Redação – Portuguesando https://portuguesando.com.br Língua Portuguesa Thu, 17 Jul 2025 19:02:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 Redação no ENEM e Concursos: O Guia Definitivo para Perder o Medo da Folha em Branco https://portuguesando.com.br/redacao-no-enem-e-concursos-o-guia-definitivo-para-perder-o-medo-da-folha-em-branco/ Sat, 12 Jul 2025 22:19:14 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=857 Você já passou por isso? Horas de estudo, dezenas de matérias na ponta da língua, mas quando o fiscal entrega a prova de redação, um único pensamento toma conta da sua mente: “E agora, sobre o que eu vou escrever?”

O coração acelera, as mãos suam e a folha em branco parece um monstro intransponível. A nota da redação, que deveria ser sua aliada, torna-se sua maior fonte de ansiedade. Se essa história parece familiar, saiba que você não está sozinho – e, mais importante, existe uma solução.

A verdade é que escrever bem não é um dom, é uma técnica. E se você pudesse ter acesso a um guia completo, que não apenas ensina a teoria, mas mostra o “como fazer”, com as mesmas estratégias que os candidatos nota 1000 usam?

É com muito orgulho que apresentamos o E-book Produção de Texto: Desvendando os Segredos dos Concursos e Vestibulares, a ferramenta que faltava para transformar sua escrita e garantir a sua aprovação.

Por que este e-book é diferente de tudo o que você já viu?

Nós sabemos que o seu tempo é precioso. Por isso, criamos um material que vai direto ao ponto, focado no que realmente funciona. Este não é um livro de gramática de 500 páginas. É um manual prático e visual para o sucesso.

Dentro dele, você terá acesso a:

  • ✅ Um Guia Completo dos Tipos Textuais: Entenda de uma vez por todas a estrutura da Dissertação, Narração, Descrição e outros gêneros. Saiba exatamente o que cada banca examinadora espera de você.
  • 🗺 Mapas Mentais para Fixação Rápida: Cansado de textos longos e confusos? Nossos mapas mentais simplificam as estruturas mais complexas, ajudando seu cérebro a organizar e memorizar as informações de forma rápida e eficaz.
  • 🧠 O Fim do “Branco” na Hora de Argumentar: Apresentamos um Banco de Repertórios Socioculturais organizado por eixos temáticos (Meio Ambiente, Tecnologia, Saúde, etc.). Tenha sempre uma citação, um fato histórico ou uma referência de filme na manga para fundamentar qualquer tema.
  • 🏆 Engenharia Reversa da Nota 1000: Nós analisamos e comentamos redações reais que tiraram a nota máxima no ENEM. Você vai aprender, na prática, o que os corretores valorizam e como aplicar essas técnicas no seu próprio texto.
  • 🛠 Sua Caixa de Ferramentas Pessoal: Um capítulo inteiro com modelos de parágrafos, checklists de autoavaliação e um guia para você evitar os erros mais comuns que tiram pontos preciosos.
  • 🚀 Estratégias para os Gigantes (FUVEST e UNICAMP): Módulos especiais que desvendam as particularidades dos vestibulares mais concorridos do país.

Transforme sua maior fraqueza na sua maior vantagem

A redação é o grande diferencial entre ser aprovado ou ficar na lista de espera. Com este guia, você não vai apenas aprender a escrever: você vai aprender a pensar de forma estratégica, a organizar suas ideias com clareza e a defender seus pontos de vista com a confiança de quem domina o assunto.

Chega de se sentir inseguro. Chega de perder pontos por detalhes que poderiam ser evitados.

O caminho para a sua aprovação passa por uma redação impecável. E o primeiro passo para construí-la está a um clique de distância.

Oferta Especial de Lançamento

Por tempo limitado, você pode adquirir o acesso completo a este material transformador com um preço especial de lançamento. Não deixe para depois a ferramenta que pode garantir sua vaga este ano.

Clique aqui e adquira o seu: https://pay.hotmart.com/O100791870W

]]>
A Chave para o Amanhã: Uma Crônica Sobre Estudos e o Futuro Profissional https://portuguesando.com.br/a-chave-para-o-amanha-uma-cronica-sobre-estudos-e-o-futuro-profissional/ Sun, 18 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=791 O sinal estridente da escola ecoou pelos corredores, anunciando o fim de mais um dia de aulas. Para Lucas, um adolescente do segundo ano do ensino médio, com seus fones de ouvido quase sempre presentes e os olhos frequentemente grudados na tela do celular, aquele som era a libertação para o que realmente importava: o universo dos jogos online e as infinitas rolagens nas redes sociais. A palavra “futuro” soava como um eco distante, uma preocupação para os “adultos”, não para ele, que ainda tinha tantas fases para passar em seu jogo favorito. As aulas? Ah, as aulas… Eram como longas cenas de um filme que ele era obrigado a assistir, com alguns momentos de interesse, mas, na maioria das vezes, uma contagem regressiva para a liberdade.

Matemática parecia um emaranhado de números e símbolos sem sentido prático. História, uma coleção de datas e nomes que mais pareciam um teste de memória do que uma lição de vida. Português até que ia, mas as análises sintáticas eram um mistério que ele preferia não desvendar. “Para que serve tudo isso?”, resmungava para si mesmo, enquanto guardava o material na mochila de qualquer jeito. A pressão dos pais, os discursos dos professores sobre o ENEM e a escolha da profissão formavam um ruído de fundo em sua vida, uma melodia que ele tentava abafar com o volume máximo de suas músicas preferidas.

Certo dia, a escola promoveu uma feira de profissões. Lucas, inicialmente, planejava apenas pegar alguns brindes e escapar para o pátio, mas algo o deteve. Viu um estande de desenvolvimento de games, sua grande paixão. Lá, um jovem programador, não muito mais velho que ele, explicava com entusiasmo como a lógica matemática era a base para criar as mecânicas dos jogos, como a física era essencial para simular movimentos realistas e como uma boa narrativa, aprendida nas aulas de português e literatura, tornava um jogo inesquecível. Pela primeira vez, Lucas vislumbrou uma conexão entre aquelas matérias “chatas” e algo que ele amava.

Intrigado, começou a prestar mais atenção nas aulas. Descobriu que a professora de história não falava apenas de reis mortos, mas de como as sociedades evoluíram, cometeram erros e acertos, lições valiosas para entender o mundo atual e, quem sabe, o mercado de trabalho. Percebeu que o professor de química, ao explicar as reações, estava, na verdade, desvendando os segredos da matéria que compõe tudo ao nosso redor, inclusive a tecnologia dos seus consoles. Até a temida matemática começou a fazer mais sentido quando ele a aplicou em pequenos projetos de programação que começou a desenvolver por conta própria, inspirado pela feira.

Não foi uma transformação da noite para o dia. Houve dias de frustração, de vontade de desistir e voltar para a zona de conforto dos jogos. Mas a semente da curiosidade havia sido plantada. Ele começou a participar mais, a perguntar, a pesquisar além do que era ensinado. Descobriu que o conhecimento não era um fardo, mas uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas que ele nem imaginava que existiam. Viu colegas que, assim como ele antes, encaravam os estudos como uma obrigação, mas também viu outros que, com dedicação, já traçavam planos ambiciosos para o futuro, buscando estágios, cursos complementares e se preparando para os vestibulares com afinco.

Lucas entendeu, finalmente, que o estudo não era um obstáculo para a diversão ou um fardo inútil. Era a chave. A chave que destrancava portas para futuros que ele nem sonhava, que o capacitava a transformar sua paixão por games, ou qualquer outra que viesse a ter, em uma profissão real e gratificante. O “para que serve tudo isso?” deu lugar a um “como posso usar isso ao meu favor?”.

O futuro profissional, antes uma névoa distante, começou a ganhar contornos mais nítidos. Não era sobre ter todas as respostas imediatamente, mas sobre estar preparado para buscá-las. E a preparação começava ali, naquelas salas de aula, com aqueles professores e aquelas matérias que, agora, pareciam peças de um grande quebra-cabeça que ele estava ansioso para montar. O estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo, tijolo por tijolo, conhecimento por conhecimento, para edificar o profissional que ele queria ser. E essa construção, ele percebeu, era a aventura mais emocionante de todas, com fases desafiadoras, mas com recompensas que nenhum jogo online poderia oferecer: a realização de seus próprios sonhos.

Parte I: Questões de Múltipla Escolha

Instruções: Leia atentamente cada questão e assinale a alternativa correta.

1. Qual era a principal atividade de Lucas fora da escola no início da crônica? a) Praticar esportes com os amigos. b) Dedicar-se a cursos de idiomas. c) Jogar online e usar redes sociais. d) Ajudar seus pais em tarefas domésticas. e) Ler livros de aventura.

2. Como Lucas inicialmente percebia as aulas e os estudos? a) Como uma oportunidade de aprender coisas novas e interessantes. b) Como um fardo e uma obrigação, contando os minutos para a liberdade. c) Como um desafio estimulante para seu intelecto. d) Como um momento de socialização com os colegas. e) Como algo fácil e que não exigia muito esforço.

3. Qual evento na escola começou a mudar a perspectiva de Lucas sobre os estudos? a) Uma palestra sobre a importância do ENEM. b) Uma conversa séria com seus pais sobre o futuro. c) A feira de profissões, especialmente o estande de desenvolvimento de games. d) Um projeto em grupo sobre história antiga. e) A chegada de um novo professor de matemática.

4. No estande de desenvolvimento de games, o que o jovem programador explicou que surpreendeu Lucas? a) Que para ser programador não era necessário estudar muito. b) Que a matemática, a física e a narrativa eram fundamentais para criar jogos. c) Que o mercado de games estava saturado e era difícil conseguir emprego. d) Que os melhores jogos eram criados por pessoas que não gostavam da escola. e) Que apenas o conhecimento de inglês era suficiente para desenvolver games.

5. Após a feira de profissões, qual foi uma das primeiras matérias que Lucas começou a ver com outros olhos? a) Educação Física, pois percebeu a importância da saúde. b) Artes, pois descobriu um talento para o desenho. c) Química, ao entender sua relação com a tecnologia. d) Geografia, ao se interessar por diferentes culturas. e) Filosofia, ao questionar o sentido da vida.

6. A transformação de Lucas em relação aos estudos aconteceu: a) Instantaneamente, após a visita à feira de profissões. b) De forma gradual, com momentos de dúvida e persistência. c) Apenas por pressão dos pais e professores. d) Somente quando ele começou a tirar notas boas. e) Depois que ele decidiu qual faculdade queria cursar.

7. O que Lucas descobriu sobre o conhecimento ao começar a se dedicar mais aos estudos? a) Que era algo muito difícil e acessível para poucos. b) Que era um fardo necessário para conseguir um bom emprego. c) Que era uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas para o futuro. d) Que era menos importante do que ter bons contatos. e) Que a maior parte do que se aprendia na escola não tinha utilidade prática.

8. Qual foi a principal mudança na pergunta que Lucas fazia a si mesmo sobre os estudos? a) De “Isso é muito chato?” para “Isso é divertido?”. b) De “Preciso mesmo estudar isso?” para “Meus amigos estão estudando isso?”. c) De “Para que serve tudo isso?” para “Como posso usar isso ao meu favor?”. d) De “Vou conseguir passar de ano?” para “Vou tirar a maior nota?”. e) De “Quando essa aula vai acabar?” para “O que vou aprender hoje?”.

9. Segundo a crônica, o estudo é fundamental principalmente para: a) Apenas passar no vestibular e entrar na faculdade. b) Construir a si mesmo e edificar o profissional que se deseja ser. c) Acumular diplomas e certificados. d) Agradar aos pais e à sociedade. e) Ter um assunto para conversar com as pessoas.

10. A “chave” mencionada no título e no final da crônica simboliza: a) A chave da escola que Lucas queria pegar para sair mais cedo. b) A chave para desbloquear novas fases em seus jogos online. c) O estudo, como meio para alcançar um futuro profissional gratificante. d) O segredo para ficar rico rapidamente sem muito esforço. e) A amizade com colegas que o ajudavam a entender as matérias.

Parte II: Questões Abertas

Instruções: Leia atentamente cada questão e responda de forma clara e completa, utilizando informações da crônica para embasar suas respostas.

11. Descreva a rotina e os interesses de Lucas antes da feira de profissões. Como ele via a escola nesse período?

12. Explique qual foi o impacto da feira de profissões na vida de Lucas. Qual descoberta específica o fez começar a mudar sua atitude em relação aos estudos?

13. A crônica menciona que Lucas começou a ver conexões entre as matérias escolares e seus interesses, como o desenvolvimento de games. Cite um exemplo dessa conexão mencionada no texto e explique sua importância.

14. A transformação de Lucas foi imediata ou gradual? Justifique sua resposta com base em informações do texto.

15. Além de Lucas, a crônica menciona outros tipos de estudantes. Quais são eles e como suas atitudes em relação aos estudos se comparam com a de Lucas antes e depois de sua mudança?

16. Qual era a pergunta que Lucas costumava fazer sobre os estudos e como essa pergunta mudou após sua transformação? O que essa mudança de perspectiva revela sobre sua nova compreensão do conhecimento?

17. A crônica afirma que “o estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo”. O que essa frase significa no contexto da história de Lucas?

18. Em sua opinião, qual é a principal mensagem que a crônica “A Chave para o Amanhã” tenta transmitir aos estudantes do ensino médio? Justifique.

19. Você se identifica com alguma parte da trajetória de Lucas? Se sim, qual e por quê? Se não, explique como sua experiência com os estudos difere da dele.

20. Se você pudesse dar um conselho a Lucas no início da crônica, qual seria? E que conselho você daria a um colega que hoje se sente como Lucas se sentia antes da feira de profissões?

Gabarito da Atividade: A Chave para o Amanhã

Parte I: Questões de Múltipla Escolha

  1. c) Jogar online e usar redes sociais.
  2. b) Como um fardo e uma obrigação, contando os minutos para a liberdade.
  3. c) A feira de profissões, especialmente o estande de desenvolvimento de games.
  4. b) Que a matemática, a física e a narrativa eram fundamentais para criar jogos.
  5. c) Química, ao entender sua relação com a tecnologia. (Nota: A crônica também menciona História e Matemática, mas a Química é citada com o exemplo da tecnologia dos consoles, o que demonstra uma nova perspectiva sobre a matéria em si).
  6. b) De forma gradual, com momentos de dúvida e persistência.
  7. c) Que era uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas para o futuro.
  8. c) De “Para que serve tudo isso?” para “Como posso usar isso ao meu favor?”.
  9. b) Construir a si mesmo e edificar o profissional que se deseja ser.
  10. c) O estudo, como meio para alcançar um futuro profissional gratificante.

Parte II: Questões Abertas (Sugestões de Respostas Esperadas)

11. Descreva a rotina e os interesses de Lucas antes da feira de profissões. Como ele via a escola nesse período?Resposta Esperada: Antes da feira, Lucas passava o tempo com fones de ouvido, celular, jogos online e redes sociais. Ele via a escola como uma obrigação, um fardo, e as aulas como algo chato do qual queria se livrar o mais rápido possível, sem ver sentido prático no que aprendia.

12. Explique qual foi o impacto da feira de profissões na vida de Lucas. Qual descoberta específica o fez começar a mudar sua atitude em relação aos estudos?Resposta Esperada: A feira de profissões teve um grande impacto, pois foi lá que Lucas viu uma conexão entre seus interesses (games) e o conteúdo escolar. A descoberta específica foi ao ouvir um jovem programador explicar como a lógica matemática, a física e a narrativa (Português/Literatura) eram essenciais para criar jogos.

13. A crônica menciona que Lucas começou a ver conexões entre as matérias escolares e seus interesses, como o desenvolvimento de games. Cite um exemplo dessa conexão mencionada no texto e explique sua importância.Resposta Esperada: Um exemplo é a conexão entre a matemática e a lógica de programação para criar mecânicas de jogos, ou a física para simular movimentos realistas. A importância é que Lucas percebeu a aplicabilidade prática do que aprendia, motivando-o a se interessar mais pelas aulas.

14. A transformação de Lucas foi imediata ou gradual? Justifique sua resposta com base em informações do texto.Resposta Esperada: A transformação foi gradual. O texto diz: “Não foi uma transformação da noite para o dia. Houve dias de frustração, de vontade de desistir e voltar para a zona de conforto dos jogos. Mas a semente da curiosidade havia sido plantada.”

15. Além de Lucas, a crônica menciona outros tipos de estudantes. Quais são eles e como suas atitudes em relação aos estudos se comparam com a de Lucas antes e depois de sua mudança?Resposta Esperada: A crônica menciona colegas que continuavam encarando os estudos como uma obrigação (semelhante a Lucas antes) e outros que, com dedicação, já traçavam planos ambiciosos, buscando estágios e se preparando para vestibulares (semelhante a Lucas depois de sua mudança, ou até mais adiantados).

16. Qual era a pergunta que Lucas costumava fazer sobre os estudos e como essa pergunta mudou após sua transformação? O que essa mudança de perspectiva revela sobre sua nova compreensão do conhecimento?Resposta Esperada: Antes, Lucas perguntava “Para que serve tudo isso?”. Depois, passou a perguntar “Como posso usar isso ao meu favor?”. Essa mudança revela que ele deixou de ver o estudo como algo imposto e inútil e passou a enxergá-lo como uma ferramenta valiosa e aplicável para seus objetivos e futuro.

17. A crônica afirma que “o estudo não era apenas sobre passar de ano ou conseguir um diploma; era sobre construir a si mesmo”. O que essa frase significa no contexto da história de Lucas?Resposta Esperada: Significa que o valor do estudo vai além das conquistas formais (notas, diploma). Para Lucas, passou a ser um processo de desenvolvimento pessoal, de adquirir conhecimentos e habilidades que o moldariam como indivíduo e como o profissional que ele desejava ser, capacitando-o a realizar seus sonhos.

18. Em sua opinião, qual é a principal mensagem que a crônica “A Chave para o Amanhã” tenta transmitir aos estudantes do ensino médio? Justifique.Resposta Esperada: (Resposta pessoal, mas deve girar em torno da importância de encontrar sentido e relevância nos estudos, conectando-os com interesses pessoais e objetivos futuros. A mensagem é que o estudo é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal e profissional, abrindo portas e possibilitando a realização de sonhos.) A justificativa deve se basear em elementos da crônica.

19. Você se identifica com alguma parte da trajetória de Lucas? Se sim, qual e por quê? Se não, explique como sua experiência com os estudos difere da dele.Resposta Esperada: (Resposta pessoal. O aluno pode se identificar com a fase de desinteresse de Lucas, com o momento da descoberta, ou com a dedicação posterior. Se não houver identificação, deve explicar as diferenças em sua própria trajetória escolar.)

20. Se você pudesse dar um conselho a Lucas no início da crônica, qual seria? E que conselho você daria a um colega que hoje se sente como Lucas se sentia antes da feira de profissões?Resposta Esperada: (Resposta pessoal. O conselho para Lucas poderia ser para tentar encontrar conexões entre o que aprende e o que gosta, ou para ser mais curioso. O conselho para um colega poderia ser similar, incentivando-o a explorar diferentes áreas, conversar com profissionais e buscar entender a aplicação do conhecimento.)

]]>
Verbo haver: singular ou plural? Esclareça de vez essa dúvida https://portuguesando.com.br/verbo-haver-singular-ou-plural-esclareca-de-vez-essa-duvida/ Thu, 15 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=778 O uso do verbo haver gera dúvidas até mesmo entre os falantes mais experientes da língua portuguesa. Afinal, devemos usar esse verbo no singular ou no plural? A resposta depende do contexto — e é isso que vamos esclarecer neste artigo.


Quando o verbo “haver” é impessoal

O verbo haver é impessoal quando tem o sentido de existir, acontecer ou ocorrer. Nesse caso, não vai para o plural, mesmo que se refira a mais de uma coisa.

Exemplos corretos:

  • Houve muitos acidentes na estrada. (e não houveram)
  • Há pessoas esperando lá fora. (e não hão)
  • Havia muitas dúvidas naquela época.

Dica: quando “haver” = “existir”, ele não tem sujeito e, por isso, fica no singular.


Quando o verbo “haver” é pessoal

O verbo haver é pessoal quando tem o sentido de ter, possuir (em relação a tempo ou obrigação), ou é utilizado em locuções verbais com verbos auxiliares.

Exemplos:

  • Eles haviam estudado antes da prova. (verbo auxiliar + particípio)
  • Havíamos combinado de nos encontrar às oito.

Nesse caso, o verbo se flexiona normalmente, de acordo com o sujeito da oração.


Erros comuns com o verbo “haver”

🚫 Houveram muitos protestos na cidade. ❌
✅ Correto: Houve muitos protestos na cidade.

🚫 Hão muitas maneiras de resolver o problema. ❌
✅ Correto: Há muitas maneiras de resolver o problema.


Atividades

1. Complete as frases abaixo com a forma correta do verbo haver:

a) _______ pessoas interessadas na vaga.
b) _______ muitos comentários sobre o assunto.
c) Nós já _______ falado sobre isso antes.
d) Eles _______ prometido comparecer.
e) _______ uma reunião importante ontem.

2. Julgue as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) O verbo “haver”, com sentido de existir, deve ser flexionado no plural.
( ) “Haverá novidades em breve” está gramaticalmente correto.
( ) Em “Eles haviam estudado”, o verbo está no sentido auxiliar e deve ser flexionado.
( ) “Houveram problemas na empresa” é uma construção correta.


Gabarito comentado

1.

a) pessoas interessadas na vaga.
b) Houve muitos comentários sobre o assunto.
c) Nós já havíamos falado sobre isso antes.
d) Eles haviam prometido comparecer.
e) Houve uma reunião importante ontem.

2.

(F) O verbo “haver” com sentido de existir deve ficar no singular.
(V) “Haverá novidades em breve” está correto.
(V) “Eles haviam estudado” é correto pois o verbo “haver” está como auxiliar.
(F) “Houveram problemas” está incorreto; o correto é “Houve problemas”.


Conclusão

O verbo haver exige atenção especial por seu uso impessoal em muitos contextos. Saber quando mantê-lo no singular ou flexioná-lo no plural pode evitar erros gramaticais comuns. Ao dominá-lo, você melhora não só sua escrita, mas também sua compreensão das estruturas formais da língua portuguesa.

]]>
Influência das línguas indígenas no vocabulário brasileiro https://portuguesando.com.br/influencia-das-linguas-indigenas-no-vocabulario-brasileiro/ Wed, 14 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=776 O português falado no Brasil é um verdadeiro mosaico linguístico. Entre as influências que moldaram o nosso vocabulário, destaca-se a contribuição das línguas indígenas, especialmente do tupi-guarani. Essas línguas deixaram marcas profundas na forma como nomeamos nossa fauna, flora, alimentos, locais e até fenômenos naturais.


Um pouco de história

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, encontraram um território habitado por milhares de povos indígenas, com línguas e culturas diversas. Para facilitar a comunicação, os colonizadores passaram a aprender o tupi, uma das línguas mais faladas entre os nativos.

Com o tempo, muitas palavras indígenas foram incorporadas ao português do Brasil, formando um vocabulário que refletia a realidade local, com nomes de animais, plantas e elementos da natureza que os europeus não conheciam.


Palavras de origem indígena no cotidiano

Veja alguns exemplos de palavras de origem indígena que usamos até hoje:

  • Abacaxi – do tupi ibá cati (“fruta cheirosa”)
  • Pipoca – do tupi pipo’ka
  • Tatu – do tupi tatú
  • Capivara – do tupi kapii’gwara
  • Jacaré – do tupi îakaré
  • Tapioca – do tupi typy’óka
  • Itaim, Ipanema, Pindamonhangaba – nomes de lugares com raízes indígenas

Esses vocábulos não só enriqueceram a língua portuguesa no Brasil, mas também revelam muito sobre o nosso ambiente natural e cultural.


Curiosidades linguísticas

  • Muitas palavras indígenas possuem valor descritivo: Paraíba significa “rio ruim para navegação”; Ipanema, “água ruim”.
  • Os nomes de lugares terminados em -açu (grande), -mirim (pequeno), -guaçu (muito grande), vêm diretamente do tupi.

Atividades

1. Associe as palavras de origem indígena ao seu significado:

( ) Abacaxi ( ) Capivara ( ) Jacaré ( ) Pipoca ( ) Tapioca

a. Animal roedor que vive próximo a rios
b. Fruta tropical de casca espinhosa
c. Alimento feito da fécula da mandioca
d. Animal reptiliano típico de rios
e. Grão de milho estourado

2. Complete as frases com palavras de origem indígena:

a) No café da manhã, comi ________ com coco ralado.
b) No zoológico, vi uma ________ tomando banho no lago.
c) Na festa, servi suco e ________ doce.


Gabarito comentado

1.

  • Abacaxi – b. Fruta tropical de casca espinhosa
  • Capivara – a. Animal roedor que vive próximo a rios
  • Jacaré – d. Animal reptiliano típico de rios
  • Pipoca – e. Grão de milho estourado
  • Tapioca – c. Alimento feito da fécula da mandioca

2.

  • a) No café da manhã, comi tapioca com coco ralado.
  • b) No zoológico, vi uma capivara tomando banho no lago.
  • c) Na festa, servi suco e pipoca doce.

Conclusão

A influência das línguas indígenas no português brasileiro vai além de palavras exóticas: é uma ponte com a nossa história, nossa terra e nossos povos originários. Conhecer essa herança é também uma forma de valorizá-la e preservar a riqueza cultural que molda a identidade do Brasil.

]]>
Coesão e coerência: como tornar seu texto mais claro e eficiente https://portuguesando.com.br/coesao-e-coerencia-como-tornar-seu-texto-mais-claro-e-eficiente/ Tue, 13 May 2025 10:34:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=773

A escrita eficiente não depende apenas de boas ideias, mas da forma como essas ideias são organizadas. Dois elementos fundamentais para a qualidade de um texto são coesão e coerência. Quando essas duas características estão presentes, o leitor compreende facilmente o que se quer transmitir, sem ruídos ou ambiguidades.


O que é coerência?

Coerência refere-se à lógica e à clareza do conteúdo. Um texto coerente mantém o mesmo sentido do início ao fim, respeita o conhecimento do leitor e apresenta uma sequência lógica de informações.

🔎 Exemplo incoerente:

Fui ao supermercado comprar pão e flores, mas acabei comprando um carro novo.

🤔 O que há de estranho? A compra de um carro não tem relação com o início da frase. Isso quebra a coerência textual.

🔎 Exemplo coerente:

Fui ao supermercado comprar pão e flores, mas acabei comprando também frutas e legumes.


O que é coesão?

A coesão está relacionada ao uso de elementos linguísticos que conectam partes do texto, como conjunções, pronomes e advérbios, criando ligações entre frases e parágrafos.

🔎 Exemplo sem coesão:

O aluno foi mal na prova. O aluno não estudou.

🔗 Exemplo com coesão:

O aluno foi mal na prova porque não estudou.

Palavras como “porque”, “portanto”, “além disso” e “no entanto” são exemplos de conectores coesivos.


Dicas práticas para melhorar a coesão e coerência:

  1. Mantenha uma sequência lógica nas ideias.
  2. Use conectivos adequados entre frases e parágrafos.
  3. Evite repetições excessivas.
  4. Revise o texto pensando na clareza para o leitor.

Atividade: complete os trechos abaixo com conectivos apropriados e reescreva as frases para garantir a coerência

1. Estava muito cansado, _________ continuei trabalhando até tarde.
2. O ônibus atrasou. Cheguei tarde à aula. (Reescreva com coesão) 3. Gosto muito de estudar, porém _________. 4. O aluno estudou bastante. Ele foi mal na prova. (Reescreva de forma coerente)


Gabarito comentado

1. Estava muito cansado, mas continuei trabalhando até tarde. → Conector adversativo que mostra contraste.

2. Como o ônibus atrasou, cheguei tarde à aula. → A relação entre causa e consequência é destacada.

3. Gosto muito de estudar, porém às vezes me distraio facilmente. → O segundo membro da frase deve trazer uma ideia oposta ou contrastante.

4. O aluno estudou bastante, mas foi mal na prova porque estava nervoso. → Explica o motivo, trazendo mais coerência ao texto.


Conclusão

A coesão e a coerência não são apenas aspectos técnicos da escrita — são ferramentas essenciais para tornar seu texto mais efetivo, fluido e compreensível. Praticar o uso de conectores, revisar as ideias e pensar no leitor são passos fundamentais para a produção de textos claros e bem estruturados.

]]>
A linguagem digital: um retrato da oralidade escrita https://portuguesando.com.br/a-linguagem-digital-um-retrato-da-oralidade-escrita/ Sat, 10 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=767 Com a popularização das redes sociais, as interações digitais passaram a simular a fala informal. Isso fez com que muitas expressões típicas da oralidade ganhassem nova vida na forma escrita — às vezes com grafias criativas, abreviações e até estrangeirismos. É nesse contexto que surgem as gírias da internet.


Exemplos populares de gírias digitais:

  1. Cringe – Vergonhoso, cafona, algo que causa constrangimento.
    • Exemplo: “Usar calça skinny agora é tão cringe.”
  2. Flopar – Fracassar, não ter sucesso.
    • Exemplo: “O post da marca flopou e quase ninguém curtiu.”
  3. TBT (Throwback Thursday) – Publicação de lembrança às quintas-feiras.
    • Exemplo: “Hoje é dia de TBT da viagem!”
  4. Shippar – Torcer por um casal fictício ou real.
    • Exemplo: “Eu shippo muito esses dois personagens.”
  5. Stalkear – Vasculhar as redes sociais de alguém.
    • Exemplo: “Fui stalkear o perfil do novo colega de trabalho.”
  6. Lacrar – Arrasar, mandar bem, causar impacto.
    • Exemplo: “Ela lacrou no discurso de formatura.”
  7. Cancelado – Alguém que sofreu rejeição pública por comportamento considerado inadequado.
    • Exemplo: “O ator foi cancelado após declarações polêmicas.”

O que essas gírias nos mostram?

Essas expressões revelam:

  • A influência de outras línguas, especialmente o inglês.
  • A criatividade linguística nas redes sociais.
  • A fluidez entre oralidade e escrita.
  • O surgimento de novas normas dentro de grupos sociais específicos.

Embora sejam informais, essas gírias mostram a vitalidade do idioma e a forma como ele acompanha mudanças culturais, tecnológicas e comportamentais.


Atividade: Complete as frases com a gíria da internet mais apropriada

  1. O vídeo promocional não teve visualizações e acabou ________.
  2. Toda quinta-feira, ela posta uma foto antiga com a hashtag ________.
  3. A nova série é tão boa que já comecei a ________ o casal principal.
  4. Ele foi ________ por causa dos comentários ofensivos nas redes.
  5. Fui ________ o Instagram da professora e vi que ela ama gatos.
  6. O discurso foi tão bom que ela ________ e todos aplaudiram de pé.
  7. Acham que usar emojis demais é ________?

Gabarito comentado:

  1. flopando – Expressa fracasso, ausência de repercussão.
  2. TBT – Hashtag popular de lembranças, usada às quintas-feiras.
  3. shippando – Gíria para torcer por um casal.
  4. cancelado – Refere-se à rejeição pública ou boicote.
  5. stalkeando – Ação de investigar alguém nas redes sociais.
  6. lacrou – Usada para descrever uma performance impactante.
  7. cringe – Refere-se a algo considerado brega ou constrangedor.

A presença das gírias da internet no nosso vocabulário diário é um sinal da evolução natural da língua. Ao reconhecê-las e entender seus usos, nos aproximamos das transformações culturais do nosso tempo — e também aprendemos a valorizar a diversidade linguística do português.

]]>
10 Erros de Português que Você Vê Todo Dia (E Nem Sempre Percebe) https://portuguesando.com.br/10-erros-de-portugues-que-voce-ve-todo-dia-e-nem-sempre-percebe/ Mon, 05 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=744 Você já deve ter escutado ou até mesmo escrito frases como “fazem dez anos”, “menas coisas” ou “há dez anos atrás”. A língua portuguesa, com sua riqueza e complexidade, é repleta de armadilhas que passam despercebidas até pelos mais atentos.

Neste artigo, vamos revelar 10 erros de português que estão por toda parte — nas redes sociais, em conversas informais, e até em conteúdos profissionais — e mostrar como evitá-los de forma leve, clara e sem complicações. Afinal, escrever (e falar) bem não precisa ser um tormento, mas pode ser um prazer!


1. “Fazem dez anos” ❌

Erro comum:

“Fazem dez anos que não nos vemos.”

Forma correta:

“Faz dez anos que não nos vemos.”

📝 O verbo fazer, quando indica tempo decorrido, é impessoal e deve sempre ficar no singular.


2. “Menas” ❌

Erro comum:

“Ela tem menas chances de passar.”

Forma correta:

“Ela tem menos chances de passar.”

📝 A palavra menas simplesmente não existe na norma culta da língua. Menos é invariável: serve para masculino, feminino, singular e plural.


3. “Com certeza absoluta” ❌

Erro comum:

“Eu tenho certeza absoluta que ele vai vencer!”

Forma correta:

“Eu tenho certeza absoluta de que ele vai vencer!”

📝 A expressão “certeza de que” é exigida. O “de” é fundamental nesse caso.


4. “A gente vamos” ❌

Erro comum:

“A gente vamos resolver isso amanhã.”

Forma correta:

“A gente vai resolver isso amanhã.”

📝 “A gente” é uma expressão equivalente a nós, mas o verbo fica no singular, pois a construção é considerada singular na norma padrão.


5. “Seje” e “Esteja” usados incorretamente ❌

Erro comum:

“Espero que você seje feliz.”

Forma correta:

“Espero que você seja feliz.”

📝 O verbo ser no presente do subjuntivo é:

  • Eu seja
  • Tu sejas
  • Ele seja
  • Nós sejamos
  • Vós sejais
  • Eles sejam

Não existe “seje” ou “esteje”!


6. “Onde” usado para tempo ou abstrações ❌

Erro comum:

“Na época onde tudo era mais simples…”

Forma correta:

“Na época em que tudo era mais simples…”

📝 A palavra “onde” deve ser usada apenas para indicar lugar físico. Se for tempo ou situações abstratas, use “em que”.


7. “Há … atrás” ❌

Erro comum:

“Isso aconteceu há dois anos atrás.”

Forma correta:

“Isso aconteceu há dois anos.”

📝 Redundância! O verbo “há” (no sentido de tempo decorrido) já indica passado, então não é necessário (nem correto) acrescentar “atrás”.


8. “Ao meu ver” ❌

Erro comum:

“Ao meu ver, a decisão foi precipitada.”

Forma correta:

A meu ver, a decisão foi precipitada.”

📝 A preposição “a” não se contrai com o pronome possessivo “meu”. Logo, o correto é a meu ver.


9. Uso errado de “mal” e “mau” ❌

Erro comum:

“Ele estava muito mau ontem.”

Forma correta:

“Ele estava muito mal ontem.”

📝 Mal é o oposto de bem.
Mau é o oposto de bom.
Dica: se puder trocar por “bem”, use “mal”.


10. Plural de palavras compostas ❌

Erro comum:

“Os guarda-chuvas estão na sala.”

Forma correta:

“Os guardas-chuva estão na sala.”

📝 Em compostos como guarda-chuva, guarda funciona como verbo e chuva como objeto direto. Assim, apenas o segundo termo permanece invariável.

Outros exemplos:

  • Guarda-roupa → os guarda-roupas
  • Couve-flor → as couves-flores
  • Beija-flor → os beija-flores

✅ DICA BÔNUS: Leia, observe e revise

O melhor caminho para evitar esses deslizes é manter uma leitura constante e revisar seus textos com atenção. Além disso, permita-se errar — e aprender com os erros. O importante é evoluir e se expressar com mais clareza e confiança.


✍ Atividade Interativa: Corrija os Erros!

Leia as frases abaixo e identifique qual erro está presente em cada uma. Depois, reescreva-as corretamente.

  1. A gente vamos na feira amanhã.
  2. Fazem três meses que ela viajou.
  3. Naquele tempo onde tudo era mais simples…
  4. Ele estava mau ontem.
  5. Isso aconteceu há cinco anos atrás.

📘 Gabarito Explicativo

  1. Erro: Verbo no plural com “a gente”.
    ✔ Correto: A gente vai na feira amanhã.
  2. Erro: Verbo “fazer” impessoal usado no plural.
    ✔ Correto: Faz três meses que ela viajou.
  3. Erro: Uso incorreto de “onde” para tempo.
    ✔ Correto: Naquele tempo em que tudo era mais simples…
  4. Erro: Uso de “mau” em vez de “mal”.
    ✔ Correto: Ele estava mal ontem.
  5. Erro: Redundância “há … atrás”.
    ✔ Correto: Isso aconteceu há cinco anos.

💬 E aí, quantos desses erros você já viu — ou até cometeu?

Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos, professores ou colegas de trabalho! Vamos espalhar o bom uso da nossa língua de forma leve, divertida e sem julgamentos. ✨

]]>
Figuras de Linguagem: Como Elas Deixam o Texto Mais Expressivo https://portuguesando.com.br/figuras-de-linguagem-como-elas-deixam-o-texto-mais-expressivo/ Sat, 03 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=731 Você já ouviu alguém dizer “estou nas nuvens” ou “morreu de tanto rir”? Essas expressões, carregadas de criatividade, são exemplos de figuras de linguagem, um dos recursos mais fascinantes da Língua Portuguesa.

Mais do que simples ornamentos, as figuras de linguagem transformam o texto em arte, dão vida às palavras e permitem que sentimentos e ideias sejam comunicados com intensidade, leveza ou impacto.

Neste artigo, você vai entender por que as figuras de linguagem são essenciais para a expressividade textual — e por que dominar esse conteúdo vai muito além de passar em uma prova.


O que são figuras de linguagem?

São recursos estilísticos usados para ampliar o sentido das palavras, dar ênfase a uma ideia, provocar emoção ou tornar a comunicação mais rica. Elas surgem principalmente na linguagem literária, mas também estão no nosso dia a dia.

Existem várias categorias, mas as principais são:

  • Figuras de palavras (tropos)
  • Figuras de pensamento
  • Figuras de som (fonológicas)
  • Figuras de construção (sintáticas)

As mais usadas (e cobradas)

A seguir, veja as figuras mais recorrentes e como elas atuam na construção do sentido:

1. Metáfora

Associação subjetiva entre duas ideias sem uso de conectivos comparativos.
🖋 “Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

2. Comparação

Aproxima dois elementos com palavras como “como”, “tal qual”, “assim como”.
🖋 “Ela é forte como um leão.”

3. Personificação (prosopopeia)

Atribui características humanas a seres inanimados ou abstratos.
🖋 “A lua sorriu para mim.”

4. Hipérbole

Exagero expressivo para dar ênfase.
🖋 “Esperei uma eternidade.”

5. Eufemismo

Suaviza uma ideia negativa.
🖋 “Ele partiu dessa para uma melhor.”

6. Ironia

Diz-se o oposto do que se pensa, com intenção crítica ou humorística.
🖋 “Que ótimo! Quebrei o celular novinho.”

7. Polissíndeto

Repetição intencional de conjunções para enfatizar ou criar ritmo.
🖋 “E gritou, e chorou, e correu, e caiu.”
➡ O polissíndeto reforça a sucessão das ações e imprime dramaticidade ou tensão ao texto.


Por que dominar esse conteúdo?

  • Melhora a escrita criativa
  • Enriquece redações e análises literárias
  • Ajuda a interpretar textos com mais profundidade
  • É conteúdo certo em vestibulares, ENEM e concursos

Atividade: Identifique e interprete

Leia as frases a seguir e identifique qual figura de linguagem está presente em cada uma. Em seguida, reflita sobre o efeito de sentido que ela provoca.


1. “O tempo é um ladrão que rouba a juventude.”
2. “Chorou rios de lágrimas.”
3. “Ele é um poço de paciência.”
4. “A esperança é a última que morre.”
5. “Nossa, que alegria! Levei um fora!”
6. “Estava mais perdido que cego em tiroteio.”
7. “O coração dele bate forte como um tambor.”
8. “E correu, e gritou, e chorou, e caiu.”


✅ Gabarito Explicativo

1. Personificação (ou prosopopeia)
🟢 O tempo recebe uma ação humana: “roubar”. Isso dá vida ao conceito abstrato e intensifica o impacto da passagem do tempo.

2. Hipérbole
🟢 “Rios de lágrimas” exagera o volume de choro para transmitir uma emoção forte, intensa.

3. Metáfora
🟢 “Poço de paciência” não é literal. Trata-se de uma comparação implícita, onde “poço” simboliza profundidade e abundância de paciência.

4. Personificação
🟢 A “esperança” é tratada como um ser vivo que morre, o que reforça sua persistência emocional.

5. Ironia
🟢 A frase expressa “alegria” com sarcasmo, pois o “fora” é uma situação negativa. O efeito é crítico e irônico.

6. Comparação
🟢 A expressão faz uma analogia explícita usando “como”: comparação cômica para reforçar a ideia de desorientação.

7. Comparação
🟢 A batida do coração é comparada ao som de um tambor, criando uma imagem sonora que enfatiza a emoção.

8. Polissíndeto
🟢 A repetição da conjunção “e” enfatiza a sucessão das ações e intensifica a dramaticidade da cena.


✨ Conclusão

As figuras de linguagem não apenas embelezam o texto — elas transformam a forma como nos comunicamos. Ao compreender e aplicar esses recursos, você ganha mais poder de expressão, seja em uma redação nota 1000, em um poema ou até em um meme bem escrito.


]]>
Pleonasmo: Erro ou Recurso de Estilo? https://portuguesando.com.br/pleonasmo-erro-ou-recurso-de-estilo/ Fri, 02 May 2025 17:17:53 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=726 Você já ouviu alguém dizer que “subir pra cima” está errado? Ou que “entrar pra dentro” é um erro grave? Talvez sim — e talvez até tenha corrigido alguém. Mas será que toda repetição de palavras com sentidos semelhantes é um erro? Ou há casos em que esse recurso é intencional e até enriquecedor para o texto?

Bem-vindo ao universo do pleonasmo, onde repetir pode ser feio… ou pode ser belo.

Assista ao vídeo que explica sobre FIGURAS DE LINGUAGEM


Afinal, o que é pleonasmo?

Pleonasmo é uma figura de linguagem em que ocorre a repetição de uma ideia ou termo com o objetivo de reforçar o sentido. Ele pode ser:

  • vicioso (quando é um erro de linguagem); ou
  • literário ou estilístico (quando é usado com intenção expressiva).

A diferença entre um e outro está no contexto e, principalmente, na intencionalidade de quem escreve ou fala.


Pleonasmo vicioso: quando repetir é um tropeço

Imagine alguém dizendo:

“Vamos repetir de novo essa música!”

A palavra “repetir” já traz a ideia de fazer de novo, então, nesse caso, o termo adicional é redundante e desnecessário. Isso é o que chamamos de pleonasmo vicioso, ou seja, uma repetição que empobrece o texto ou o torna incoerente.

Outros exemplos comuns:

  • “sair para fora”
  • “encarar de frente”
  • “elo de ligação”
  • “subir para cima”
  • “criar uma nova criação”

Essas construções costumam ocorrer na linguagem coloquial e são tidas como vícios de linguagem. Em contextos formais, devem ser evitadas.


Pleonasmo literário: quando repetir é arte

Agora pense na frase:

“Vi com meus próprios olhos.”

Aqui, temos uma repetição desnecessária? Sim. Mas é um recurso intencional, usado para reforçar a veracidade ou a dramaticidade da fala. Esse é o chamado pleonasmo estilístico.

Autores e poetas usam pleonasmos para criar ritmo, ênfase ou emoção. Veja este verso de Camões:

“Chovia uma triste chuva de tristeza.”

Ou esta música de Caetano Veloso:

“Eu sei que vou te amar / Por toda a minha vida eu vou te amar.”

Nesses casos, a repetição é expressiva, não um erro. Ela carrega intensidade emocional.


Como saber quando o pleonasmo é erro ou estilo?

Aqui vai uma dica simples:
Pergunte a si mesmo: essa repetição tem uma função expressiva? Está aqui para reforçar uma ideia de forma intencional ou só está “enchendo linguiça”?

Se for só uma redundância sem função — corte.
Se for proposital e traz sentido estético — valorize.


Pleonasmos que você pode (e deve) evitar em textos formais

Em redações, textos acadêmicos e ambientes profissionais, evite pleonasmos viciosos. Eles podem soar como descuido ou falta de domínio da língua.

  • ❌ “Continue a seguir em frente com o projeto.”
    ✅ “Continue com o projeto.” ou “Siga com o projeto.”
  • ❌ “Vamos antecipar para antes do prazo.”
    ✅ “Vamos antecipar o prazo.”

Conclusão: a arte está no uso consciente

O pleonasmo não é, por si só, um erro — é uma faca de dois gumes. Usado com cuidado, ele pode dar força e beleza à comunicação. Usado sem critério, pode enfraquecer sua mensagem.

Portanto, da próxima vez que ouvir alguém dizer “eu vi com meus próprios olhos”, pense duas vezes antes de corrigir. Pode ser poesia disfarçada de conversa.

📝 Atividade – Pleonasmo: erro ou estilo?

1. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de pleonasmo vicioso:

a) Vi com meus próprios olhos.
b) Sair para fora rapidamente.
c) Chove chuva, chove sem parar.
d) Vou subir a escada.


2. Em qual alternativa o pleonasmo é usado como recurso estilístico (intencional)?

a) Entra pra dentro e senta logo.
b) Vamos antecipar antes do prazo.
c) Eu ouvi com meus próprios ouvidos.
d) Ele retornou de novo para casa.


3. Qual é a principal diferença entre o pleonasmo vicioso e o pleonasmo literário?

a) O vicioso é usado na fala cotidiana e o literário em textos científicos.
b) O vicioso ocorre apenas na fala, e o literário apenas na escrita.
c) O vicioso é erro de repetição; o literário reforça ideias com intenção estilística.
d) Não há diferença: ambos são considerados vícios de linguagem.


4. Marque a frase em que o uso do pleonasmo compromete a clareza da linguagem:

a) Ele vive uma vida difícil.
b) Vamos repetir novamente a apresentação.
c) Vi o mundo girando em meu pensamento.
d) Os olhos cegos enxergam o que o coração sente.


5. Em um texto formal, qual alternativa seria a mais adequada?

a) Vamos subir para cima o mais rápido possível.
b) Eu vi com meus próprios olhos, Excelência.
c) Antecipamos para antes da data prevista.
d) Antecipamos a entrega.

✅ Gabarito Explicativo – Pleonasmo: erro ou estilo?


1. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de pleonasmo vicioso:

Resposta correta: b) Sair para fora rapidamente.

📌 Explicação: “Sair” já pressupõe ir para fora. Repetir “para fora” é redundante e desnecessário, caracterizando um pleonasmo vicioso, que deve ser evitado em textos formais.


2. Em qual alternativa o pleonasmo é usado como recurso estilístico (intencional)?

Resposta correta: c) Eu ouvi com meus próprios ouvidos.

📌 Explicação: Aqui o pleonasmo é intencional, reforçando o envolvimento pessoal e dando ênfase à afirmação. É um exemplo de pleonasmo literário ou estilístico, comum em falas emocionais ou textos poéticos.


3. Qual é a principal diferença entre o pleonasmo vicioso e o pleonasmo literário?

Resposta correta: c) O vicioso é erro de repetição; o literário reforça ideias com intenção estilística.

📌 Explicação: A diferença central está na intenção. O pleonasmo vicioso repete ideias sem necessidade e prejudica a clareza. Já o literário é usado com objetivo expressivo, para dar força, beleza ou emoção à linguagem.


4. Marque a frase em que o uso do pleonasmo compromete a clareza da linguagem:

Resposta correta: b) Vamos repetir novamente a apresentação.

📌 Explicação: O verbo “repetir” já significa “fazer novamente”. Acrescentar “novamente” é um erro de redundância, pois a repetição está implícita. Isso torna a frase excessiva e desnecessária.


5. Em um texto formal, qual alternativa seria a mais adequada?

Resposta correta: d) Antecipamos a entrega.

📌 Explicação: A forma é direta, clara e objetiva — exatamente o que se espera em textos formais. As outras opções apresentam pleonasmos viciosos que devem ser evitados nesses contextos.

]]>
Proposta de Redação – Crônica https://portuguesando.com.br/proposta-de-redacao-cronica/ Fri, 28 Mar 2025 06:43:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=687

Tema: “Pequenos absurdos do cotidiano”

A vida cotidiana é repleta de situações inesperadas, engraçadas ou até absurdas, que muitas vezes passam despercebidas. Pode ser um diálogo inusitado no transporte público, um erro cômico no trabalho, ou mesmo um hábito social que, ao ser observado de perto, parece sem sentido. A crônica tem o poder de transformar esses momentos em textos envolventes e reflexivos, convidando o leitor a enxergar o mundo de uma nova forma.

Escreva uma crônica sobre um episódio cotidiano curioso ou absurdo, real ou fictício, que provoca reflexão ou diversão.


Estrutura da Redação (Crônica)

  1. Título(opcional)
    • Pode ser sugestivo, humorístico ou irônico, ajudando a capturar a atenção do leitor.
  2. Introdução(contextualização do tema)
    • Apresente o cenário e os personagens (caso haja).
    • Crie proximidade com o leitor, como se estivesse compartilhando uma história casualmente.
  3. Desenvolvimento(exposição e progressão da ideia central)
    • Descreva os acontecimentos de forma envolvente.
    • Use detalhes sensoriais

]]>