gabarito – Portuguesando https://portuguesando.com.br Língua Portuguesa Wed, 09 Jul 2025 19:28:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 O Que É Substantivo? Entenda de Forma Simples e Clara https://portuguesando.com.br/o-que-e-substantivo-entenda-de-forma-simples-e-clara/ Wed, 09 Jul 2025 15:30:37 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=825 Você já ouviu falar em substantivo e ficou na dúvida sobre o que ele realmente significa? Não se preocupe! Neste post, vamos explicar de maneira fácil e objetiva o que é substantivo, com exemplos que ajudam a fixar o conteúdo.


O que é Substantivo?

O substantivo é uma classe gramatical fundamental na língua portuguesa. Ele é a palavra que serve para nomear seres, coisas, lugares, sentimentos, ideias, entre outros.

Ou seja, tudo aquilo que podemos dar nome é um substantivo!


Exemplos de Substantivos

  • Seres: homem, mulher, cachorro, criança
  • Coisas: mesa, livro, carro, casa
  • Lugares: escola, cidade, parque, Brasil
  • Sentimentos: amor, medo, alegria, tristeza
  • Ideias: liberdade, justiça, beleza, paz

Tipos de Substantivos

Os substantivos podem ser classificados em diferentes tipos:

  • Substantivo comum: nomeia seres em geral (ex: livro, cidade, pessoa)
  • Substantivo próprio: nomeia seres específicos, sempre com inicial maiúscula (ex: João, Brasil, São Paulo)
  • Substantivo concreto: nomeia seres que existem por si mesmos (ex: árvore, computador)
  • Substantivo abstrato: nomeia sentimentos, qualidades ou ideias (ex: coragem, beleza, tristeza)

Como identificar um substantivo?

Para identificar um substantivo em uma frase, pergunte-se: “Quem?” ou “O quê?” está sendo falado?

Por exemplo:

  • O cachorro latiu. (Quem latiu? O cachorro – substantivo)
  • Eu li um livro interessante. (O quê eu li? Um livro – substantivo)

Por que aprender sobre substantivo é importante?

Saber reconhecer e usar corretamente os substantivos ajuda a construir frases claras e bem organizadas, essenciais para uma boa comunicação, seja na fala ou na escrita. Além disso, o substantivo é a base para outras classes gramaticais, como o adjetivo, que serve para qualificá-lo.

Atividades: Substantivo


1.

Assinale a alternativa em que o termo destacado não é um substantivo:

A) A liberdade é um direito fundamental.
B) A criança mostrou muita alegria no parque.
C) Vamos correr para a escola.
D) O amor supera todas as dificuldades.


2.

Em “O Brasil é um país grande”, o termo “Brasil” é:

A) Substantivo comum
B) Substantivo próprio
C) Substantivo concreto
D) Substantivo abstrato


3.

Assinale a alternativa que apresenta apenas substantivos abstratos:

A) Felicidade, cidade, liberdade
B) Coragem, tristeza, justiça
C) Homem, justiça, árvore
D) Alegria, carro, beleza


4.

Qual das frases abaixo apresenta um substantivo comum coletivo?

A) A floresta é habitada por muitos animais.
B) O cardume de peixes nadava perto da praia.
C) João comprou um carro novo.
D) A coragem é essencial para vencer desafios.


5.

Em “A beleza das flores encanta a todos”, o termo “beleza” é:

A) Substantivo concreto
B) Substantivo comum
C) Substantivo abstrato
D) Substantivo próprio


6.

Assinale a frase em que o substantivo está empregado como núcleo do sujeito:

A) A leitura diária melhora a escrita.
B) O professor explicou a lição.
C) O aluno entregou o trabalho.
D) Eles viajaram ontem.


7.

Em “A justiça tarda, mas não falha”, o substantivo “justiça” é:

A) Substantivo próprio
B) Substantivo comum concreto
C) Substantivo comum abstrato
D) Substantivo coletivo


8.

Qual a classificação correta para o substantivo “floresta” na frase “A floresta abriga muitas espécies”?

A) Substantivo próprio
B) Substantivo coletivo
C) Substantivo comum concreto
D) Substantivo abstrato


9.

Em “A multidão saiu às ruas”, o termo “multidão” é:

A) Substantivo comum coletivo
B) Substantivo próprio
C) Substantivo abstrato
D) Substantivo comum simples


10.

Assinale a alternativa em que o termo destacado não é um substantivo:

A) A criança brincava feliz no parque.
B) A esperança é a última que morre.
C) Comprei uma casa nova.
D) Correu rapidamente para o ônibus.


Gabarito com explicações


  1. C — “Correr” é verbo, não substantivo.
  2. B — “Brasil” é um substantivo próprio, nome específico de país.
  3. B — Felicidade, coragem, tristeza, justiça são substantivos abstratos.
  4. B — “Cardume” é coletivo para peixes.
  5. C — “Beleza” é um substantivo abstrato (qualidade).
  6. A — “Leitura” é o núcleo do sujeito.
  7. C — “Justiça” é substantivo comum abstrato (ideia/valor).
  8. C — “Floresta” é substantivo comum concreto (ser com existência própria).
  9. A — “Multidão” é substantivo coletivo.
  10. D — “Correu” é verbo, não substantivo.

]]>
Guia Definitivo: Adjunto Adnominal vs. Complemento Nominal – Desvende a Diferença de Vez! https://portuguesando.com.br/guia-definitivo-adjunto-adnominal-vs-complemento-nominal-desvende-a-diferenca-de-vez/ Sat, 14 Jun 2025 16:42:23 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=755 Se existe um par de termos na análise sintática da língua portuguesa capaz de provocar calafrios e nós na cabeça de estudantes (e até de falantes experientes!), esse par é, sem sombra de dúvida, Adjunto Adnominal e Complemento Nominal. A semelhança, especialmente quando ambos surgem introduzidos por preposição e ligados a um substantivo, pode transformá-los em verdadeiros “irmãos siameses” da gramática, gerando aquela insegurança clássica em provas de concursos, vestibulares, na hora da redação e até mesmo durante a revisão cuidadosa de um texto. Mas respire fundo! Embora a confusão seja comum, existem critérios lógicos e bastante claros para diferenciar essas duas funções sintáticas, que são peças fundamentais na engrenagem do nosso idioma. Neste guia definitivo do Portuguesando, vamos mergulhar fundo nesse desafio gramatical, desmistificar as regras com uma linguagem acessível, apresentar dicas práticas testadas e aprovadas, e fornecer uma avalanche de exemplos para que você nunca mais caia nas armadilhas dessa dupla. Prepare-se para internalizar a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal e dar um upgrade definitivo no seu domínio do português!

Entendendo os Papéis na Orquestra da Frase: O Que Faz Cada Um?

Antes de colocá-los lado a lado para a comparação final, é absolutamente crucial entender a função específica que cada um desses termos desempenha dentro da estrutura da oração. Compreender o propósito individual é o primeiro passo para diferenciá-los.

Adjunto Adnominal: O Caracterizador Versátil

Pense no adjunto adnominal como um “acompanhante” fiel do nome (substantivo). Sua missão principal é caracterizar, especificar, delimitar, quantificar ou qualificar um substantivo, não importa se este é concreto ou abstrato. Ele se agrega ao substantivo para adicionar uma informação extra, como uma qualidade distintiva, uma relação de posse, a matéria de que algo é feito, sua origem, ou simplesmente para determiná-lo ou indeterminá-lo. Por ser considerado um termo acessório na estrutura sintática, sua remoção, na grande maioria dos casos, não invalida gramaticalmente a frase, embora possa, sim, empobrecer seu significado ou deixá-la mais genérica. O adjunto adnominal é versátil em sua forma, podendo ser expresso por:

  • Artigos:O livro, uma ideia.
  • Adjetivos: Livro interessante, ideia brilhante.
  • Locuções Adjetivas: Livro de aventura, ideia sem pé nem cabeça.
  • Numerais:Dois livros, primeira ideia.
  • Pronomes Adjetivos:Meu livro, aquela ideia.
  • Orações Subordinadas Adjetivas: O livro que li, a ideia que surgiu.O ponto crucial que gera a confusão com o complemento nominal ocorre especificamente com as locuções adjetivas preposicionadas (preposição + substantivo/palavra substantivada), como em casade campo ou amorde irmão.

Complemento Nominal: O Integrante Essencial

Como a própria nomenclatura sugere de forma bastante direta, a função primordial do complemento nominal é completar o sentido de um nome que, isoladamente, deixaria uma sensação de incompletude, uma “lacuna” semântica na frase. Diferentemente do adjunto adnominal, ele não é um simples acessório que pode ser retirado sem grandes prejuízos; o complemento nominal é um termo integrante, ou seja, essencial para a plena compreensão da ideia expressa pelo nome ao qual se vincula. Guarde esta informação crucial: o complemento nominal sempre vem introduzido por preposição e sua função é completar o sentido não apenas de substantivos abstratos, mas também de adjetivos e de advérbios que transitivamente pedem essa complementação para terem seu significado pleno.

  • Exemplos de Complemento Nominal:
  • Temos necessidade de mais informações . (Completa o sentido do substantivo abstrato “necessidade”. Necessidade de quê?)
  • Ele estava consciente de suas responsabilidades . (Completa o sentido do adjetivo “consciente”. Consciente de quê?)
  • Agimos independentemente das críticas . (Completa o sentido do advérbio “independentemente”. Independentemente de quê?)

O X da Questão: Estratégias Infalíveis para Diferenciar os Preposicionados

A grande batalha da análise sintática acontece quando nos deparamos com a estrutura “substantivo + preposição + substantivo“, pois ela pode abrigar tanto um adjunto adnominal quanto um complemento nominal. É neste exato momento que precisamos lançar mão de critérios distintivos claros e eficazes.

Estratégia 1: Analise o Termo Regente (A Quem Ele se Liga?)

  • Adjunto Adnominal (preposicionado): Liga-se exclusivamente a substantivos, sejam eles concretos ou abstratos.
  • Complemento Nominal: Pode ligar-se a substantivos abstratos, a adjetivos ou a advérbios.Dica de Ouro: Se o termo preposicionado estiver completando o sentido de um adjetivo (Ex: Ele é lealaos amigos) ou de um advérbio (Ex: Morei pertoda praia), pode cravar sem medo: é Complemento Nominal. A dúvida real só persiste quando o termo regido é um substantivo abstrato.

Estratégia 2: Verifique a Natureza do Substantivo Regente

Quando o termo preposicionado está ligado a um substantivo, a natureza desse substantivo é uma pista valiosa:

  • Adjunto Adnominal: Pode acompanhar tanto substantivos concretos (Ex: mesade mármore, cheirode terra) quanto abstratos (Ex: medode altura, forçade vontade).
  • Complemento Nominal: Liga-se apenas a substantivos abstratos, especialmente aqueles que derivam de verbos (indicando ação, como construção, leitura, ataque) ou de adjetivos (indicando estado ou qualidade, como necessidade, beleza, dificuldade).Dica Prática: Se o termo preposicionado estiver ligado a um substantivo concreto, ele sempre será classificado como Adjunto Adnominal.

Estratégia 3: O Poder da Semântica (Agente vs. Paciente) – A Chave Mestra!

Este é, frequentemente, o critério mais decisivo e elegante para resolver a ambiguidade com substantivos abstratos. Analise a relação de sentido (semântica) entre o termo preposicionado e o substantivo abstrato que ele acompanha:

  • Adjunto Adnominal: Na maioria dos casos ambíguos, o adjunto adnominal preposicionado tem valor AGENTE. Ele indica quem pratica a ação expressa pelo substantivo abstrato. Também pode indicar posse, origem, matéria, finalidade, etc.
  • Complemento Nominal: Tem valor PACIENTE. Ele indica quem ou o que recebe a ação expressa pelo substantivo abstrato, ou é o alvo/referência do sentimento, estado ou qualidade indicada pelo nome.Vamos desvendar com exemplos claros:
    1. A respostado candidatosurpreendeu a banca.
      • Quem respondeu? O candidato. O candidato pratica a ação de responder (agente).
      • Portanto, “do candidato” é Adjunto Adnominal.
    2. A resposta à pergunta foi incompleta.
      • O que foi respondido? A pergunta. A pergunta recebe a ação de ser respondida (paciente).
      • Portanto, “à pergunta” é Complemento Nominal.
    3. A invenção do rádio revolucionou a comunicação.
      • O que foi inventado? O rádio. O rádio é paciente da ação de inventar.
      • Portanto, “do rádio” é Complemento Nominal.
    4. A invenção de Santos Dumont foi genial.
      • Quem inventou? Santos Dumont. Ele é o agente da invenção.
      • Portanto, “de Santos Dumont” é Adjunto Adnominal.
    5. Temos confiança no futuro.
      • O futuro é o alvo da confiança.
      • Portanto, “no futuro” é Complemento Nominal.
    6. O barulho da rua me incomoda.
      • Indica a origem do barulho (valor locativo associado).
      • Portanto, “da rua” é Adjunto Adnominal.

Estratégia 4: O Teste da Transformação (Verbo/Adjetivo)

Uma técnica adicional bastante útil é tentar “desfazer” a nominalização, transformando o substantivo abstrato em um verbo ou adjetivo correspondente, e observar qual função sintática o termo preposicionado assumiria na nova estrutura frasal:

  • Se o termo se tornar sujeito da ação verbal ou um adjunto adverbial, a tendência é que ele seja Adjunto Adnominal na estrutura nominal original.
  • Se o termo se tornar objeto (direto ou indireto) do verbo ou complemento do adjetivo, a tendência é que ele seja Complemento Nominal na estrutura nominal original.Exemplificando a transformação:
    • A leitura do menino é fluente. -> O menino lê fluentemente. (“O menino” = sujeito) -> “do menino” é Adjunto Adnominal.
    • A leitura do livro é obrigatória. -> Ler o livro é obrigatório. (“o livro” = objeto direto) -> “do livro” é Complemento Nominal.
    • Tenho medo de escuro . -> Temo o escuro. (“o escuro” = objeto direto) -> “de escuro” é Complemento Nominal.
    • Ele é capaz de tudo . -> (Já está com adjetivo) -> “de tudo” é Complemento Nominal.

Quadro Comparativo Definitivo: As Diferenças Essenciais

Para facilitar a visualização e a memorização, aqui está um resumo das diferenças cruciais:

Característica EssencialAdjunto Adnominal (Preposicionado)Complemento Nominal
Função PrincipalCaracterizar, especificar (Termo Acessório)Completar o sentido (Termo Integrante/Essencial)
Termo RegenteSubstantivo (Concreto ou Abstrato)Substantivo Abstrato, Adjetivo, Advérbio
PreposiçãoPode ter (como locução adjetiva)Obrigatória
Valor SemânticoGeralmente Agente (ou Posse, Origem, Matéria)Geralmente Paciente (Alvo, Referência)
Teste TransformaçãoVira Sujeito, Adj. AdverbialVira Objeto (Direto/Indireto), Compl. de Adjetivo

Conclusão: Análise, Contexto e Prática Constante!

Dominar a distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal não é um bicho de sete cabeças, mas exige, sim, uma análise sintática atenta, focada no contexto e na relação semântica que os termos estabelecem entre si. Fuja da simples memorização de regras isoladas e busque compreender a lógica funcional por trás de cada classificação. A aplicação combinada dos critérios – especialmente a análise do termo regente e o valor agente/paciente – oferece um caminho seguro e eficaz para desvendar a maioria dos casos.

Lembre-se sempre: a gramática normativa e a análise sintática são ferramentas para compreender como a língua se estrutura para produzir sentido. Quanto mais você praticar, ler textos diversos com olhar analítico e aplicar essas estratégias, mais natural e intuitiva se tornará a identificação correta dessas funções. A confiança para classificar adjuntos adnominais e complementos nominais não só aprimorará sua compreensão da língua portuguesa, mas também refinará sua própria capacidade de escrita.

E então, este guia clareou suas ideias? Qual critério de diferenciação você achou mais útil? Ainda ficou com alguma dúvida em uma frase específica? Compartilhe suas impressões e perguntas nos comentários! Vamos continuar “portuguesando” e desvendando juntos os fascinantes mecanismos do nosso idioma!

]]>
Gramática Descomplicada https://portuguesando.com.br/gramatica-descomplicada/ Thu, 22 May 2025 16:47:32 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=810 Pronomes que confundem: onde usar ‘mim’ ou ‘eu’?

Por que ‘há’ e ‘a’ confundem tanto? Veja quando usar cada um!

A Língua Portuguesa está cheia de pequenos detalhes que causam grandes dúvidas. Dois dos casos mais comuns são o uso dos pronomes “mim” e “eu” e a confusão entre “há” e “a” na indicação de tempo. Mas com uma explicação clara, tudo fica mais fácil!


🤔 Mim ou Eu?

Esses dois pronomes aparecem o tempo todo — mas nem sempre da forma correta. A regra é simples:

✅ Use “eu” quando o pronome for sujeito da ação (quem faz algo):

Eu vou à escola.
Eu terminei o trabalho ontem.

❌ Nunca diga: “Mim vai à escola.” (porque “mim” não faz nada)


✅ Use “mim” quando o pronome for objeto da ação (quem recebe algo):

Ele trouxe um presente para mim.
Eles falaram de mim na reunião.

❌ Nunca diga: “Entre eu e você.”

➡ O certo é: “Entre mim e você.”
(Mesmo sendo estranho aos ouvidos, está correto, pois depois da preposição “entre”, usamos o pronome oblíquo: mim.)


⏳ Há ou A?

Ambos indicam tempo, mas com sentidos diferentes.

✅ Use “há” (do verbo haver) quando puder substituir por “faz”:

dois anos, terminei a faculdade.
(Faz dois anos…)

muito tempo não te vejo.
(Faz muito tempo…)


✅ Use “a” (preposição) quando se referir a tempo futuro ou distância:

Daqui a duas semanas viajarei.
Estamos a cinco quilômetros do centro.

❌ Nunca diga: “Daqui há duas horas”.

➡ O certo é: “Daqui a duas horas”.


📝 Atividades de Fixação

✅ 1. Complete com “mim” ou “eu”:

a) Entre ___ e você, há muita diferença.
b) Quem vai apresentar o trabalho sou ___.
c) Trouxeram um presente para ___.
d) ___ não concordo com essa decisão.
e) Ela falou mal de ___ pelas costas.


✅ 2. Complete com “há” ou “a”:

a) Estamos esperando você ___ mais de uma hora.
b) Chegaremos daqui ___ 15 minutos.
c) Moro aqui ___ cinco anos.
d) A prova acontecerá daqui ___ três dias.
e) ___ quanto tempo você não vê seu tio?


✅ 3. Assinale a alternativa correta:

( ) Entre eu e você, não há segredos.
( ) Há muitos dias que não chove.
( ) Vou te visitar à dois meses.
( ) Ele pediu para eu entregar a carta.
( ) Mim gosta muito de sorvete.


✅ 4. Transforme as frases com erro, corrigindo-as:

a) Mim vai ao mercado.
b) Entre eu e você, tudo acabou.
c) Daqui há pouco, tudo estará pronto.
d) Há três dias atrás encontrei minha amiga.
e) Trouxeram presentes para eu.


✅ 5. Substitua o tempo verbal, ajustando “há” ou “a”:

a) Faz dois anos que terminei o curso.
b) Estarei de volta em três horas.
c) Faz muito frio por aqui ultimamente.
d) Chego aí em dez minutos.
e) Faz um bom tempo que não assisto TV.


✔ Gabarito Comentado

1.

a) mim (depois de preposição)
b) eu (sujeito da ação)
c) mim (objeto)
d) eu (sujeito)
e) mim (depois da preposição “de”)


2.

a) (substitui “faz”)
b) a (tempo futuro)
c) (tempo passado)
d) a (tempo futuro)
e) (tempo decorrido)


3.

Corretas:

  • (✔) Há muitos dias que não chove.
  • (✔) Ele pediu para eu entregar a carta.

Erradas:

  • “Entre eu e você” → Entre mim e você
  • “à dois meses” → há dois meses
  • “Mim gosta” → o certo é Eu gosto

4.

a) Eu vou ao mercado.
b) Entre mim e você, tudo acabou.
c) Daqui a pouco, tudo estará pronto.
d) Há três dias encontrei minha amiga.
e) Trouxeram presentes para mim.


5.

a) Há dois anos que terminei o curso.
b) Estarei de volta daqui a três horas.
c) Há muito frio por aqui ultimamente.
d) Chego aí daqui a dez minutos.
e) Há um bom tempo que não assisto TV.

]]>
Palavras que Não Queremos Mais Usar: Quando a Língua Aprende com a Sociedade https://portuguesando.com.br/palavras-que-nao-queremos-mais-usar-quando-a-lingua-aprende-com-a-sociedade/ Wed, 21 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=805 Termos que caíram em desuso por respeito, empatia ou evolução social

A língua portuguesa, assim como qualquer idioma vivo, está em constante transformação. Essa evolução não ocorre apenas por questões estéticas ou práticas, mas também reflete mudanças profundas na sociedade, em seus valores e em sua compreensão sobre respeito e dignidade humana. Nesse processo evolutivo, algumas palavras e expressões que antes eram comumente utilizadas passaram a ser reconhecidas como preconceituosas, discriminatórias ou ofensivas, caindo gradualmente em desuso.

Este artigo aborda, de forma ética e educativa, termos que foram ou estão sendo abandonados no português brasileiro por carregarem preconceitos, estereótipos negativos ou por perpetuarem visões discriminatórias. Compreender esse processo não é apenas uma questão linguística, mas um exercício de empatia e cidadania que reflete o amadurecimento coletivo da nossa sociedade.

A língua como reflexo da sociedade

A linguagem que utilizamos não é neutra. Ela carrega valores, crenças e visões de mundo que podem tanto promover o respeito e a inclusão quanto perpetuar preconceitos e discriminações. Como explica o doutor em letras e pesquisador Gabriel Nascimento, no livro “Racismo Linguístico”, “o racismo está em todas as estruturas da nossa sociedade”, incluindo a língua que falamos e escrevemos diariamente.

Jorcemara Cardoso, doutora em linguística e coordenadora da comissão de diversidade, inclusão e igualdade da Associação Brasileira de Linguística (CDII-Abralin), complementa essa visão ao afirmar que “uma forma mais pulverizada do racismo linguístico é o imaginário que se construiu historicamente sobre o ‘erro de português’. Este é uma forma de reforçar na língua apenas o que espelha a branquitude”.

Quando tomamos consciência de que certas palavras ou expressões carregam preconceitos, temos a oportunidade de transformar nossa linguagem, tornando-a mais inclusiva e respeitosa. Essa mudança não é apenas uma questão de “politicamente correto”, mas um reconhecimento de que a língua pode ser um instrumento de dominação ou de libertação, dependendo de como a utilizamos.

Termos preconceituosos e suas origens

Muitas expressões preconceituosas têm raízes históricas profundas, frequentemente ligadas a períodos de opressão, como a escravidão no Brasil. Conhecer essas origens nos ajuda a compreender por que determinados termos devem ser abandonados e substituídos por alternativas mais respeitosas.

Vamos analisar alguns exemplos de termos e expressões que estão caindo em desuso por carregarem preconceitos:

1. “A coisa tá preta”

Esta expressão associa a cor preta a algo ruim, perigoso ou desfavorável. Ao utilizar “preta” como sinônimo de problema ou dificuldade, reforça-se inconscientemente um preconceito racial que associa a negritude a aspectos negativos.

Alternativas: “A situação é difícil”, “O caso é complexo” ou “A coisa está complicada”.

2. Termos depreciativos para cabelos afro

Expressões como “cabelo ruim”, “cabelo bombril” ou “cabelo duro” menosprezam características físicas das pessoas negras, associando-as a coisas ruins ou de qualidade inferior. Os tipos de cabelos existentes na sociedade são diversos e não existem melhores ou piores.

Alternativas: “Cabelos crespos” ou “cabelos cacheados”, conforme suas características específicas.

3. “Crioulo” ou “crioula”

De origem colonial, este termo refere-se pejorativamente à pessoa negra que era escravizada. Apesar de em alguns contextos específicos ter sido ressignificado por movimentos negros, seu uso por pessoas não-negras é considerado ofensivo e deve ser evitado.

Recomendação: Este termo deve ser excluído do vocabulário cotidiano.

4. “Da cor do pecado”

Ainda que muitas vezes empregada como suposto elogio, esta expressão reforça a objetificação e a sexualização do corpo negro, além de associar a negritude ao pecado, algo moralmente condenável na tradição judaico-cristã.

Recomendação: Deve ser excluída do vocabulário.

5. “Denegrir”

Seu uso está associado à ideia de macular, manchar ou sujar, remetendo à ideia de que tornar algo negro é negativo. Assim, reforça a ligação da pessoa negra a coisas ruins.

Alternativas: “Difamar” ou “caluniar”.

6. “Dia de branco”

De origem escravocrata, esta expressão tem dois usos: “hoje é dia de trabalho” ou “hoje é dia de descanso”. No primeiro caso, associa a pessoa escravizada à preguiça e o branco ao trabalho – o que é uma incongruência, uma vez que a escravidão era o pilar econômico do país. No segundo, faz alusão ao descanso porque o branco, por não trabalhar, poderia ter um dia de luxos enquanto seus escravos sofriam.

Alternativas: “Dia de trabalho” ou “dia de descanso”, conforme o contexto.

7. “Disputar a negra”

Refere-se a um jogo de desempate para determinar quem ganhará. Possui caráter racista e misógino e remete ao período da escravidão, quando homens brancos que possuíam mulheres escravizadas as apostavam como prêmio.

Alternativa: “Partida de desempate”.

8. “Esclarecer”

Significa tornar algo claro, trazer luz sobre determinado assunto. “Transmite a ideia de que a compreensão de algo só pode ocorrer sob as bênçãos da claridade, da branquitude, mantendo no campo da dúvida e do desconhecimento as coisas negras”, explica a cartilha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Alternativas: “Elucidar” ou “explicar”.

9. “Mulata” ou “mulato”

Termo derivado de “mula” (animal híbrido e estéril), era usado para se referir a pessoas nascidas de relações entre pessoas brancas e negras. Além da origem pejorativa, o termo, especialmente no feminino, está associado à hipersexualização da mulher negra.

Alternativas: Pessoa negra ou parda, conforme a autodeclaração do indivíduo.

10. “Lista negra”

Associa a cor negra a algo negativo, indesejável ou proibido. Reforça estereótipos negativos relacionados à negritude.

Alternativas: “Lista de restrições” ou “lista de exclusões”.

A evolução da linguagem em relação a outros grupos

O abandono de termos preconceituosos não se limita apenas a questões raciais. A sociedade tem avançado também no reconhecimento e respeito a outros grupos historicamente marginalizados:

Pessoas com deficiência

Termos como “retardado”, “mongoloide”, “aleijado” ou “defeituoso” foram substituídos por expressões que reconhecem a dignidade e humanidade dessas pessoas. A própria expressão “portador de deficiência” caiu em desuso, sendo substituída por “pessoa com deficiência”, colocando a pessoa antes da condição.

Comunidade LGBTQIA+

Palavras pejorativas usadas para se referir a pessoas homossexuais, bissexuais, transexuais e outras identidades de gênero e orientações sexuais têm sido abandonadas em favor de termos respeitosos que reconhecem a diversidade humana.

Povos indígenas

Expressões como “programa de índio” (para algo desorganizado ou sem graça) ou “índio” (para alguém considerado ignorante) reforçam estereótipos negativos sobre os povos originários e têm sido cada vez mais criticadas e abandonadas.

Por que abandonar esses termos?

Algumas pessoas questionam a necessidade de abandonar certas palavras ou expressões, argumentando que “sempre foi assim” ou que “não há intenção de ofender”. No entanto, é importante compreender que:

  1. A intenção não elimina o impacto: Mesmo sem intenção de ofender, o uso de termos preconceituosos pode causar dor e reforçar estigmas.
  2. A língua evolui: Assim como não falamos mais como no século XIX, é natural que expressões preconceituosas sejam substituídas por alternativas mais respeitosas.
  3. Respeito e empatia: Abandonar termos ofensivos é um exercício de empatia e respeito com grupos historicamente marginalizados.
  4. Responsabilidade social: Ao modificar nossa linguagem, contribuímos para uma sociedade mais justa e igualitária.

Como ressalta a doutora em linguística Jorcemara Cardoso, “não basta apenas deixar de falar certas palavras ou substituí-las por outras, é preciso compreender porque devemos parar de utilizar a língua como instrumento de dominação”.

A resistência à mudança

É comum encontrar resistência quando se propõe o abandono de termos arraigados no vocabulário cotidiano. Essa resistência pode vir de diferentes lugares:

  1. Desconhecimento: Muitas pessoas simplesmente desconhecem a origem preconceituosa de certas expressões.
  2. Apego à tradição: A ideia de que “sempre foi assim” pode dificultar a aceitação de mudanças.
  3. Negação do preconceito: Algumas pessoas negam que determinadas expressões sejam realmente preconceituosas.
  4. Confusão com “censura”: Há quem interprete a proposta de abandono de termos preconceituosos como uma forma de censura ou limitação da liberdade de expressão.

No entanto, como explica Gabriel Nascimento, “não é a palavra que é racista, eu preciso pensar o contexto em que ela é colocada e, historicamente, como ela foi construída”. Compreender esse contexto histórico e social é fundamental para entender por que certas expressões devem ser evitadas.

Como promover uma linguagem mais inclusiva

Promover uma linguagem mais inclusiva e respeitosa é um processo contínuo que envolve:

  1. Educação e conscientização: Informar-se sobre a origem e o impacto de termos preconceituosos.
  2. Escuta ativa: Ouvir as pessoas dos grupos afetados quando elas apontam que determinados termos são ofensivos.
  3. Abertura para mudar: Estar disposto a modificar hábitos linguísticos arraigados.
  4. Compartilhamento de conhecimento: Compartilhar de forma respeitosa informações sobre termos preconceituosos com outras pessoas.
  5. Paciência e compreensão: Entender que a mudança é um processo e que todos podemos cometer erros durante o aprendizado.

Conclusão

A evolução da linguagem para formas mais inclusivas e respeitosas reflete o amadurecimento da sociedade e sua capacidade de reconhecer e corrigir injustiças históricas. Abandonar termos preconceituosos não é apenas uma questão de “politicamente correto”, mas um exercício de cidadania e respeito à dignidade humana.

Como afirma Cardoso, “a língua pode ser usada como instrumento de dominação”, mas também pode ser um poderoso instrumento de transformação social. Ao escolhermos conscientemente as palavras que utilizamos, contribuímos para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e respeitosa com todas as pessoas, independentemente de sua raça, gênero, orientação sexual, deficiência ou qualquer outra característica.

A língua, assim como a sociedade, aprende e evolui. E nesse processo de aprendizado coletivo, algumas palavras ficam para trás, não por censura ou imposição, mas por uma escolha consciente baseada em respeito, empatia e reconhecimento da dignidade inerente a todos os seres humanos.

Atividade: Refletindo sobre a Evolução da Linguagem

Após a leitura do artigo “Palavras que Não Queremos Mais Usar: Quando a Língua Aprende com a Sociedade”, vamos exercitar nosso conhecimento e reflexão sobre o tema. Esta atividade tem como objetivo promover a consciência linguística e o uso de uma comunicação mais inclusiva e respeitosa.

Parte 1: Identificação e Substituição

Nas frases abaixo, identifique os termos ou expressões preconceituosas e sugira alternativas mais respeitosas:

  1. “A reunião de ontem foi um programa de índio, totalmente desorganizada.”
  2. “Precisamos esclarecer essa situação antes que os rumores se espalhem.”
  3. “João trabalhou tanto que parecia um dia de branco para ele.”
  4. “Maria entrou na lista negra da empresa depois daquele incidente.”
  5. “O chefe denegriu a imagem do funcionário na frente de todos.”
  6. “A coisa tá preta para o time depois de três derrotas consecutivas.”
  7. “Vamos disputar a negra para decidir quem é o campeão do torneio.”
  8. “Aquela mulata é a dançarina principal do espetáculo.”
  9. “Ele tem um cabelo ruim que precisa de muito tratamento.”
  10. “Mesmo sendo cego, ele consegue se virar muito bem sozinho.”

Parte 2: Análise e Reflexão

Responda às seguintes questões com base no artigo e em suas reflexões:

  1. Por que é importante abandonar termos preconceituosos, mesmo quando “não há intenção de ofender”?
  2. Explique como a evolução da linguagem reflete mudanças na sociedade. Cite um exemplo específico mencionado no artigo.
  3. Quais são os principais argumentos utilizados por pessoas que resistem a abandonar termos preconceituosos? Como você responderia a esses argumentos?
  4. De que forma o contexto histórico influencia na percepção de certas palavras como preconceituosas?
  5. Além dos exemplos citados no artigo, você conhece outros termos ou expressões que têm caído em desuso por serem considerados preconceituosos? Explique.

Parte 3: Situações Práticas

Analise as situações abaixo e sugira como você agiria:

  1. Durante uma reunião de trabalho, um colega usa repetidamente a expressão “a coisa tá preta” para se referir a problemas. Como você poderia abordar essa questão de forma educativa e respeitosa?
  2. Você está revisando um texto que contém várias expressões consideradas preconceituosas. Quais passos você seguiria para tornar o texto mais inclusivo e respeitoso?
  3. Em uma conversa familiar, seu avô de 80 anos utiliza termos que hoje são considerados preconceituosos, mas que eram comuns em sua época. Como você lidaria com essa situação?

Parte 4: Criação e Conscientização

  1. Crie um pequeno texto (máximo 5 linhas) sobre a importância da linguagem inclusiva no ambiente escolar ou de trabalho.
  2. Imagine que você precisa explicar para uma criança de 10 anos por que não devemos usar certas palavras ou expressões. Como você faria isso de forma simples e educativa?
  3. Sugira uma campanha ou atividade que poderia ser implementada em escolas para promover o uso de linguagem inclusiva e respeitosa.

Lembre-se: O objetivo desta atividade não é julgar ou condenar, mas promover reflexão e conscientização sobre o impacto das palavras que usamos. A evolução da linguagem é um processo contínuo que reflete nosso crescimento como sociedade.

Gabarito

Parte 1: Identificação e Substituição

  1. “A reunião de ontem foi um programa de índio, totalmente desorganizada.”
    • Termo preconceituoso: “programa de índio”
    • Alternativa: “A reunião de ontem foi totalmente desorganizada.”
  2. “Precisamos esclarecer essa situação antes que os rumores se espalhem.”
    • Termo preconceituoso: “esclarecer”
    • Alternativa: “Precisamos elucidar/explicar essa situação antes que os rumores se espalhem.”
  3. “João trabalhou tanto que parecia um dia de branco para ele.”
    • Termo preconceituoso: “dia de branco”
    • Alternativa: “João trabalhou muito hoje” ou “João teve um dia de trabalho intenso.”
  4. “Maria entrou na lista negra da empresa depois daquele incidente.”
    • Termo preconceituoso: “lista negra”
    • Alternativa: “Maria entrou na lista de restrições/exclusões da empresa depois daquele incidente.”
  5. “O chefe denegriu a imagem do funcionário na frente de todos.”
    • Termo preconceituoso: “denegriu”
    • Alternativa: “O chefe difamou/caluniou a imagem do funcionário na frente de todos.”
  6. “A coisa tá preta para o time depois de três derrotas consecutivas.”
    • Termo preconceituoso: “a coisa tá preta”
    • Alternativa: “A situação está difícil/complicada para o time depois de três derrotas consecutivas.”
  7. “Vamos disputar a negra para decidir quem é o campeão do torneio.”
    • Termo preconceituoso: “disputar a negra”
    • Alternativa: “Vamos disputar a partida de desempate para decidir quem é o campeão do torneio.”
  8. “Aquela mulata é a dançarina principal do espetáculo.”
    • Termo preconceituoso: “mulata”
    • Alternativa: “Aquela dançarina negra/parda é a principal do espetáculo.” (conforme autodeclaração)
  9. “Ele tem um cabelo ruim que precisa de muito tratamento.”
    • Termo preconceituoso: “cabelo ruim”
    • Alternativa: “Ele tem cabelo crespo/cacheado que precisa de tratamento específico.”
  10. “Mesmo sendo cego, ele consegue se virar muito bem sozinho.”
    • Abordagem inadequada: Foco na deficiência como limitação surpreendente
    • Alternativa: “Ele é uma pessoa com deficiência visual e é muito independente.”

Parte 2: Análise e Reflexão

  1. Por que é importante abandonar termos preconceituosos, mesmo quando “não há intenção de ofender”?

Resposta sugerida: É importante abandonar termos preconceituosos, mesmo sem intenção de ofender, porque o impacto das palavras vai além da intenção de quem as utiliza. Termos preconceituosos carregam uma carga histórica de opressão e discriminação que afeta negativamente grupos marginalizados, reforçando estereótipos e perpetuando desigualdades. Como mencionado no artigo, “a intenção não elimina o impacto” – mesmo sem querer ofender, o uso de termos preconceituosos pode causar dor e reforçar estigmas. Além disso, ao modificarmos nossa linguagem, contribuímos ativamente para uma sociedade mais justa e igualitária, demonstrando respeito e empatia com todos os grupos sociais.

  1. Explique como a evolução da linguagem reflete mudanças na sociedade. Cite um exemplo específico mencionado no artigo.

Resposta sugerida: A evolução da linguagem reflete mudanças nos valores, na consciência social e no reconhecimento de direitos e dignidade de grupos historicamente marginalizados. À medida que a sociedade avança em termos de inclusão, igualdade e respeito à diversidade, a linguagem se adapta para refletir esses novos valores. Um exemplo específico mencionado no artigo é a mudança na forma de se referir às pessoas com deficiência. Termos como “retardado”, “mongoloide”, “aleijado” ou “defeituoso” foram substituídos por expressões que reconhecem a dignidade e humanidade dessas pessoas. Até mesmo a expressão “portador de deficiência” caiu em desuso, sendo substituída por “pessoa com deficiência”, colocando a pessoa antes da condição, o que demonstra uma evolução na percepção social sobre deficiência, priorizando a humanidade sobre a condição.

  1. Quais são os principais argumentos utilizados por pessoas que resistem a abandonar termos preconceituosos? Como você responderia a esses argumentos?

Resposta sugerida: Os principais argumentos utilizados por pessoas que resistem a abandonar termos preconceituosos incluem: desconhecimento da origem preconceituosa das expressões; apego à tradição e à ideia de que “sempre foi assim”; negação de que os termos sejam realmente preconceituosos; e confusão com censura ou limitação da liberdade de expressão.

Para responder a esses argumentos, poderia explicar que:

  • O desconhecimento não justifica a perpetuação do preconceito, e agora que temos informação, podemos fazer escolhas mais conscientes.
  • Tradições nem sempre são positivas e a sociedade evolui constantemente; assim como não falamos mais como no século XIX, é natural que expressões preconceituosas sejam substituídas.
  • A percepção de preconceito deve ser considerada principalmente a partir da perspectiva dos grupos afetados, não de quem usa os termos.
  • Não se trata de censura, mas de uma escolha consciente baseada em respeito e empatia; a liberdade de expressão vem acompanhada de responsabilidade social.
  1. De que forma o contexto histórico influencia na percepção de certas palavras como preconceituosas?

Resposta sugerida: O contexto histórico é fundamental para compreender por que certas palavras são consideradas preconceituosas. Muitas expressões têm suas raízes em períodos de opressão, como a escravidão, o colonialismo ou regimes discriminatórios. Esse passado histórico carrega uma carga de violência, desumanização e discriminação que permanece associada às palavras, mesmo quando usadas em contextos contemporâneos.

Como exemplificado no artigo, expressões como “dia de branco” ou “disputar a negra” têm origem no período escravocrata brasileiro e refletem relações de poder e opressão daquela época. Compreender esse contexto histórico nos ajuda a entender por que essas expressões são ofensivas e devem ser abandonadas.

Além disso, como mencionou Gabriel Nascimento, “não é a palavra que é racista, eu preciso pensar o contexto em que ela é colocada e, historicamente, como ela foi construída”. Essa construção histórica determina o peso e o significado social que as palavras carregam hoje.

  1. Além dos exemplos citados no artigo, você conhece outros termos ou expressões que têm caído em desuso por serem considerados preconceituosos? Explique.

Resposta sugerida: (Esta é uma questão aberta que depende da experiência e conhecimento individual do aluno. Abaixo estão alguns exemplos possíveis que poderiam ser mencionados)

Alguns exemplos adicionais incluem:

  • “Judiação” (para se referir a maus-tratos): Termo com origem antissemita que associa o povo judeu a atos de crueldade.
  • “Tem um pé na cozinha” (para se referir a pessoas com ancestralidade negra): Expressão que remete ao período escravocrata, quando pessoas negras trabalhavam principalmente em serviços domésticos.
  • “Serviço de preto” (para trabalho mal feito): Expressão racista que associa pessoas negras a trabalhos de baixa qualidade.
  • “Dar uma de João sem braço” (fingir não saber de algo): Expressão capacitista que usa a deficiência física como metáfora negativa.
  • “Traveco” (para se referir a pessoas transgênero): Termo pejorativo substituído por “pessoa transgênero” ou “mulher/homem trans”.

Parte 3: Situações Práticas

  1. Durante uma reunião de trabalho, um colega usa repetidamente a expressão “a coisa tá preta” para se referir a problemas. Como você poderia abordar essa questão de forma educativa e respeitosa?

Resposta sugerida: Uma abordagem educativa e respeitosa seria:

  • Esperar um momento oportuno para conversar em particular com o colega, evitando constrangê-lo publicamente.
  • Iniciar a conversa de forma amigável, reconhecendo que provavelmente não havia intenção de ofender: “Notei que você usou algumas vezes a expressão ‘a coisa tá preta’ na reunião. Sei que é uma expressão comum, mas gostaria de compartilhar algo sobre ela.”
  • Explicar brevemente a origem e o problema com a expressão: “Essa expressão associa a cor preta a algo negativo, o que pode reforçar inconscientemente preconceitos raciais.”
  • Sugerir alternativas: “Existem outras formas de expressar a mesma ideia, como ‘a situação está complicada’ ou ‘estamos enfrentando dificuldades’.”
  • Agradecer pela escuta e mostrar-se aberto ao diálogo: “Obrigado por me ouvir. Estou sempre aprendendo também e acho importante refletirmos juntos sobre como nossa linguagem pode ser mais inclusiva.”
  1. Você está revisando um texto que contém várias expressões consideradas preconceituosas. Quais passos você seguiria para tornar o texto mais inclusivo e respeitoso?

Resposta sugerida:

  • Identificar todas as expressões potencialmente preconceituosas no texto.
  • Pesquisar sobre cada expressão para entender sua origem, contexto histórico e por que é considerada problemática.
  • Consultar guias e glossários de linguagem inclusiva, como o mencionado no artigo (cartilha do TSE, glossário da LBCA).
  • Substituir as expressões por alternativas mais inclusivas e respeitosas, mantendo o sentido original do texto.
  • Se possível, consultar pessoas dos grupos afetados para garantir que as substituições são adequadas.
  • Revisar o texto completo para garantir coerência e fluidez após as alterações.
  • Compartilhar com o autor original as mudanças feitas e explicar as razões, como forma de conscientização.
  1. Em uma conversa familiar, seu avô de 80 anos utiliza termos que hoje são considerados preconceituosos, mas que eram comuns em sua época. Como você lidaria com essa situação?

Resposta sugerida:

  • Escolher um momento adequado para uma conversa privada e tranquila.
  • Abordar o assunto com respeito e compreensão, reconhecendo que seu avô cresceu em um contexto histórico e social diferente.
  • Explicar gentilmente como a linguagem evoluiu e por que certos termos não são mais considerados apropriados hoje.
  • Usar exemplos concretos de como certas palavras podem ferir pessoas, apelando para a empatia.
  • Sugerir alternativas mais respeitosas para os termos utilizados.
  • Ser paciente e entender que mudanças de hábitos linguísticos arraigados por décadas podem levar tempo.
  • Reforçar positivamente quando ele fizer esforços para usar uma linguagem mais inclusiva.
  • Evitar tom acusatório ou de julgamento, focando na educação e no diálogo construtivo.

Parte 4: Criação e Conscientização

  1. Crie um pequeno texto (máximo 5 linhas) sobre a importância da linguagem inclusiva no ambiente escolar ou de trabalho.

Resposta sugerida: (Exemplo – as respostas dos alunos variarão)

“A linguagem inclusiva no ambiente escolar/de trabalho cria um espaço de respeito mútuo onde todos se sentem valorizados e acolhidos. Ao abandonarmos termos preconceituosos, reconhecemos a dignidade de cada pessoa e contribuímos para um clima de colaboração e pertencimento. Essa prática não apenas previne conflitos e mal-entendidos, mas também promove a diversidade de ideias e perspectivas, essencial para a inovação e o crescimento coletivo.”

  1. Imagine que você precisa explicar para uma criança de 10 anos por que não devemos usar certas palavras ou expressões. Como você faria isso de forma simples e educativa?

Resposta sugerida: (Exemplo – as respostas dos alunos variarão)

Para explicar a uma criança de 10 anos, eu poderia usar uma abordagem simples e concreta:

“Você já se sentiu triste quando alguém usou um apelido que você não gostava? Algumas palavras podem fazer as pessoas se sentirem assim – tristes, magoadas ou excluídas. Ao longo do tempo, aprendemos que certas palavras ou expressões podem machucar os sentimentos de grupos inteiros de pessoas, porque lembram momentos em que elas foram tratadas injustamente. É como se essas palavras carregassem uma ‘memória’ de coisas ruins que aconteceram. Por isso, quando aprendemos que uma palavra pode machucar alguém, é legal procurarmos outras formas de dizer a mesma coisa. Assim, mostramos respeito e cuidado com todos à nossa volta. É como aprender novas regras em um jogo – no começo pode parecer difícil, mas logo se torna natural e torna o jogo mais divertido para todos!”

  1. Sugira uma campanha ou atividade que poderia ser implementada em escolas para promover o uso de linguagem inclusiva e respeitosa.

Resposta sugerida: (Exemplo – as respostas dos alunos variarão)

Campanha “Palavras que Transformam”

A campanha incluiria as seguintes atividades:

  1. Oficinas de Sensibilização: Encontros semanais onde os alunos aprenderiam sobre a história e o impacto de expressões preconceituosas, com convidados de diferentes grupos sociais compartilhando suas experiências.
  2. Mural Interativo: Um espaço na escola onde os alunos poderiam escrever expressões preconceituosas e suas alternativas inclusivas, criando um “dicionário coletivo” de linguagem respeitosa.
  3. Desafio da Linguagem Inclusiva: Durante um mês, turmas competiriam amigavelmente para identificar e substituir expressões preconceituosas em textos, músicas e conversas cotidianas.
  4. Produção de Material Educativo: Os alunos criariam cartilhas, vídeos ou podcasts sobre linguagem inclusiva para compartilhar com outras escolas e com a comunidade.
  5. Dia da Reflexão Linguística: Um dia dedicado a atividades artísticas e culturais que exploram o poder das palavras, com apresentações teatrais, saraus poéticos e rodas de conversa.

A campanha envolveria toda a comunidade escolar – alunos, professores, funcionários e famílias – promovendo uma cultura de respeito que se estenderia além dos muros da escola.

]]>
Parônimos: Palavras Parecidas, Significados Diferentes https://portuguesando.com.br/paronimos-palavras-parecidas-significados-diferentes/ Tue, 20 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=797 A língua portuguesa é repleta de sutilezas e particularidades que podem confundir até mesmo os falantes mais experientes. Entre essas peculiaridades, encontramos os parônimos, palavras que frequentemente causam dúvidas e são responsáveis por diversos equívocos na comunicação escrita e falada. Neste artigo, vamos explorar o que são os parônimos, como identificá-los e como utilizá-los corretamente em nosso dia a dia.

O que são parônimos?

Parônimos são palavras que apresentam grafia e pronúncia semelhantes, porém possuem significados completamente diferentes. Essa semelhança na forma como são escritas e pronunciadas é justamente o que causa confusão entre os falantes da língua portuguesa, levando a erros comuns tanto na escrita quanto na fala.

De acordo com o site Brasil Escola, “palavras parônimas são pares de palavras quase homônimas, com pouca diferença no som e na grafia”. Essa definição nos ajuda a compreender que os parônimos são palavras que, apesar de parecerem muito com outras, carregam sentidos distintos e são utilizadas em contextos específicos.

É importante não confundir parônimos com homônimos. Enquanto os parônimos são palavras semelhantes na grafia e na pronúncia, os homônimos são palavras que têm pronúncia e/ou grafia idênticas, mas significados diferentes. Os homônimos ainda se dividem em homógrafos (mesma grafia, pronúncia diferente), homófonos (mesma pronúncia, grafia diferente) e homônimos perfeitos (mesma grafia e pronúncia).

Exemplos comuns de parônimos

Para compreender melhor o conceito de parônimos, vamos analisar alguns exemplos comuns que frequentemente causam confusão:

Comprimento e Cumprimento

  • Comprimento: refere-se à medida de algo de uma extremidade à outra. Exemplo: O comprimento da sala é de 5 metros.
  • Cumprimento: ato de cumprimentar alguém ou de cumprir algo. Exemplo: Ele fez um cumprimento formal ao chegar à reunião.

Descrição e Discrição

  • Descrição: ato de descrever algo ou alguém. Exemplo: A descrição do suspeito ajudou a polícia a identificá-lo.
  • Discrição: qualidade de quem é discreto, reservado. Exemplo: Ele agiu com discrição ao tratar do assunto delicado.

Eminente e Iminente

  • Eminente: aquilo que se destaca, que é ilustre ou importante. Exemplo: O eminente professor recebeu um prêmio por sua contribuição à ciência.
  • Iminente: algo que está prestes a acontecer. Exemplo: O desabamento do prédio era iminente devido às rachaduras na estrutura.

Inflação e Infração

  • Inflação: aumento generalizado de preços. Exemplo: A inflação deste mês superou as expectativas dos economistas.
  • Infração: violação de uma lei ou regra. Exemplo: O motorista cometeu uma infração ao ultrapassar o sinal vermelho.

Absolver e Absorver

  • Absolver: perdoar, inocentar. Exemplo: O juiz decidiu absolver o réu por falta de provas.
  • Absorver: aspirar, sorver. Exemplo: O papel toalha consegue absorver o líquido derramado.

Cavaleiro e Cavalheiro

  • Cavaleiro: pessoa que monta a cavalo ou que pertencia a uma ordem militar na Idade Média. Exemplo: O cavaleiro participou do torneio de equitação.
  • Cavalheiro: homem gentil, educado. Exemplo: Ele se comportou como um verdadeiro cavalheiro durante o jantar.

Tráfego e Tráfico

  • Tráfego: movimento de veículos, trânsito. Exemplo: O tráfego na avenida principal está congestionado neste horário.
  • Tráfico: comércio ilegal. Exemplo: As autoridades combatem o tráfico de drogas na região.

A importância de conhecer os parônimos

Conhecer e saber utilizar corretamente os parônimos é fundamental para uma comunicação clara e eficaz. O uso inadequado dessas palavras pode gerar ambiguidades, mal-entendidos e até mesmo alterar completamente o sentido de uma mensagem.

No ambiente acadêmico e profissional, o domínio dos parônimos é ainda mais relevante, pois demonstra conhecimento linguístico e cuidado com a precisão da comunicação. Em redações, relatórios, e-mails e outros documentos formais, o uso correto dessas palavras contribui para a qualidade do texto e para a credibilidade do autor.

Além disso, em concursos públicos, vestibulares e outras avaliações, questões sobre parônimos são frequentes, testando a capacidade do candidato de distinguir palavras semelhantes e aplicá-las adequadamente em diferentes contextos.

Como evitar confusões com parônimos

Para evitar confusões no uso de parônimos, algumas estratégias podem ser úteis:

  1. Consulte o dicionário: em caso de dúvida, sempre verifique o significado exato de cada palavra no dicionário.
  2. Contextualize: analise o contexto em que a palavra será utilizada para determinar qual parônimo é o mais adequado.
  3. Pratique a leitura: quanto mais você lê, mais familiarizado fica com o uso correto das palavras.
  4. Faça exercícios específicos: resolver questões sobre parônimos ajuda a fixar as diferenças entre as palavras.
  5. Crie associações: relacione cada parônimo a uma situação ou frase específica para lembrar mais facilmente do seu significado.

Conclusão

Os parônimos representam um aspecto fascinante e desafiador da língua portuguesa. Compreender suas diferenças e saber utilizá-los corretamente é essencial para uma comunicação precisa e eficaz. Ao dominar o uso dos parônimos, você enriquece seu vocabulário e aprimora sua capacidade de expressão, evitando equívocos que podem comprometer a clareza de suas mensagens.

Lembre-se de que o estudo da língua é um processo contínuo, e a prática regular é a melhor forma de consolidar o conhecimento sobre parônimos e outras particularidades do português.

Atividade: Teste seus conhecimentos sobre parônimos

Agora que você já conhece o que são parônimos e como utilizá-los corretamente, vamos praticar com alguns exercícios. Leia atentamente cada questão e escolha a alternativa que completa corretamente as frases com os parônimos adequados.

1. Complete as frases com os parônimos EMINENTE ou IMINENTE:

a) O palestrante __________ chegará em breve para a conferência. b) O acidente era __________ devido às más condições da estrada. c) Aquele professor é considerado uma autoridade __________ no assunto. d) O risco de enchente é __________ com as fortes chuvas previstas.

2. Escolha entre TRÁFEGO ou TRÁFICO:

a) O __________ de veículos aumenta consideravelmente nos horários de pico. b) As autoridades intensificaram o combate ao __________ de animais silvestres. c) O __________ na internet cresceu durante a pandemia. d) O __________ de influência é considerado crime em muitos países.

3. Preencha com DESCRIÇÃO ou DISCRIÇÃO:

a) A __________ detalhada do suspeito ajudou na investigação. b) Ele tratou do assunto com __________, sem chamar atenção. c) A __________ da paisagem no livro é belíssima. d) A situação exige __________ por parte de todos os envolvidos.

4. Complete com COMPRIMENTO ou CUMPRIMENTO:

a) O __________ do tecido não é suficiente para fazer a cortina. b) Ele fez um __________ formal ao entrar na sala. c) Qual é o __________ do rio Amazonas? d) O __________ das normas é obrigatório para todos os funcionários.

5. Escolha entre CAVALEIRO ou CAVALHEIRO:

a) O __________ ajudou a senhora a carregar as compras. b) O __________ participou da competição de hipismo. c) Todo __________ deve ceder seu lugar a uma pessoa idosa. d) O __________ medieval usava armadura nas batalhas.

6. Complete as frases com ABSOLVER ou ABSORVER:

a) O papel toalha consegue __________ o líquido derramado. b) O juiz decidiu __________ o réu por falta de provas. c) A pele pode __________ vitamina D através da exposição ao sol. d) A igreja pode __________ os pecados dos fiéis através da confissão.

7. Escolha entre INFLAÇÃO ou INFRAÇÃO:

a) A __________ do mês superou as expectativas dos economistas. b) O motorista cometeu uma __________ ao estacionar em local proibido. c) O controle da __________ é fundamental para a estabilidade econômica. d) A multa por __________ de trânsito aumentou significativamente.

8. Complete com EMIGRAR ou IMIGRAR:

a) Muitos brasileiros decidiram __________ para Portugal em busca de melhores condições de vida. b) Os refugiados tentam __________ para países da Europa. c) Meus avós decidiram __________ do Japão após a Segunda Guerra Mundial. d) É difícil __________ para outro país sem conhecer o idioma local.

9. Escolha entre RATIFICAR ou RETIFICAR:

a) O diretor precisou __________ o erro no relatório antes da publicação. b) O Brasil decidiu __________ o acordo internacional sobre mudanças climáticas. c) É necessário __________ as informações incorretas no cadastro. d) O presidente vai __________ sua posição durante a reunião de amanhã.

10. Complete com MANDADO ou MANDATO:

a) O juiz expediu um __________ de busca e apreensão. b) O __________ do presidente termina no próximo ano. c) O advogado recebeu um __________ judicial para representar seu cliente. d) O __________ parlamentar tem duração de quatro anos.

Gabarito

1. EMINENTE ou IMINENTE:

a) O palestrante eminente chegará em breve para a conferência. b) O acidente era iminente devido às más condições da estrada. c) Aquele professor é considerado uma autoridade eminente no assunto. d) O risco de enchente é iminente com as fortes chuvas previstas.

2. TRÁFEGO ou TRÁFICO:

a) O tráfego de veículos aumenta consideravelmente nos horários de pico. b) As autoridades intensificaram o combate ao tráfico de animais silvestres. c) O tráfego na internet cresceu durante a pandemia. d) O tráfico de influência é considerado crime em muitos países.

3. DESCRIÇÃO ou DISCRIÇÃO:

a) A descrição detalhada do suspeito ajudou na investigação. b) Ele tratou do assunto com discrição, sem chamar atenção. c) A descrição da paisagem no livro é belíssima. d) A situação exige discrição por parte de todos os envolvidos.

4. COMPRIMENTO ou CUMPRIMENTO:

a) O comprimento do tecido não é suficiente para fazer a cortina. b) Ele fez um cumprimento formal ao entrar na sala. c) Qual é o comprimento do rio Amazonas? d) O cumprimento das normas é obrigatório para todos os funcionários.

5. CAVALEIRO ou CAVALHEIRO:

a) O cavalheiro ajudou a senhora a carregar as compras. b) O cavaleiro participou da competição de hipismo. c) Todo cavalheiro deve ceder seu lugar a uma pessoa idosa. d) O cavaleiro medieval usava armadura nas batalhas.

6. ABSOLVER ou ABSORVER:

a) O papel toalha consegue absorver o líquido derramado. b) O juiz decidiu absolver o réu por falta de provas. c) A pele pode absorver vitamina D através da exposição ao sol. d) A igreja pode absolver os pecados dos fiéis através da confissão.

7. INFLAÇÃO ou INFRAÇÃO:

a) A inflação do mês superou as expectativas dos economistas. b) O motorista cometeu uma infração ao estacionar em local proibido. c) O controle da inflação é fundamental para a estabilidade econômica. d) A multa por infração de trânsito aumentou significativamente.

8. EMIGRAR ou IMIGRAR:

a) Muitos brasileiros decidiram emigrar para Portugal em busca de melhores condições de vida. b) Os refugiados tentam imigrar para países da Europa. c) Meus avós decidiram emigrar do Japão após a Segunda Guerra Mundial. d) É difícil imigrar para outro país sem conhecer o idioma local.

9. RATIFICAR ou RETIFICAR:

a) O diretor precisou retificar o erro no relatório antes da publicação. b) O Brasil decidiu ratificar o acordo internacional sobre mudanças climáticas. c) É necessário retificar as informações incorretas no cadastro. d) O presidente vai ratificar sua posição durante a reunião de amanhã.

10. MANDADO ou MANDATO:

a) O juiz expediu um mandado de busca e apreensão. b) O mandato do presidente termina no próximo ano. c) O advogado recebeu um mandado judicial para representar seu cliente. d) O mandato parlamentar tem duração de quatro anos.

]]>
Verbo haver: singular ou plural? Esclareça de vez essa dúvida https://portuguesando.com.br/verbo-haver-singular-ou-plural-esclareca-de-vez-essa-duvida/ Thu, 15 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=778 O uso do verbo haver gera dúvidas até mesmo entre os falantes mais experientes da língua portuguesa. Afinal, devemos usar esse verbo no singular ou no plural? A resposta depende do contexto — e é isso que vamos esclarecer neste artigo.


Quando o verbo “haver” é impessoal

O verbo haver é impessoal quando tem o sentido de existir, acontecer ou ocorrer. Nesse caso, não vai para o plural, mesmo que se refira a mais de uma coisa.

Exemplos corretos:

  • Houve muitos acidentes na estrada. (e não houveram)
  • Há pessoas esperando lá fora. (e não hão)
  • Havia muitas dúvidas naquela época.

Dica: quando “haver” = “existir”, ele não tem sujeito e, por isso, fica no singular.


Quando o verbo “haver” é pessoal

O verbo haver é pessoal quando tem o sentido de ter, possuir (em relação a tempo ou obrigação), ou é utilizado em locuções verbais com verbos auxiliares.

Exemplos:

  • Eles haviam estudado antes da prova. (verbo auxiliar + particípio)
  • Havíamos combinado de nos encontrar às oito.

Nesse caso, o verbo se flexiona normalmente, de acordo com o sujeito da oração.


Erros comuns com o verbo “haver”

🚫 Houveram muitos protestos na cidade. ❌
✅ Correto: Houve muitos protestos na cidade.

🚫 Hão muitas maneiras de resolver o problema. ❌
✅ Correto: Há muitas maneiras de resolver o problema.


Atividades

1. Complete as frases abaixo com a forma correta do verbo haver:

a) _______ pessoas interessadas na vaga.
b) _______ muitos comentários sobre o assunto.
c) Nós já _______ falado sobre isso antes.
d) Eles _______ prometido comparecer.
e) _______ uma reunião importante ontem.

2. Julgue as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) O verbo “haver”, com sentido de existir, deve ser flexionado no plural.
( ) “Haverá novidades em breve” está gramaticalmente correto.
( ) Em “Eles haviam estudado”, o verbo está no sentido auxiliar e deve ser flexionado.
( ) “Houveram problemas na empresa” é uma construção correta.


Gabarito comentado

1.

a) pessoas interessadas na vaga.
b) Houve muitos comentários sobre o assunto.
c) Nós já havíamos falado sobre isso antes.
d) Eles haviam prometido comparecer.
e) Houve uma reunião importante ontem.

2.

(F) O verbo “haver” com sentido de existir deve ficar no singular.
(V) “Haverá novidades em breve” está correto.
(V) “Eles haviam estudado” é correto pois o verbo “haver” está como auxiliar.
(F) “Houveram problemas” está incorreto; o correto é “Houve problemas”.


Conclusão

O verbo haver exige atenção especial por seu uso impessoal em muitos contextos. Saber quando mantê-lo no singular ou flexioná-lo no plural pode evitar erros gramaticais comuns. Ao dominá-lo, você melhora não só sua escrita, mas também sua compreensão das estruturas formais da língua portuguesa.

]]>
Influência das línguas indígenas no vocabulário brasileiro https://portuguesando.com.br/influencia-das-linguas-indigenas-no-vocabulario-brasileiro/ Wed, 14 May 2025 10:30:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=776 O português falado no Brasil é um verdadeiro mosaico linguístico. Entre as influências que moldaram o nosso vocabulário, destaca-se a contribuição das línguas indígenas, especialmente do tupi-guarani. Essas línguas deixaram marcas profundas na forma como nomeamos nossa fauna, flora, alimentos, locais e até fenômenos naturais.


Um pouco de história

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, encontraram um território habitado por milhares de povos indígenas, com línguas e culturas diversas. Para facilitar a comunicação, os colonizadores passaram a aprender o tupi, uma das línguas mais faladas entre os nativos.

Com o tempo, muitas palavras indígenas foram incorporadas ao português do Brasil, formando um vocabulário que refletia a realidade local, com nomes de animais, plantas e elementos da natureza que os europeus não conheciam.


Palavras de origem indígena no cotidiano

Veja alguns exemplos de palavras de origem indígena que usamos até hoje:

  • Abacaxi – do tupi ibá cati (“fruta cheirosa”)
  • Pipoca – do tupi pipo’ka
  • Tatu – do tupi tatú
  • Capivara – do tupi kapii’gwara
  • Jacaré – do tupi îakaré
  • Tapioca – do tupi typy’óka
  • Itaim, Ipanema, Pindamonhangaba – nomes de lugares com raízes indígenas

Esses vocábulos não só enriqueceram a língua portuguesa no Brasil, mas também revelam muito sobre o nosso ambiente natural e cultural.


Curiosidades linguísticas

  • Muitas palavras indígenas possuem valor descritivo: Paraíba significa “rio ruim para navegação”; Ipanema, “água ruim”.
  • Os nomes de lugares terminados em -açu (grande), -mirim (pequeno), -guaçu (muito grande), vêm diretamente do tupi.

Atividades

1. Associe as palavras de origem indígena ao seu significado:

( ) Abacaxi ( ) Capivara ( ) Jacaré ( ) Pipoca ( ) Tapioca

a. Animal roedor que vive próximo a rios
b. Fruta tropical de casca espinhosa
c. Alimento feito da fécula da mandioca
d. Animal reptiliano típico de rios
e. Grão de milho estourado

2. Complete as frases com palavras de origem indígena:

a) No café da manhã, comi ________ com coco ralado.
b) No zoológico, vi uma ________ tomando banho no lago.
c) Na festa, servi suco e ________ doce.


Gabarito comentado

1.

  • Abacaxi – b. Fruta tropical de casca espinhosa
  • Capivara – a. Animal roedor que vive próximo a rios
  • Jacaré – d. Animal reptiliano típico de rios
  • Pipoca – e. Grão de milho estourado
  • Tapioca – c. Alimento feito da fécula da mandioca

2.

  • a) No café da manhã, comi tapioca com coco ralado.
  • b) No zoológico, vi uma capivara tomando banho no lago.
  • c) Na festa, servi suco e pipoca doce.

Conclusão

A influência das línguas indígenas no português brasileiro vai além de palavras exóticas: é uma ponte com a nossa história, nossa terra e nossos povos originários. Conhecer essa herança é também uma forma de valorizá-la e preservar a riqueza cultural que molda a identidade do Brasil.

]]>
Coesão e coerência: como tornar seu texto mais claro e eficiente https://portuguesando.com.br/coesao-e-coerencia-como-tornar-seu-texto-mais-claro-e-eficiente/ Tue, 13 May 2025 10:34:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=773

A escrita eficiente não depende apenas de boas ideias, mas da forma como essas ideias são organizadas. Dois elementos fundamentais para a qualidade de um texto são coesão e coerência. Quando essas duas características estão presentes, o leitor compreende facilmente o que se quer transmitir, sem ruídos ou ambiguidades.


O que é coerência?

Coerência refere-se à lógica e à clareza do conteúdo. Um texto coerente mantém o mesmo sentido do início ao fim, respeita o conhecimento do leitor e apresenta uma sequência lógica de informações.

🔎 Exemplo incoerente:

Fui ao supermercado comprar pão e flores, mas acabei comprando um carro novo.

🤔 O que há de estranho? A compra de um carro não tem relação com o início da frase. Isso quebra a coerência textual.

🔎 Exemplo coerente:

Fui ao supermercado comprar pão e flores, mas acabei comprando também frutas e legumes.


O que é coesão?

A coesão está relacionada ao uso de elementos linguísticos que conectam partes do texto, como conjunções, pronomes e advérbios, criando ligações entre frases e parágrafos.

🔎 Exemplo sem coesão:

O aluno foi mal na prova. O aluno não estudou.

🔗 Exemplo com coesão:

O aluno foi mal na prova porque não estudou.

Palavras como “porque”, “portanto”, “além disso” e “no entanto” são exemplos de conectores coesivos.


Dicas práticas para melhorar a coesão e coerência:

  1. Mantenha uma sequência lógica nas ideias.
  2. Use conectivos adequados entre frases e parágrafos.
  3. Evite repetições excessivas.
  4. Revise o texto pensando na clareza para o leitor.

Atividade: complete os trechos abaixo com conectivos apropriados e reescreva as frases para garantir a coerência

1. Estava muito cansado, _________ continuei trabalhando até tarde.
2. O ônibus atrasou. Cheguei tarde à aula. (Reescreva com coesão) 3. Gosto muito de estudar, porém _________. 4. O aluno estudou bastante. Ele foi mal na prova. (Reescreva de forma coerente)


Gabarito comentado

1. Estava muito cansado, mas continuei trabalhando até tarde. → Conector adversativo que mostra contraste.

2. Como o ônibus atrasou, cheguei tarde à aula. → A relação entre causa e consequência é destacada.

3. Gosto muito de estudar, porém às vezes me distraio facilmente. → O segundo membro da frase deve trazer uma ideia oposta ou contrastante.

4. O aluno estudou bastante, mas foi mal na prova porque estava nervoso. → Explica o motivo, trazendo mais coerência ao texto.


Conclusão

A coesão e a coerência não são apenas aspectos técnicos da escrita — são ferramentas essenciais para tornar seu texto mais efetivo, fluido e compreensível. Praticar o uso de conectores, revisar as ideias e pensar no leitor são passos fundamentais para a produção de textos claros e bem estruturados.

]]>
Português de Portugal x Português do Brasil: diferenças curiosas com exemplos e atividades https://portuguesando.com.br/portugues-de-portugal-x-portugues-do-brasil-diferencas-curiosas-com-exemplos-e-atividades/ Mon, 12 May 2025 10:26:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=769 O português é uma língua viva, rica em variações e expressões. Apesar de compartilharem a mesma origem, o português europeu e o português brasileiro apresentam diversas diferenças que vão além do sotaque. Essas variações ocorrem no vocabulário, na pronúncia, na gramática e até na pontuação. Este artigo destaca as principais diferenças entre as duas variedades da língua, com exemplos práticos e uma atividade para fixação do conteúdo.


Diferenças de vocabulário

Muitas palavras comuns em Portugal possuem significados diferentes (ou sequer existem) no Brasil e vice-versa. Veja alguns exemplos:

Português de PortugalPortuguês do BrasilSignificado
autocarroônibustransporte coletivo urbano
casa de banhobanheirolocal de higiene pessoal
raparigamenina (neutro)no Brasil, a palavra tem conotação negativa
putogaroto (informal)ofensivo no Brasil
fixelegal, bacanaincomum no Brasil
peúgasmeiasvestuário
telemóvelcelulartelefone móvel

Diferenças de pronúncia

A pronúncia portuguesa é geralmente mais fechada e conserva mais sons do latim. No Brasil, a linguagem tende a ser mais aberta e suave.

  • PT: “telefone” → /tɨ.lɨˈfɔnɨ/
  • BR: “telefone” → /te.leˈfo.ni/

Além disso, o uso do gerúndio é muito mais comum no Brasil:

  • PT: “Estou a estudar.”
  • BR: “Estou estudando.”

Diferenças gramaticais

  • Segunda pessoa do singular:
    • Portugal: usa-se tu com a conjugação correta (ex: tu falas)
    • Brasil: em muitos lugares, usa-se você com conjugação da terceira pessoa (ex: você fala)
  • Uso dos pronomes oblíquos:
    • Portugal: “Vou-me embora.”
    • Brasil: “Vou embora.”

Atividade: Complete as frases com o termo correspondente em português do Brasil ou de Portugal

  1. Em Lisboa, peguei o __________ para chegar ao centro. (BR: ônibus)
  2. Preciso ir à __________ antes de sair. (PT: casa de banho)
  3. Esqueci minhas __________ em casa e estou com frio nos pés. (BR: meias)
  4. Gosto de usar o __________ para ver as mensagens. (PT: telemóvel)
  5. O menino é muito __________, está sempre a rir-se. (PT: fixe)
  6. Em Portugal, é comum dizer “vou-me embora”, mas no Brasil dizemos __________.

Gabarito comentado

  1. autocarro – Equivale ao “ônibus” no Brasil.
  2. banheiro – Em Portugal, diz-se “casa de banho”.
  3. peúgas – Palavra portuguesa para “meias”.
  4. celular – No Brasil, usa-se essa palavra em vez de “telemóvel”.
  5. legal – Equivale a “fixe” em Portugal.
  6. vou embora – No Brasil, pronomes oblíquos são mais omitidos.

Conclusão

A diversidade linguística entre o português do Brasil e o de Portugal é uma das maiores riquezas da nossa língua. Compreender essas diferenças não apenas enriquece o vocabulário, mas também amplia a visão sobre a cultura e a história dos países lusófonos.

]]>
5 erros de concordância que você pode estar cometendo (com exemplos e atividades) https://portuguesando.com.br/5-erros-de-concordancia-que-voce-pode-estar-cometendo-com-exemplos-e-atividades/ Sun, 11 May 2025 10:50:00 +0000 https://portuguesando.com.br/?p=758 A concordância é um dos pilares da gramática da língua portuguesa. Seja nominal ou verbal, ela garante que os elementos da frase estejam em harmonia. Ainda assim, muitos deslizes passam despercebidos no cotidiano, tanto na fala quanto na escrita. Neste artigo, você vai conhecer 5 erros comuns de concordância e aprender a evitá-los com exemplos práticos e atividades com gabarito comentado.


1. Falta de concordância entre sujeito e verbo

Errado: As criança brinca no parque.

Correto: As crianças brincam no parque.

O sujeito “crianças” está no plural, logo o verbo também deve estar.


2. Concordância com sujeito partitivo (a maioria, grande parte, etc.)

Errado: A maioria dos alunos chegaram atrasada.

Correto: A maioria dos alunos chegou atrasada.

O verbo deve concordar com o sujeito “a maioria”, que está no singular, mesmo que o complemento esteja no plural.


3. Uso incorreto de “houve” no sentido de existir

Errado: Houveram muitos problemas ontem.

Correto: Houve muitos problemas ontem.

O verbo “haver” no sentido de existir é impessoal e, portanto, fica sempre no singular.


4. Verbo com sujeito composto posicionado após o verbo

Errado: Chegou Pedro e Ana na festa.

Correto: Chegaram Pedro e Ana na festa.

Quando o sujeito composto vem após o verbo, este deve concordar com o sujeito no plural.


5. Concordância com pronomes de tratamento

Errado: Vossa Excelência estão enganados.

Correto: Vossa Excelência está enganada.

Apesar de o pronome estar na forma de tratamento (terceira pessoa), a concordância é com a terceira pessoa do singular.


Atividade: Corrija as frases a seguir

  1. Faltou os documentos necessários para o cadastro.
  2. Devem haver soluções para esse problema.
  3. Vossa Senhoria estão convocados para a reunião.
  4. Chegou os meninos e as meninas.
  5. Grande parte dos convidados já chegaram.

Gabarito comentado

  1. Faltaram os documentos necessários para o cadastro.

O verbo “faltar” é pessoal e deve concordar com “os documentos” (plural).

  1. Deve haver soluções para esse problema.

“Haver” é impessoal quando usado no sentido de existir: deve permanecer no singular.

  1. Vossa Senhoria está convocada para a reunião.

Concordância com a terceira pessoa do singular.

  1. Chegaram os meninos e as meninas.

Sujeito composto posposto: verbo no plural.

  1. Grande parte dos convidados já chegou.

“Parte” é o núcleo do sujeito e está no singular.


Ficou com dúvidas? Compartilhe com seus alunos ou colegas e pratique mais! A concordância correta deixa seu texto muito mais claro e elegante!

]]>