a realizar seus sonhos.

18. Em sua opinião, qual é a principal mensagem que a crônica “A Chave para o Amanhã” tenta transmitir aos estudantes do ensino médio? Justifique.Resposta Esperada: (Resposta pessoal, mas deve girar em torno da importância de encontrar sentido e relevância nos estudos, conectando-os com interesses pessoais e objetivos futuros. A mensagem é que o estudo é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal e profissional, abrindo portas e possibilitando a realização de sonhos.) A justificativa deve se basear em elementos da crônica.

19. Você se identifica com alguma parte da trajetória de Lucas? Se sim, qual e por quê? Se não, explique como sua experiência com os estudos difere da dele.Resposta Esperada: (Resposta pessoal. O aluno pode se identificar com a fase de desinteresse de Lucas, com o momento da descoberta, ou com a dedicação posterior. Se não houver identificação, deve explicar as diferenças em sua própria trajetória escolar.)

20. Se você pudesse dar um conselho a Lucas no início da crônica, qual seria? E que conselho você daria a um colega que hoje se sente como Lucas se sentia antes da feira de profissões?Resposta Esperada: (Resposta pessoal. O conselho para Lucas poderia ser para tentar encontrar conexões entre o que aprende e o que gosta, ou para ser mais curioso. O conselho para um colega poderia ser similar, incentivando-o a explorar diferentes áreas, conversar com profissionais e buscar entender a aplicação do conhecimento.)

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A linguagem digital: um retrato da oralidade escrita https://portuguesando.com.br/a-linguagem-digital-um-retrato-da-oralidade-escrita/ Sat, 10 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=767 Com a popularização das redes sociais, as interações digitais passaram a simular a fala informal. Isso fez com que muitas expressões típicas da oralidade ganhassem nova vida na forma escrita — às vezes com grafias criativas, abreviações e até estrangeirismos. É nesse contexto que surgem as gírias da internet.


Exemplos populares de gírias digitais:

  1. Cringe – Vergonhoso, cafona, algo que causa constrangimento.
    • Exemplo: “Usar calça skinny agora é tão cringe.”
  2. Flopar – Fracassar, não ter sucesso.
    • Exemplo: “O post da marca flopou e quase ninguém curtiu.”
  3. TBT (Throwback Thursday) – Publicação de lembrança às quintas-feiras.
    • Exemplo: “Hoje é dia de TBT da viagem!”
  4. Shippar – Torcer por um casal fictício ou real.
    • Exemplo: “Eu shippo muito esses dois personagens.”
  5. Stalkear – Vasculhar as redes sociais de alguém.
    • Exemplo: “Fui stalkear o perfil do novo colega de trabalho.”
  6. Lacrar – Arrasar, mandar bem, causar impacto.
    • Exemplo: “Ela lacrou no discurso de formatura.”
  7. Cancelado – Alguém que sofreu rejeição pública por comportamento considerado inadequado.
    • Exemplo: “O ator foi cancelado após declarações polêmicas.”

O que essas gírias nos mostram?

Essas expressões revelam:

  • A influência de outras línguas, especialmente o inglês.
  • A criatividade linguística nas redes sociais.
  • A fluidez entre oralidade e escrita.
  • O surgimento de novas normas dentro de grupos sociais específicos.

Embora sejam informais, essas gírias mostram a vitalidade do idioma e a forma como ele acompanha mudanças culturais, tecnológicas e comportamentais.


Atividade: Complete as frases com a gíria da internet mais apropriada

  1. O vídeo promocional não teve visualizações e acabou ________.
  2. Toda quinta-feira, ela posta uma foto antiga com a hashtag ________.
  3. A nova série é tão boa que já comecei a ________ o casal principal.
  4. Ele foi ________ por causa dos comentários ofensivos nas redes.
  5. Fui ________ o Instagram da professora e vi que ela ama gatos.
  6. O discurso foi tão bom que ela ________ e todos aplaudiram de pé.
  7. Acham que usar emojis demais é ________?

Gabarito comentado:

  1. flopando – Expressa fracasso, ausência de repercussão.
  2. TBT – Hashtag popular de lembranças, usada às quintas-feiras.
  3. shippando – Gíria para torcer por um casal.
  4. cancelado – Refere-se à rejeição pública ou boicote.
  5. stalkeando – Ação de investigar alguém nas redes sociais.
  6. lacrou – Usada para descrever uma performance impactante.
  7. cringe – Refere-se a algo considerado brega ou constrangedor.

A presença das gírias da internet no nosso vocabulário diário é um sinal da evolução natural da língua. Ao reconhecê-las e entender seus usos, nos aproximamos das transformações culturais do nosso tempo — e também aprendemos a valorizar a diversidade linguística do português.

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Concordância Verbal: Os Casos que Mais Confundem https://portuguesando.com.br/concordancia-verbal-os-casos-que-mais-confundem/ Tue, 06 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=748 Você já hesitou na hora de escrever ou dizer frases como “houveram problemas” ou “fazem cinco anos”? Se a resposta for sim, saiba que não está sozinho! A concordância verbal está entre os assuntos que mais geram dúvidas, inclusive entre quem já domina bem o idioma. Neste artigo, vamos descomplicar os casos mais traiçoeiros, com explicações práticas, exemplos claros e aquele toque de bom humor que o Portuguêsando adora!

O que é Concordância Verbal?

Antes de entrar nos casos mais cabeludos, vale lembrar: concordância verbal é a regra que determina que o verbo deve se ajustar ao sujeito da oração, em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Parece simples, né? Mas há algumas armadilhas linguísticas que confundem até os mais atentos.


1. “Houveram problemas” — Será que está certo?

Errado!
Muita gente tenta aplicar a regra básica da concordância aqui, mas o verbo haver, no sentido de existir ou acontecer, é impessoal. Isso significa que ele não tem sujeito e fica sempre no singular, mesmo que a frase pareça pedir o plural.

🔹 Correto: Houve problemas na reunião.
🔸 Errado: Houveram problemas na reunião.

📌 Dica: Sempre que puder trocar haver por existir e a frase continuar com sentido, use houve no singular.


2. “Fazem cinco anos” ou “Faz cinco anos”?

Outro clássico!

Errado: Fazem cinco anos.
Correto: Faz cinco anos que nos conhecemos.

Assim como haver, o verbo fazer, quando indica tempo decorrido, também é impessoal. Ou seja, fica no singular.

🔹 Faz dois séculos que essa dúvida aparece.
🔹 Faz meses que estudo esse assunto.


3. “Havia muitas pessoas” ou “Haviam muitas pessoas”?

Você já sabe a resposta, né? Se pensou em “havia”, acertou!

Nesse caso, novamente, o verbo haver significa existir, então continua sendo impessoal. Não interessa quantas pessoas: o verbo permanece no singular.

🔹 Correto: Havia muitas pessoas na fila.
🔸 Errado: Haviam muitas pessoas na fila.


4. Sujeito Partitivo — “A maioria dos alunos passou ou passaram?”

Aqui a língua permite duas construções:

🔹 A maioria dos alunos passou na prova.
🔹 A maioria dos alunos passaram na prova.

Ambas estão corretas, mas com nuances diferentes:

  • Verbo no singular → ênfase no conjunto (“a maioria”).
  • Verbo no plural → ênfase nos indivíduos do grupo (“os alunos”).

📌 No ENEM e em concursos, recomenda-se usar o singular, que é mais formal.


5. Com expressões como “um dos que”… cuidado!

Frase: Ele é um dos que mais contribuem para o sucesso do time.

O verbo deve concordar com “os que”, não com “um”!
Por isso, dizemos contribuem, e não contribui.

🔹 Correto: Você é um dos que mais inspiram os colegas.
🔸 Errado: Você é um dos que mais inspira os colegas.


6. Expressões com “mais de um”

Essa é pegadinha!

🔹 Quando a ação é única e simultânea, o verbo fica no singular:
Mais de um aluno respondeu a prova corretamente.

🔹 Quando a ação é repetida por vários sujeitos, o verbo vai ao plural:
Mais de um aluno levantaram a mão ao mesmo tempo.


Resumo Rápido:

ExpressãoCorretoErrado
Haver no sentido de existirHouve problemasHouveram problemas
Fazer indicando tempoFaz cinco anosFazem cinco anos
Haver com “muitas pessoas”Havia muitas pessoasHaviam muitas pessoas
Sujeito coletivoA maioria passouA maioria passaram (aceita)
Um dos que…Um dos que contribuemUm dos que contribui
Mais de um…Mais de um respondeuMais de um responderam

Atividade

Complete as frases com a forma verbal correta:

  1. (Haver) ______ muitas dúvidas na última aula.
  2. (Fazer) ______ dez anos que moro nesta cidade.
  3. A maioria dos estudantes (concordar) ______ com a mudança.
  4. Ele é um dos que mais (colaborar) ______ com o grupo.
  5. Mais de um cliente (reclamar) ______ da mesma coisa.

✅ Gabarito Explicado

  1. Havia → Verbo impessoal no singular.
  2. Faz → Verbo impessoal indicando tempo.
  3. Concorda → Ênfase no coletivo.
  4. Colaboram → Concordância com “os que”.
  5. Reclamou ou reclamaram → Ambas possíveis, depende do contexto.

Conclusão

A concordância verbal pode até assustar à primeira vista, mas com prática e atenção, ela deixa de ser um bicho-papão. Aqui no Portuguesando, nosso lema é: aprender com leveza, humor e clareza. Então, da próxima vez que encontrar uma frase duvidosa, respire fundo, lembre-se dessas dicas e… siga concordando (corretamente)!

Você já cometeu algum desses erros? Conta pra gente nos comentários!

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10 Erros de Português que Você Vê Todo Dia (E Nem Sempre Percebe) https://portuguesando.com.br/10-erros-de-portugues-que-voce-ve-todo-dia-e-nem-sempre-percebe/ Mon, 05 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=744 Você já deve ter escutado ou até mesmo escrito frases como “fazem dez anos”, “menas coisas” ou “há dez anos atrás”. A língua portuguesa, com sua riqueza e complexidade, é repleta de armadilhas que passam despercebidas até pelos mais atentos.

Neste artigo, vamos revelar 10 erros de português que estão por toda parte — nas redes sociais, em conversas informais, e até em conteúdos profissionais — e mostrar como evitá-los de forma leve, clara e sem complicações. Afinal, escrever (e falar) bem não precisa ser um tormento, mas pode ser um prazer!


1. “Fazem dez anos” ❌

Erro comum:

“Fazem dez anos que não nos vemos.”

Forma correta:

“Faz dez anos que não nos vemos.”

📝 O verbo fazer, quando indica tempo decorrido, é impessoal e deve sempre ficar no singular.


2. “Menas” ❌

Erro comum:

“Ela tem menas chances de passar.”

Forma correta:

“Ela tem menos chances de passar.”

📝 A palavra menas simplesmente não existe na norma culta da língua. Menos é invariável: serve para masculino, feminino, singular e plural.


3. “Com certeza absoluta” ❌

Erro comum:

“Eu tenho certeza absoluta que ele vai vencer!”

Forma correta:

“Eu tenho certeza absoluta de que ele vai vencer!”

📝 A expressão “certeza de que” é exigida. O “de” é fundamental nesse caso.


4. “A gente vamos” ❌

Erro comum:

“A gente vamos resolver isso amanhã.”

Forma correta:

“A gente vai resolver isso amanhã.”

📝 “A gente” é uma expressão equivalente a nós, mas o verbo fica no singular, pois a construção é considerada singular na norma padrão.


5. “Seje” e “Esteja” usados incorretamente ❌

Erro comum:

“Espero que você seje feliz.”

Forma correta:

“Espero que você seja feliz.”

📝 O verbo ser no presente do subjuntivo é:

  • Eu seja
  • Tu sejas
  • Ele seja
  • Nós sejamos
  • Vós sejais
  • Eles sejam

Não existe “seje” ou “esteje”!


6. “Onde” usado para tempo ou abstrações ❌

Erro comum:

“Na época onde tudo era mais simples…”

Forma correta:

“Na época em que tudo era mais simples…”

📝 A palavra “onde” deve ser usada apenas para indicar lugar físico. Se for tempo ou situações abstratas, use “em que”.


7. “Há … atrás” ❌

Erro comum:

“Isso aconteceu há dois anos atrás.”

Forma correta:

“Isso aconteceu há dois anos.”

📝 Redundância! O verbo “há” (no sentido de tempo decorrido) já indica passado, então não é necessário (nem correto) acrescentar “atrás”.


8. “Ao meu ver” ❌

Erro comum:

“Ao meu ver, a decisão foi precipitada.”

Forma correta:

A meu ver, a decisão foi precipitada.”

📝 A preposição “a” não se contrai com o pronome possessivo “meu”. Logo, o correto é a meu ver.


9. Uso errado de “mal” e “mau” ❌

Erro comum:

“Ele estava muito mau ontem.”

Forma correta:

“Ele estava muito mal ontem.”

📝 Mal é o oposto de bem.
Mau é o oposto de bom.
Dica: se puder trocar por “bem”, use “mal”.


10. Plural de palavras compostas ❌

Erro comum:

“Os guarda-chuvas estão na sala.”

Forma correta:

“Os guardas-chuva estão na sala.”

📝 Em compostos como guarda-chuva, guarda funciona como verbo e chuva como objeto direto. Assim, apenas o segundo termo permanece invariável.

Outros exemplos:

  • Guarda-roupa → os guarda-roupas
  • Couve-flor → as couves-flores
  • Beija-flor → os beija-flores

✅ DICA BÔNUS: Leia, observe e revise

O melhor caminho para evitar esses deslizes é manter uma leitura constante e revisar seus textos com atenção. Além disso, permita-se errar — e aprender com os erros. O importante é evoluir e se expressar com mais clareza e confiança.


✍ Atividade Interativa: Corrija os Erros!

Leia as frases abaixo e identifique qual erro está presente em cada uma. Depois, reescreva-as corretamente.

  1. A gente vamos na feira amanhã.
  2. Fazem três meses que ela viajou.
  3. Naquele tempo onde tudo era mais simples…
  4. Ele estava mau ontem.
  5. Isso aconteceu há cinco anos atrás.

📘 Gabarito Explicativo

  1. Erro: Verbo no plural com “a gente”.
    ✔ Correto: A gente vai na feira amanhã.
  2. Erro: Verbo “fazer” impessoal usado no plural.
    ✔ Correto: Faz três meses que ela viajou.
  3. Erro: Uso incorreto de “onde” para tempo.
    ✔ Correto: Naquele tempo em que tudo era mais simples…
  4. Erro: Uso de “mau” em vez de “mal”.
    ✔ Correto: Ele estava mal ontem.
  5. Erro: Redundância “há … atrás”.
    ✔ Correto: Isso aconteceu há cinco anos.

💬 E aí, quantos desses erros você já viu — ou até cometeu?

Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos, professores ou colegas de trabalho! Vamos espalhar o bom uso da nossa língua de forma leve, divertida e sem julgamentos. ✨

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Pleonasmo: Erro ou Recurso de Estilo? https://portuguesando.com.br/pleonasmo-erro-ou-recurso-de-estilo/ Fri, 02 May 2025 17:17:53 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=726 Você já ouviu alguém dizer que “subir pra cima” está errado? Ou que “entrar pra dentro” é um erro grave? Talvez sim — e talvez até tenha corrigido alguém. Mas será que toda repetição de palavras com sentidos semelhantes é um erro? Ou há casos em que esse recurso é intencional e até enriquecedor para o texto?

Bem-vindo ao universo do pleonasmo, onde repetir pode ser feio… ou pode ser belo.

Assista ao vídeo que explica sobre FIGURAS DE LINGUAGEM


Afinal, o que é pleonasmo?

Pleonasmo é uma figura de linguagem em que ocorre a repetição de uma ideia ou termo com o objetivo de reforçar o sentido. Ele pode ser:

  • vicioso (quando é um erro de linguagem); ou
  • literário ou estilístico (quando é usado com intenção expressiva).

A diferença entre um e outro está no contexto e, principalmente, na intencionalidade de quem escreve ou fala.


Pleonasmo vicioso: quando repetir é um tropeço

Imagine alguém dizendo:

“Vamos repetir de novo essa música!”

A palavra “repetir” já traz a ideia de fazer de novo, então, nesse caso, o termo adicional é redundante e desnecessário. Isso é o que chamamos de pleonasmo vicioso, ou seja, uma repetição que empobrece o texto ou o torna incoerente.

Outros exemplos comuns:

  • “sair para fora”
  • “encarar de frente”
  • “elo de ligação”
  • “subir para cima”
  • “criar uma nova criação”

Essas construções costumam ocorrer na linguagem coloquial e são tidas como vícios de linguagem. Em contextos formais, devem ser evitadas.


Pleonasmo literário: quando repetir é arte

Agora pense na frase:

“Vi com meus próprios olhos.”

Aqui, temos uma repetição desnecessária? Sim. Mas é um recurso intencional, usado para reforçar a veracidade ou a dramaticidade da fala. Esse é o chamado pleonasmo estilístico.

Autores e poetas usam pleonasmos para criar ritmo, ênfase ou emoção. Veja este verso de Camões:

“Chovia uma triste chuva de tristeza.”

Ou esta música de Caetano Veloso:

“Eu sei que vou te amar / Por toda a minha vida eu vou te amar.”

Nesses casos, a repetição é expressiva, não um erro. Ela carrega intensidade emocional.


Como saber quando o pleonasmo é erro ou estilo?

Aqui vai uma dica simples:
Pergunte a si mesmo: essa repetição tem uma função expressiva? Está aqui para reforçar uma ideia de forma intencional ou só está “enchendo linguiça”?

Se for só uma redundância sem função — corte.
Se for proposital e traz sentido estético — valorize.


Pleonasmos que você pode (e deve) evitar em textos formais

Em redações, textos acadêmicos e ambientes profissionais, evite pleonasmos viciosos. Eles podem soar como descuido ou falta de domínio da língua.

  • ❌ “Continue a seguir em frente com o projeto.”
    ✅ “Continue com o projeto.” ou “Siga com o projeto.”
  • ❌ “Vamos antecipar para antes do prazo.”
    ✅ “Vamos antecipar o prazo.”

Conclusão: a arte está no uso consciente

O pleonasmo não é, por si só, um erro — é uma faca de dois gumes. Usado com cuidado, ele pode dar força e beleza à comunicação. Usado sem critério, pode enfraquecer sua mensagem.

Portanto, da próxima vez que ouvir alguém dizer “eu vi com meus próprios olhos”, pense duas vezes antes de corrigir. Pode ser poesia disfarçada de conversa.

📝 Atividade – Pleonasmo: erro ou estilo?

1. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de pleonasmo vicioso:

a) Vi com meus próprios olhos.
b) Sair para fora rapidamente.
c) Chove chuva, chove sem parar.
d) Vou subir a escada.


2. Em qual alternativa o pleonasmo é usado como recurso estilístico (intencional)?

a) Entra pra dentro e senta logo.
b) Vamos antecipar antes do prazo.
c) Eu ouvi com meus próprios ouvidos.
d) Ele retornou de novo para casa.


3. Qual é a principal diferença entre o pleonasmo vicioso e o pleonasmo literário?

a) O vicioso é usado na fala cotidiana e o literário em textos científicos.
b) O vicioso ocorre apenas na fala, e o literário apenas na escrita.
c) O vicioso é erro de repetição; o literário reforça ideias com intenção estilística.
d) Não há diferença: ambos são considerados vícios de linguagem.


4. Marque a frase em que o uso do pleonasmo compromete a clareza da linguagem:

a) Ele vive uma vida difícil.
b) Vamos repetir novamente a apresentação.
c) Vi o mundo girando em meu pensamento.
d) Os olhos cegos enxergam o que o coração sente.


5. Em um texto formal, qual alternativa seria a mais adequada?

a) Vamos subir para cima o mais rápido possível.
b) Eu vi com meus próprios olhos, Excelência.
c) Antecipamos para antes da data prevista.
d) Antecipamos a entrega.

✅ Gabarito Explicativo – Pleonasmo: erro ou estilo?


1. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de pleonasmo vicioso:

Resposta correta: b) Sair para fora rapidamente.

📌 Explicação: “Sair” já pressupõe ir para fora. Repetir “para fora” é redundante e desnecessário, caracterizando um pleonasmo vicioso, que deve ser evitado em textos formais.


2. Em qual alternativa o pleonasmo é usado como recurso estilístico (intencional)?

Resposta correta: c) Eu ouvi com meus próprios ouvidos.

📌 Explicação: Aqui o pleonasmo é intencional, reforçando o envolvimento pessoal e dando ênfase à afirmação. É um exemplo de pleonasmo literário ou estilístico, comum em falas emocionais ou textos poéticos.


3. Qual é a principal diferença entre o pleonasmo vicioso e o pleonasmo literário?

Resposta correta: c) O vicioso é erro de repetição; o literário reforça ideias com intenção estilística.

📌 Explicação: A diferença central está na intenção. O pleonasmo vicioso repete ideias sem necessidade e prejudica a clareza. Já o literário é usado com objetivo expressivo, para dar força, beleza ou emoção à linguagem.


4. Marque a frase em que o uso do pleonasmo compromete a clareza da linguagem:

Resposta correta: b) Vamos repetir novamente a apresentação.

📌 Explicação: O verbo “repetir” já significa “fazer novamente”. Acrescentar “novamente” é um erro de redundância, pois a repetição está implícita. Isso torna a frase excessiva e desnecessária.


5. Em um texto formal, qual alternativa seria a mais adequada?

Resposta correta: d) Antecipamos a entrega.

📌 Explicação: A forma é direta, clara e objetiva — exatamente o que se espera em textos formais. As outras opções apresentam pleonasmos viciosos que devem ser evitados nesses contextos.

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Atividade de Interpretação de Texto https://portuguesando.com.br/atividade-de-interpretacao-de-texto-2/ Sat, 15 Mar 2025 06:42:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=661 Texto para análise:

“Mariana sempre adorou viajar. Desde pequena, acompanhava os pais em aventuras pelo interior do país. Seu lugar favorito era a pequena vila de São Pedro, onde passava horas explorando trilhas, observando pássaros e ouvindo as histórias dos moradores. Agora, adulta, ela resolveu voltar à vila, mas algo parecia diferente. As ruas estavam mais silenciosas, algumas casas são abandonadas e alguns rostos conhecidos surgiam para cumprimentá-la. Apesar disso, ela ainda sente o mesmo encanto pelo lugar. Caminhou até o rio, onde costumava brincar quando criança, e sentia um arrepio. As águas eram mais escuras, e um vento frio soprava entre as árvores se dizia que era apenas nostalgia ou se realmente havia algo mudado na vila.


Questões de Interpretação e Ortografia

Interpretação de Texto:

  1. O que Mariana percebe ao voltar para a vila de São Pedro?
    a) A vila estava exatamente como antes, sem nenhuma mudança.
    b) As ruas estavam movimentadas e cheias de moradores.
    c) O lugar parecia mais silencioso e algumas casas estavam abandonadas.
    d) A vila havia desaparecido completamente.
  2. Qual sentimento Mariana demonstra ao visitar o rio onde brincava?
    a) Alegria e empolgação.
    b) Medo e recebimento.
    c) Indiferença.
    d) Raiva e frustração.
  3. No trecho “Mariana sempre adorou viajar”, a palavra “adorou” indica uma ação:
    a) No passado e concluído.
    b) Não presente e contínuo.
    c) Sem futuro e incerto.
    d) No passado, mas ainda em andamento.
  4. O que pode ser inferido sobre a vila de São Pedro com base na mudança percebida por Mariana?
    a) A vila se tornou um local mais alegre e próspero.
    b) Algo ocorreu no local, causando uma possível decadência.
    c) Nada realmente mudou, apenas a percepção de Mariana.
    d) A vila foi reconstruída e modernizada.
  5. Qual o significado da palavra “arrepio” no contexto do texto?
    a) Sensação de frio causada pelo vento.
    b) Sentimento de nostalgia e saudade.
    c) Reação física a algo que causa medo ou estranheza.
    d) Movimento involuntário causado por um susto.

Gabarito

  1. c
  2. b
  3. a
  4. b
  5. c
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Atividade de Interpretação de Texto https://portuguesando.com.br/atividade-de-interpretacao-de-texto/ Fri, 14 Mar 2025 11:59:25 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=657 Essa atividade desafia o leitor a interpretar metáforas, simbolismos e elementos narrativos complexos, promovendo uma leitura mais crítica e reflexiva.

Texto para análise:

“Em meio à floresta densa, Ana caminhava lentamente, tentando decifrar os ruídos que ecoavam entre as árvores. O vento sussurrava segredos antigos, e os galhos retorcidos instruídos instruções invisíveis. Seu coração acelerava a cada estelo no solo úmido. Desde, ouvira lendas sobre aquele lugar, histórias de viajantes que nunca retornaram. Mas ela não seguia em fantasmas, apenas na força de sua própria coragem. A cada passo, a se adensava, tornando o caminho quase invisível. Então, de repente, um brilho distante rompeu a escuridão O que poderia ser?”


Perguntas de interpretação:

  1. Qual é o efeito da ambientação descrito no primeiro parágrafo do texto?
    a) Criar um clima de tranquilidade e segurança.
    b) Destacar a beleza natural da floresta.
    c) Transmitir uma sensação de mistério e suspense.
    d) Demonstrar que Ana está perdida e desesperada.
  2. O que a frase “O vento sussurrava segredos antigos” sugere?
    a) O vento era muito forte e assustador.
    b) Havia uma sabedoria oculta na floresta.
    c) O personagem estava ouvindo vozes reais.
    d) O vento carregava mensagens de outras pessoas.
  3. Por que Ana desacreditava as lendas sobre a floresta?
    a) Porque nunca tive medo de histórias de terror.
    b) Porque acreditou mais na sua coragem do que em fantasmas.
    c) Porque já havia estado na floresta antes e nada aconteceria.
    d) Porque sabia que eram apenas invenções populares.
  4. O que o trecho “os galhos retorcidos específicos especificamente invisíveis” representa simbolicamente?
    a) Um guia natural para Ana encontrar seu caminho.
    b) A sensação de que a floresta é viva e misteriosa.
    c) A presença de um perigo iminente.
    d) Falta de lógica na vegetação específica local.
  5. No trecho “Seu coração acelerava a cada estalo no solo úmido”, a ocorrência da personagem indica:
    a) Emoção e alegria.
    b) Cansaço e fadiga.
    c) Medo e tensão.
    d) Indiferença e frieza.
  6. Qual o efeito da névoa no contorno do texto?
    a) Aumenta a dificuldade de Ana em ver o caminho.
    b) Indica que Ana está sonhando.
    c) Faz Ana perceber que está presa na floresta.
    d) Simboliza que o perigo desapareceu.
  7. O que o “brilho distante” pode simbolizar no contexto da narrativa?
    a) Uma esperança ou descoberta inesperada.
    b) O reflexo da lua entre as árvores.
    c) A presença de outra pessoa na floresta.
    d) Um perigo iminente que se aproxima.
  8. Qual a principal característica da construção do suspense nesse texto?
    a) O uso de especificações específicas e sensoriais.
    b) A revelação direta do que está acontecendo.
    c) O uso de diálogos para explicar o mistério.
    d) A construção de um cenário realista e cotidiano.
  9. Se o texto fosse continuado, qual seria um desenvolvimento consistente?
    a) Ana corre para casa, sem olhar para trás.
    b) Ana se aproxima do brilho, descobrindo algo surpreendente.
    c) A floresta desaparece e Ana percebe que estava sonhando.
    d) O brilho cresce e transforma tudo em um campo aberto.
  10. A frase “Mas ela não acreditava em fantasmas, apenas na força de sua própria coragem” indica que Ana:
    a) É uma pessoa extremamente cética.
    b) Prefira confiar em si mesmo do que em superstições.
    c) Já tive experiências sobrenaturais antes.
    d) Você está tentando esconder seu medo verdadeiro.

Gabarito: 1- c; 2-b; 3-b; 4-b; 5-c; 6-a; 7-a; 8-a; 9-b; 10-b

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